O primeiro programa político que a humanidade elaborou para que o mundo possa caminhar para a paz

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Paulo Vannuchi, ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH). Vannuchi foi preso político nos anos de chumbo. Cientista político e jornalista, integrou a equipe que sigilosamente elaborou o projeto “Brasil Nunca Mais (1980-1985), um dos mais importantes inventários da repressão. Assumiu a SEDH em 21 de dezembro de 2005, e no momento em que o mundo celebrou 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos – em dezembro de 1948, na esteira dos horrores da Guerra -, viu o reconhecimento do Brasil. Por valorizar o esforço em direção aos princípios da Declaração, sobretudo a partir da Constituição de 1988.
E, principalmente, por acentuar o desafio do país de se tornar merecedor disso.
A Segunda Guerra acabou em 1945. Foram 60 milhões de mortos. Foram 60 milhões de mortos. Judeus, comunistas, ciganos, homossexuais, horror que terminou com o horror de duas bombas atômicas jogadas em cima de inocentes. Foi a perplexidade que levou a ONU, então com 53 países, a formular o primeiro programa político que a humanidade conseguiu escrever sobre como as nações devem lidar com quesitos indispensáveis para que o mundo possa caminhar para a paz. A paz é fruto da justiça, de condições de igualdade e de liberdade que precisam ser asseguradas dentro de cada país e na relação entre países.
Além da declaração de 1948, a ONU criou dois pactos em 1966 que são centrais: o Pacto de Defesa dos Direitos Humanos Civis e Políticos e o dos Direitos Humanos Econômicos, Sociais e Culturais. Os países podem assiná-los, ou não.
Há importantes convenções. O Brasil é signatário da Convenção do Direito da Criança, contra a tortura, contra o racismo, pela defesa da mulher, das pessoas com deficiência.

(Fonte: Revista do Brasil – n° 29 – nov/2008 – Entrevista/Por Gilberto Nascimento e Paulo Donizetti de Souza – Pág; 22/24)

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