Jean-Claude Brialy, ator e diretor francês que foi um dos representantes da nouvelle vague.

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Dono de estilo diferente, mas com a mesma elegância de uma geração de comediantes franceses, deixa sua marca na história do cinema francês com uma carreira de mais de 40 anos.

 

 

Jean-Claude Brialy (Argélia, 30 de março de 1933 – Paris, 30 de maio de 2007), ator e diretor francês que foi um dos representantes da nouvelle vague e também uma personalidade do teatro e da sociedade de Paris.

 

Nascido na Argélia, em março de 1933, na cidade argelina de Aumale, este filho de coronel se inscreveu no conservatório de Estrasburgo depois do vestibular, chegando a Paris em 1954 para logo começar a gravar, despontou para a fama com Nas Garras do Vício (Le beau Serge, 1958) e Os Primos (Les Cousins, 1959), dois filmes de Claude Chabrol.

 

Atuou em mais de cem filmes de diretores como Claude Chabrol, François Truffaut, Jean-Luc Godard, Eric Rohmer e Luis Buñuel. Ganhador de dois César, estreou na direção em 71, com “Eglantine”.

 

Para quem acompanhou a nouvelle vague, a figura de Brialy é bem conhecida. Ele trabalhou com Chabrol (Nas Garras do Vício, horrenda tradução de Le Beau Serge), Truffaut (Os Incompreendidos, A Noiva Estava de Preto), Godard (Uma Mulher É uma Mulher), Rohmer (O Joelho de Claire), Malle (Ascensor para o Cadafalso), além de Buñuel (O Fantasma da Liberdade).

 

Elegante, sedutor e mundano, Brialy foi uma das encarnações da “Nouvelle Vague” com seus papéis em Uma Mulher é uma Mulher (Une Femme est une Femme, 1961), de Jean-Luc Godard, Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups, 1959) e A Noiva Estava de Preto (La Mariée Était en Noir, 1967) de François Truffaut, e ainda O Joelho de Claire (Le Genou de Claire, 1970), de Eric Rohmer.

 

O ator, que chegou a Paris em 1954, teve seu primeiro papel num longa-metragem dois anos depois, em Helena e os Homens (Elena et les Hommes), de Jean Renoir. Também trabalhou para Louis Malle, em Ascensor para o Cadafalso (Ascenseur pour léchafaud, 1957) e Os Amantes (Les Amants, 1958).

 

Em sua filmografia se destacam também sucessos como A Rainha Margot, de Patrice Chéreau (1994).

 

Ganhador de dois prêmios Cesar, Brialy passou para o outro lado da câmera em 1971 com Eglantine, um filme evocando suas lembranças de infância. Também dirigiu Un Bon Petit Diable (1983), entre outros.

 

Está em um filme que estimo muito, A Grande Noite de Loucuras (La Notte Brava), de Mauro Bolognini, e também em Casanova e a Revolução, de Ettore Scola. Em seu currículo constam mais de cem filmes, alguns deles obras-primas. Brialy foi protagonista de Le Beau Serge e outros filmes, mas era uma espécie de especialista em papéis secundários, que ganhavam relevância com seu talento.

 

Em 1956, ele atua em Elena e les hommes, ou As estranhas coisas de Paris de Jean Renoir e, em 1958, é descoberto por sua atuação em Nas garras do Vício, seguido por Os primos, ambos de Claude Chabrol, que revelaram um ator desenvolto e distinto. Desde então a Nouvelle Vague não o deixou mais e Brially grava com Jean-Luc Godard (1960, uma mulher é uma mulher), François Truffaut (1967, A noiva estava de preto) ou ainda Eric Rohmer (1970, O Joelho de Claire).

 

Um realizador da televisão e do cinema, ele assina uma dezena de filmes, dentre os quais Eglantine (1971), evocação nostálgica de memórias de sua infância, e Les volets clos (1972).

 

Ele frequentemente representava personagens ternos que, com o avançar de sua idade, foram ficando cada vez mais paternais, às vezes patriarcais, a exemplo do L’Effrontée (1986, Claude Miller) e A Rainha Margot (1994, Patrice Chéreau).

 

Gravou seu último filme para a televisão em 2006, Monsieur Max de Gabriel Aghion. Sinal de sua popularidade, seus livros de memórias Le ruisseau des singes de 2000 e J’ai oublié de vous dire de 2004, foram sucesso de vendas.

 

Brialy, cuja carreira também registrou sucessos na televisão e no palco, era o proprietário do teatro Les Bouffes e escreveu vários livros.

 

Jean-Claude Brialy faleceu em 30 de maio de 2007, aos 74 anos e sofria de câncer, em Paris.

Jean-Claude Brialy, que estreou com Le Beau Serge, Nas Garras do Vício de Claude Chabrol em 1958, não era só um dos atores ídolos da Nouvelle Vague, mas também um cineasta, um homem do teatro, e uma personalidade da noite e da vida parisiense, que não escondia a sua homossexualidade.

Phillipe Noiret, que faleceu em 23 de novembro com 76 anos, dividia com Brialy o mesmo hedonismo e elegância, também compartilhada por Jean-Pierre Cassel, que morreu em 20 de abril aos 74 anos.

(Fonte: http://blogs.estadao.com.br/luiz-zanin – Cinema, Personagem – 31.maio.2007)
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0106200727 – TRIBUTO – São Paulo, sexta-feira, 1° de junho de 2007)
(Fonte: http://cinema.terra.com.br/noticias/0,,OI1656569-EI1176,00- DIVERSÃO – CINEMA – 31 de maio de 2007)
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