Clifford Geertz, fundou a corrente da antropologia chamada de interpretativa ou simbólica

0
Powered by Rock Convert

Clifford Geertz (São Francisco, 23 de agosto de 1926 -– Filadélfia, 30 de outubro de 2006), antropólogo americano, um dos maiores antropólogos da atualidade. Estudou antropologia na Universidade de Harvard, durante muitos anos lecionou no Departamento de Antropologia da Universidade de Chicago. Na segunda metade do século XX, Geertz fundou a corrente da antropologia chamada de interpretativa ou simbólica. Ela prega que as manifestações culturais de um povo somente são compreendidas se forem analisadas em conjunto. Por isso, não devem ser estudadas de fomra isolada.

Foi fundador da antropologia interpretativa – Ensaios Patrimoniais – Dedicado às Ciências Sociais. Geertz, graduado em filosofia e inglês, antes de migrar para o debate antropológico, obteve seu PhD em Antropologia em 1949 e desde então conduziu extensas pesquisas de campo, nas quais se originaram seus livros, escritos essencialmente sob a forma de ensaio. Suas principais pesquisas ocorreram na Indonésia e no Marrocos.

Geertz morreu no dia 30 de outubro de 2006, aos 80 anos, de complicações cirúrgicas, nos Estados Unidos.
(Fonte: Veja, 8 de novembro de 2006 -– ANO 39 –- N° 44 – Edição 1981 –- DATAS – Pág; 128)

 

Clifford Geertz (isenco-renegarcia.blogspot.com)

Clifford Geertz (isenco-renegarcia.blogspot.com)

 

 

 

Clifford Geertz foi fundador da antropologia interpretativa
Clifford Geertz, antropólogo norte-americano. Juntamente com Claude Levi-Strauss, Geertz provocou transformações profundas nos estudos antropológicos do século XX.
É considerado o fundador da antropologia interpretativa, uma nova maneira de estudar antropologia partindo de um enfoque interdisciplinar. Tendo servido a Marinha durante a Segunda Guerra Mundial, ele depois realizou seus estudos em Ohio e New Jersey. Trabalhou como revisor do New York Post, até dedicar-se, depois, à Antropologia, a princípio de uma forma acanhada. Graduou-se em filosofia e inglês e em 1956 obteve PhD em Antropologia. No ano seguinte parte para suas primeiras pesquisas antropológicas na Indonésia, estudando as crenças e rituais religiosos dos povos locais. Sua esposa Hildred, aproveitando a experiência do marido, realiza pesquisas de parentesco dos mesmos povos.

Quando já exercia uma certa intimidade com os estudos antropológicos, Geertz sentiu as falhas existentes nos padrões de metodologia adotados. A antropologia dos anos 50 ainda estava presa ao rigor metodológico das tradições acadêmicas, que nada permitiam acrescentar novos dados sobre comunidades pesquisadas. Dessa forma, não era possível, por exemplo, avaliar as diversidades antropológicas e culturais de cada sociedade, nem analisar a sua variação de acordo com o tempo. Uma de suas dificuldades foi a de, conforme os padrões metodológicos vigentes, restringir sua análise da sociedade de Java, na Indonésia, a apenas um aspecto de pesquisa.

A falta de uma pesquisa mais abrangente na antropologia, para Geertz, também envolvia a falta de um enfoque interdisciplinar. Em seu livro Nova luz sobre a Antropologia, de 2000, ele comenta, num de seus capítulos, os conflitos ideológicos entre antropólogos e historiadores, que se acusavam mutuamente.

A respeito da “confusão” da frase que inicia este texto, uma forma de explicação? Ou uma forma de inquietação, para estimular a polêmica e o debate? Com base na sua experiência como antropólogo, como veremos a seguir, Geertz, vendo as limitações dos padrões de análise antropológica vigentes, decidiu romper com esses padrões e partir para abordagens mais arriscadas, ainda que sua análise torne o estudo cada vez mais complexo. Concordando com Levi-Strauss, que disse que “a explicação científica consiste na substituição de uma complexidade menos inteligível por outra mais inteligível” (GEERTZ, 1989), Geertz acrescenta que “a explicação consiste, muitas vezes, em substituir quadros simples por outros complexos”, enquanto se esforça para manter a clareza persuasiva dos quadros simples. Em outras palavras, Clifford Geertz pretende chamar a atenção para o fato de que a análise científica, muitas vezes, por desvendar a complexidade das coisas, pode, ao exercer novas descobertas, não necessariamente solucionar seus problemas, mas encarar novos problemas. Citando Whitehead, que disse “Procure a simplicidade, mas desconfie dela”, Geertz sugere, no entanto, que o cientista procure a complexidade e a organize.

Geertz também não vê problema na perspectiva etnocentrista na análise antropológica, mas admite que ela pode aprisionar o pesquisador na sua própria tradição cultural. Para o antropólogo, o pesquisador costuma ser capaz de compreender mais o enigma dos outros do que o de si próprio, e que os enigmas decorrentes da diversidade cultural aparecem nas limitações das próprias pessoas, e não por alguma fronteira social específica.

Um dos maiores legados de Clifford Geertz é, portanto, o estímulo ao debate antropológico, mas sua pesquisa também influiu na transformação metodológica da psicologia, da história e da teoria literária.

BIBLIOGRAFIA

WIKIPEDIA, Enciclopédia Livre. Clifford Geertz (texto em português). Dados obtidos na Internet. Texto atualizado em 18.03.2006.

GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1989.

GEERTZ, Clifford. Nova luz sobre a antropologia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001.

OLIVEIRA, Maria da Guia e CABRAL, Benedita E. S. L.. O estudo antropológico pós-moderno a partir da análise de Clifford Geertz. In: PAR”A”IWA. n. 05. João Pessoa, Março de 2004.

SCHWARCZ, Lilia K. Moritz. Mercadores do espanto: a prática antropológica na visão travessa de Clifford Geertz. In: REVISTA DE ANTROPOLOGIA. v. 44 n. 01. São Paulo, 2001.
(Fonte: www.patrimoniais.fotopages.com – A ANTROPOLOGIA SOB A LUZ DE GEERTZ/ Por Alexandre Figueiredo – 5/4/06)

Powered by Rock Convert
Share.