Autran Dourado, foi um dos autores brasileiros que mais receberam premiações importantes.

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Autran Dourado (Patos de Minas, 18 de janeiro de 1926 – Rio de Janeiro, 30 de setembro de 2012), escritor mineiro, autor de obras como “Uma vida em segredo” (1964), “Ópera dos mortos” (1967) e “Confissões de Narciso” (1997)

 

O escritor recebeu o Prêmio Camões em 2000, considerado um dos mais importantes reconhecimentos da literatura em língua portuguesa. O mérito também foi dado a Jorge Amado. Em 2008, Dourado ganhou o maior prêmio literário no Brasil, o troféu Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras.

 

Dourado nasceu em Minas Gerais, atmosfera onde a maior parte de suas histórias transcorrem. Foi secretário de imprensa da República, entre 1958 e 1961, durante o governo de Juscelino Kubitschek e também é autor de dezenas de livros, ensaios e contos.

Foi um dos autores brasileiros que mais receberam premiações importantes, entre elas o Prêmio Camões, em 2000. Em 2008, ganhou o troféu Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras. O Risco do Bordado ganhou o prêmio Pen Club do Brasil, e As Imaginações Pecaminosas foi vencedor do Prêmio Goethe de Literatura do Brasil e do Jabuti, em 1982.

Um de seus romances mais célebres é Ópera dos Mortos, incluído na seleção de obras da literatura universal da Unesco. Sua primeira obra a ser traduzida para outro idioma foi A Barca dos Homens, considerado o melhor livro de 1961 pela União Brasileira de Escritores.

Waldomiro Freitas Autran Dourado nasceu em 1926, em Patos de Minas (MG), pequena cidade que guarda a atmosfera na qual a maior parte de suas histórias transcorre. Diversas narrativas se passam na cidade imaginária de Duas Pontes, a maioria narradas pelo personagem João da Fonseca Ribeiro, transitando entre os séculos do apogeu da mineração ouro até os dias de hoje.

O escritor Autran Dourado tinha marcada em sua memória a primeira frase que construiu, menino: “Paulo tinha uma bola”. Da infância e adolescência, guardou também os cenários e moradores das cidades de Monte Santo de Minas e São Sebastião do Paraíso, onde ficou até os 17 anos, quando se mudou para Belo Horizonte. Cenas e personagens, mediados pela língua portuguesa aprendida na escola, que alimentaram sua literatura ao longo de seis décadas, marcadamente na criação da cidade fictícia de Duas Pontes, onde se passaram várias de suas histórias, muitas narradas pelo mesmo João da Fonseca Ribeiro.

 

A compreensão sobre Minas Gerais, ou sobre a Minas interiorana que construiu, veio apenas quando saiu do estado e foi para o Rio, em 1954. Ele citava Homero, lembrando que só deixando Ítaca é possível ver Ítaca. Hélio Pellegrino chegou a afirmar que Dourado universalizou a mineiridade.

 

— No Rio, eu comecei a trabalhar para esquecer todo aquele universo mineiro, do qual eu tinha uma visão ainda um pouco limitada nos meus dois primeiros livros, “Teia” (1947) e “Sombra e exílio” (1950) — disse o autor em 1999. — Esquecer para reencontrar uma coisa que fosse ao mesmo tempo íntima e bem brasileira.


Deixou um livro de memórias, Gaiola Aberta, no qual aborda seu trabalho como secretário de imprensa da República no governo de Juscelino Kubitschek. O escritor mantinha uma conta no Twitter, onde publicou, em 21 de setembro, uma de suas últimas frases: “Escrever é uma imitação. A gente escreve feito um menino que vê o livro como um brinquedo e pensa ah, eu quero um”.

Autran Dourado morreu dia 30 de setembro de 2012, aos 86 anos, em sua casa no Rio de Janeiro.

O escritor Antonio Torres lembra que os prêmios — Goethe (1981), Jabuti (1982) e Machado de Assis (2008), além do Camões — afirmam por si só a grandeza da obra de Dourado. O cuidado com a forma era, segundo Torres, uma das marcas do mineiro:

— Seu trabalho era muito voltado para a carpintaria literária, chegou a escrever um livro sobre o tema (”Uma poética de romance: matéria de carpintaria”). Trouxe uma contribuição de estilo e de forma muito importante para a literatura brasileira.

Sua atenção à forma aparece de maneira mais evidente em “Ópera dos fantoches” (1994), no qual reelabora totalmente seu terceiro romance, “Tempo de amar” (1952).

 

— Havia um acabamento muito cuidadoso em sua obra — destaca Sérgio Sant’Anna.

 

Em meio a romances — entre eles, seu favorito, “Uma vida em segredo” (1964), adaptado para o cinema por Suzana Amaral —, contos e ensaios, Dourado escreveu também um livro de memórias, “Gaiola aberta” (2000), que se detém sobre o período passado como secretário de imprensa do presidente Juscelino Kubitscek, entre 1958 e 1961.


(Fonte: Zero Hora – ANO 49 – N.° 17.161 – Memória – 1° de outubro de 2012)

(Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura -6239510#ixzz3gkQCINvc – CULTURA/ POR O GLOBO – 30/09/2012)

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Nasce, em 18 de janeiro de 1926, o escritor mineiro Autran Dourado (autor de Os Sinos da Agonia), morto em 2012.
(Fonte: Zero Hora – ANO 50 – N° 17.631 – Hoje na História – ALMANAQUE GAÚCHO/ Por Ricardo Chaves – 18 de janeiro de 2014 – Pág: 48)

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