Se tornou a primeira mulher a atingir uma fortuna de US$ 100 bilhões

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Pianista, filantropa e reclusa: quem é a 1ª mulher com mais de US$ 100 bi

Françoise Bettencourt-Meyers (na foto com a mãe, em 2016)

 

Françoise Bettencourt Meyers, 70, se tornou a primeira mulher a atingir uma fortuna de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 485 bilhões na cotação atual). Ela alcançou a marca em 28 de dezembro, segundo o ranking de bilionários da Bloomberg.

A francesa é herdeira da L’Oréal e se tornou a mulher mais rica do mundo em 2018, depois da morte da mãe, Liliane Bettencourt (1922-2017). Liliane era filha de Eugène Schueller, fundador da empresa de cosméticos.

Apesar de ser herdeira do império, Françoise tinha uma relação tumultuada com a mãe. Em 2007, ela acusou o fotógrafo François-Marie Banier de ter se aproveitado da fragilidade de Liliane para conseguir presentes da idosa, no valor de 1 bilhão de euros. A denúncia levou a uma briga entre as duas e deu origem a várias outras investigações, encerradas em comum acordo em 2010.

A bilionária tornou-se diretora da L’Oréal em 1997 e foi nomeada presidente da holding da família, Téthys — acionista majoritária da empresa de beleza — em 2012. Naquele mesmo ano, tornou-se membro do comitê de estratégia e desenvolvimento sustentável da marca.

Apesar do sucesso de hoje, Françoise declarou falência em 2015. Na época, ela e o marido Jean-Pierre Meyers eram donos de uma holding que controlava alguns dos principais sites de vendas de vinhos da França, mas desistiram do negócio ao alcançar dívidas que passavam dos 40 milhões de euros e sofrer acusações de fraude.

Françoise além da L’Oréal
A empresária já escreveu livros: uma coletânea em cinco volumes estudando a Bíblia e um sobre a genealogia dos Deuses gregos. A empresária é conhecida por sua pesquisa sobre a mitologia grega e sobre relações judaico-cristãs.

Uma “bilionária reclusa”, ela costuma tocar horas de piano por dia. Segundo o Economic Times, apesar de não ostentar publicamente, Françoise mantém várias mansões milionárias pelo mundo e uma coleção de automóveis luxuosos, incluindo um Bentley Continental GT e uma Porsche 911 Cabriolet.

Como empresária, Françoise também tem participação na Nestlé e outros bens. Mas a maior parte da fortuna vem da empresa da família. Ela possui cerca de 33% do capital social, participação herdada da mãe.

Françoise é fundadora e presidente da instituição de caridade The Bettencourt-Schueller Foundation, criada em 1987, e presidente honorária da Fondation Pour L’audition, que apoia pesquisa e inovação para deficientes auditivos.

O que faz a L’Oréal?
Maior fabricante de produtos de beleza do mundo;
Atua em 130 países;
Tem mais de 35 marcas de cosméticos e cuidados com a pele no mercado;
Portfólio inclui tanto marcas populares quanto luxuosas;
Maybelline, Garnier, Colorama e Lancôme são alguns dos selos da família.

Em 2019, a família Bettencourt

Meyers e a L’Oréal doaram US$ 226 milhões para a Catedral de Notre-Dame, atingida por um incêndio naquele mesmo ano.

Polêmicas com a mãe

O escândalo político-financeiro-familiar conhecido como caso Bettencourt trouxe à tona denúncias sombrias sobre a família, incluindo especulações de que o avô de Françoise, Eugène, teria sido simpatizante do nazismo.

Desde 2007, Françoise travava uma briga familiar. Ela processou o fotógrafo de celebridades François-Marie Banier por abuso de incapaz, alegando que ele havia enganado sua mãe e levado quase US$ 1 bilhão ao longo de duas décadas. Mãe e filha tiveram uma disputa de quase dois anos nos tribunais por causa disso.

Liliane, na época, se declarou vítima da filha. “É um rompante indigno da parte de quem diz querer me proteger”, afirmou em comunicado. “Minha filha poderia esperar pacientemente por minha morte, em vez de fazer todo o possível para precipitá-la.”

Até o ex-presidente Nicolas Sarkozy foi acusado de ter se aproveitado da senilidade da herdeira da L’Oréal, com o objetivo de obter fundos para financiar sua campanha presidencial de 2007.

Além de François-Marie Banier, um amigo próximo de Bettencourt, o empresário Stéphane Courbit e o ex-administrador da fortuna da herdeira da L’Oréal, Patrice de Maistre, foram investigados.

As duas fizeram as pazes publicamente no final de 2010, um pouco antes de a herdeira anunciar que Liliane tinha Alzheimer avançado e que havia sido colocada sob tutela do primogênito da filha, Jean-Victor Meyers.

(Direitos autorais: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2023/12/29 – NOTÍCIAS/ ECONOMIA/ Do UOL, em São Paulo – 29/12/2023)

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