O primeiro automóvel produzido em série e totalmente brasileiro

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ROMI-ISETTA

O primeiro automóvel produzido em série e totalmente brasileiro foi o Romi-Isetta. Sua montagem foi obra do empresário paulista Américo Emilio Romi, que conseguiu autorização para fabricá-la em 1953, depois que o governo de Getúlio Vargas proibiu a importação de carros já montados. Tinha um só banco e podia transportar três pessoas. Quando abria sua única porta, trazia consigo a barra da direção e o volante. O Romi-Isetta, que foi vendido a partir de 1956, é hoje uma recordação preciosa, só existindo nas garagens dos colecionadores.

(FONTE: Zero Hora – 08/08/01 – Pág; 50)

 

Encontro Nacional de Romi-Isetta, em comemoração aos 60 anos do primeiro carro fabricado no Brasil

O lançamento oficial do Romi-Isetta aconteceu em São Paulo em 5 de setembro de 1956.(Reprodução/CEDOC Fundação Romi)

O lançamento oficial do Romi-Isetta aconteceu em São Paulo em 5 de setembro de 1956.(Reprodução/CEDOC Fundação Romi)

 

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Na foto acima, é o que aparece em primeiro lugar na fila durante a carreata de lançamento oficial do carrinho, pelo centro de São Paulo, no dia 5 de setembro de 1956. Tinha, naquele momento, pouco mais de dois meses de vida, pois o primeiro – que ninguém sabe onde está, assim como os seguintes até esse de chassis número 5, aparentemente o único sobrevivente da primeira fornada – havia sido produzido em 30 de junho daquele ano.

 

Esse Romi-Isetta é de chassis número 5, possivelmente o único sobrevivente dos primeiros modelos produzidos. (Foto: Rodrigo Mora)

Esse Romi-Isetta é de chassis número 5, possivelmente o único sobrevivente dos primeiros modelos produzidos. (Foto: Rodrigo Mora)

 

Ninguém, nem mesmo seu atual dono, sabe por quais viagens, aventuras, desencontros e despedidas passara aquela Romi-Isetta azul e branca até o destino lhe trair com um abandono em uma garagem qualquer. Ou o quão corajosa foi para enfrentar uma restauração já em idade avançada e quanta paciência teve até que encontrassem os detalhes do seu painel e as peças do seu motor, sempre as partes mais difíceis de se achar quando se trata de Isettas.

Daqui em diante, essa guerreira sessentona, vestida com a dignidade das cores originais, uma das mais doces que um automóvel pode receber, vai encarar tarefas mais singelas, como posar para fotos – tanto faz se ao lado de quem sabe ou não da sua história.

(Fonte: http://carros.ig.com.br/colunas – CARROS – COLUNAS/ Por Rodrigo Mora 

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