João Saldanha, jornalista carioca nascido no RS, o mais polêmico e talentoso dos cronistas do país.

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João Saldanha (Alegrete, 3 de julho de 1917 – Roma, 12 de julho de 1990), jornalista carioca nascido no Rio Grande do Sul, era o mais polêmico e talentoso dos cronistas do país. Dirigiu a Seleção Brasileira de Futebol em 1969, quando escalou a base do time que seria campeão mundial na Copa do México. Os jogadores que conquistaram o tricampeonato sob o comando de Zagalo eram conhecidos como “as feras do Saldanha”. Ele deixou o comando da equipe 45 dias antes do embarque da delegação brasileira para o México em meio a uma crise. Irritado com as pressões que sofria do então presidente Emílio Medici para escalar o atacante Dario, Saldanha, que era militante do Partido Comunista Brasileiro, acabou saindo do comando da seleção. Nos últimos anos, assinava uma coluna no Jornal do Brasil, que se tornou famosa pelo estilo irreverente, de conversa de bar, com que falava sobre futebol.

É autor de algumas frases inesquecíveis para os torcedores: “Se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano acabava empatado” ou “Xadrez não é esporte. Se fosse, São Jorge teria que sair na seção de turfe do jornal”. Saldanha assistiu a doze Copas do Mundo. Na última, a da Itália, trabalhou como comentarista da Rede Manchete de Televisão – e cobriu de críticas o esquema tático do técnico Sebastião Lazaroni. Vítima de insuficiência pulmonar, Saldanha não voltou ao Brasil depois da Copa. Morreu no Hospital Santo Eugenio, em Roma, dia 12 de julho de 1990, de insuficiência respiratória, aos 73 anos.

(Fonte: Veja, 11 de julho, 1990 – Edição 1138 – Datas – Pág; 72)

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