Ibrahim Bare Mainassara, presidente de Níger

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Ibrahim Bare Mainassara (Maradi, 9 de maio de 1949 – Niamey, 9 de abril de 1999), presidente de Níger

Mainassara tomou o poder em janeiro de 1996 em um golpe militar, derrubando o primeiro governo nacional democraticamente eleito. Colocou o presidente deposto Mahamane Ousmane sob prisão domiciliar por três meses e depois o deixou em liberdade. 

O ex-coronel do exército disse ter desfechado o golpe porque Ousmane não sabia os crescentes problemas econômicos e políticos do país. 

O governo de Mainassara esmagou diversos levantes e motins militares no ano passado. 

Dois destacados líderes da oposição, inclusive o ex-primeiro-ministro, e cinco membros do exército foram presos no começo de 1998, supostamente por planejarem o assassinato do presidente. Contudo, os críticos dizem que essas acusações foram feitas para justificar a repressão aos opositores políticos. 

O Níger é um país da África subsaariana, com dois terços do território no deserto. A área cultivável sofre processo de desertificação. O país padece de extrema pobreza. A renda per capita é de US$ 240, abaixo da registrada em Bangladesh, por exemplo. Em 1997, o Níger apresentou o segundo pior índice de desenvolvimento humano (IDH) mundial, à frente apenas de Serra Leoa. 

 

Em 9 de abril de 1999: o presidente do Níger, Ibrahim Bare Mainassara, foi morto por membros de sua guarda em Niamey.

Ibrahim Bare Mainassara, que sofreu um atentado no aeroporto da capital, Niamei, na sexta (9) quando se preparava para viajar. O primeiro-ministro Ibrahim Assane Mayaki anunciou a morte de Mainassara pelo rádio, mas disse que ele foi morto “num acidente infeliz”. 

O Congresso também acaba de ser dissolvido, confirmando o golpe militar no país africano. 

A capital do país está tomada por tropas. Segundo testemunhas, tanques de guerra impedem o acesso ao palácio presidencial e os principais prédios públicos do governo. 

O golpe ocorreu quando a oposição pedia a renúncia de Mainassara, depois que a Suprema Corte anulou os resultados de eleições regionais realizadas no começo desta semana e determinou outra votação. 

A oposição alega que estava vencendo as eleições e acusou o governo de incitar ataques violentos contra os responsáveis pela apuração. 

 

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fol/inter/ult090499036 – Da Reuters – Em Niamei (Níger) – 09/04/99)
 

 

 

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