Foi o primeiro a escrever sobre sífilis na imprensa americana

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DeWitt Wallace (1889-1981), editor e filantropo norte-americano, fundador da revista Reader’s Digest. Depois de ter servido como sargento na I Guerra Mundial, em 1922, William Roy DeWitt Wallace, que já havia sido criador de galinhas, eletricista e funcionário da Westinghouse, peregrinou pelas maiores editoras dos Estados Unidos com o projeto de uma revista mensal de assuntos gerais com o tamanho de um livro de bolso. Todas disseram não, mas ele não desistiu. Com o apoio isolado de sua esposa, Lila Wallace, e 5 000 dólares, editou o número 1 da Reader’s Digest num porão de Nova York. Nasceu a 12 de Novembro de 1889, em Saint-Paul, no Minnesota, Estados Unidos da América.

Wallace deixou um império editorial no lugar do projeto recusado até mesmo por Willian Randolph Hearst, uma das lendas da imprensa americana. Com artigos condensados sobre assuntos do cotidiano e uma imprescindível conclusão otimista, a Reader’s Digest em sua primeira fase inundou rapidamente os Estados Unidos. Wallace conquistou a classe média americana e as salas de espera dos consultórios médicos e dentários com severas críticas à burocracia estatal e uma ferrenha luta contra o comunismo. Outro tema preferido de Wallace: doenças. Ele foi o primeiro a escrever sobre sífilis na imprensa americana. Esta receita realmente deu certo. A revista é vendida em mais de trinta países, em dezesseis idiomas, com uma tiragem de 30 milhões de exemplares – 18 milhões nos Estados Unidos -, além de edições em Braille, em alemão, japonês e inglês.

Em 1942, batizada de Seleções, a revista chegou ao Brasil. Aqui, a tiragem também se multiplicou rapidamente – na década de 60, chegaram a ser impressos 500 000 exemplares mensais. Com a modernização do parque gráfico e editorial brasileiro, a revista perdeu um pouco seu fôlego: hoje, os 350 000 exemplares em português são impressos em Portugal desde 1971. Desses 210 000 são vendidos no Brasil.

Sem jamais aceitar anúncios de cigarros, a Reader’s Digest firmou-se por sua gigantesca tiragem e deu origem a outras empresas do grupo. Wallace concretizou seu sonho, mas não completamente. Ele – que acreditava na própria reencarnação – não conseguiu editar um artigo com o título “Há uma salvação para a morte”. Wallace morreu no dia 30 de março de 1981, aos 91 anos, de pneumonia. Em Mount Kisco, Estados Unidos.

(Fonte: Veja, 8 de abril, 1981 – Edição n.° 657 – Datas – Pág; 82 – MEMÓRIA – Pág; 92)

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