Erasmo Carlos, grande ícone do rock nacional e da Jovem Guarda, foi compositor de canções clássicas, a maioria delas escrita com o parceiro Roberto Carlos, era um dos maiores nomes da história da música nacional

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Erasmo Carlos, o ‘Tremendão’ grande ícone do rock nacional e da Jovem Guarda

 

Erasmos Carlos durante apresentação na Expocrato em julho — (Foto: Divulgação)

Foi pioneiro do rock no Brasil e símbolo da Jovem Guarda

Erasmo Carlos durante participação na novela ‘Sol Nascente’ (2016) — (Foto: Cortesia Acervo Grupo Globo/ REPRODUÇÃO/ TODOS OS DIREITOS RESERVADOS)

Erasmo Carlos (nasceu em Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1941 – faleceu no Rio de Janeiro, em 22 de novembro de 2022), cantor, compositor de canções clássicas, a maioria delas escrita com o parceiro Roberto Carlos, era um dos maiores nomes da história da música nacional.

Um dos pioneiros do rock e símbolo da Jovem Guarda, o artista Tremendão, como era chamado, era considerado um dos principais nomes da Jovem Guarda no Brasil.

O início

Seus primeiros passos na música se deram ainda na década de 1950, quando formou o quarteto The Snakes ao lado de Arlênio Lívio, José Roberto China e Edson Trindade. Os três eram ex-integrantes do grupo The Sputniks, no qual haviam tocado junto com Tim Maia e Roberto Carlos.

Foi por volta daquela época que Erasmo se deparou pela primeira vez com aquele que seria um de seus grandes parceiros na música. “Eu estava lá em casa, na Tijuca, e um amigo em comum bateu na porta com o Roberto Carlos. ‘Queria te apresentar um amigo que é cantor’. Já conhecia ele da televisão. Eu colecionava muitas letras de música, fotos de artistas de rock and roll, e ele precisava de uma letra que eu por acaso tinha”, lembrava, ao Fantástico, em 2013.

“Era Hound Dog, de Elvis Presley. Ficamos conversando e rolou um papo legal de rock. Ele falou: ‘Aparece lá pela televisão’. Aí eu comecei a sair do trabalho, ir para lá, só para ver. Eram 15 minutos de programa. Fui ficando amigo da equipe, das dançarinas, os músicos. Daqui a pouco já comprava um sanduíche para o Carlos Imperial, conhecia o porteiro, entrava direto. Aí que o Imperial me chamou para ser secretário dele”.

“Com o Roberto Carlos, também, a gente foi convivendo e ficando amigo. Muitas brigas, por exemplo, de turmas, mas que nos aproximaram muito. Aquela coisa de ‘brigamos juntos’, sabe? Dessa amizade de amigo, a gente foi se identificando musicalmente, também. Com meu conjunto vocal, fui fazendo coro para ele. Até o dia em que nós resolvemos fazer uma música, um rock em português, Parei na Contramão”, continuava.

Ao lado de Wanderléa e Roberto Carlos, Erasmo apresentou o programa ‘Jovem Guarda’ na Rede Record.  (Foto: Train Polar)

Anos depois, ao lado de Roberto e Wanderléa, Erasmo Carlos foi um dos apresentadores do histórico Jovem Guarda, programa da TV Record exibido entre 1965 e 1968. Em seu palco, passaram grandes nomes da música brasileira, que à época faziam sucesso com o público jovem. Além do trio, destacaram-se nomes como Ronnie VonWanderley CardosoVanusaSérgio ReisJerry AdrianiFred Jorge e grupos como Renato e seus Blue CapsOs Incríveis Golden Boys. Nessa época, compôs o clássico Festa de Arromba.

“Na Jovem Guarda ninguém fumava nem bebia. Só depois experimentei maconha e outras drogas, como ácido, mas só duas ou três vezes”, garantia, em entrevista ao Estadão, em 2009.

Parceria

Fosse na época da Jovem Guarda ou nas décadas seguintes, Erasmo participou da composição de muitos dos sucessos que se popularizaram na voz de Roberto Carlos. Entre eles, CalhambequeEu Sou TerrívelDetalhesO DivãAlém do Horizonte e Cama e Mesa.

Em 1974, a dupla criou uma melodia para uma canção religiosa, mas não conseguiram concluir a música, que acabou engavetada. Três anos depois, Roberto, emocionado com a ida de Erasmo à sua festa de aniversário surpresa, escreveu a letra de Amigo durante viagem a Los Angeles. “Você meu amigo de fé, meu irmão camarada/Amigo de tantos caminhos e tantas jornadas/Cabeça de homem, mas o coração de menino/Aquele que está do meu lado em qualquer caminhada”, diz a letra, feita em homenagem a Erasmo Carlos.

Sobre ter que lidar com o fato de seu colega, Roberto, ser chamado de “Rei” ao longo dos anos, Erasmo Carlos dizia que não se incomodava. “Eu sou um compositor. O que eu sempre sonhei, a partir do momento que eu gostei de música, foi ser compositor, um criador. Jamais me passa pela cabeça o negócio de ser cantor, sabe? Eu canto por circunstância”.

 

Erasmo Carlos e Roberto Carlos, parceiros de longa data. Foto: Edu Lissovsky

Erasmo Carlos e Roberto Carlos, parceiros de longa data. Foto: Edu Lissovsky

“Por isso posso dizer, da minha parte, nunca houve o mínimo incômodo de o Roberto Carlos ser o ‘Rei’. Não, eu sou compositor. É isso que eu quero ser, o que eu sempre quis ser. Tudo que eu tenho na minha vida é em função do que eu sou e gosto de ser. Se eu não cantar, eu não me importo. A minha realização não é estar em um palco cantando, é eu estar com meu violão compondo”, explicava em entrevista a Marília Gabriela no GNT, em 2010.

Fato é que nas muitas vezes em que mostrou seu lado cantor, fosse com músicas próprias ou compostas por outros artistas, Erasmo Carlos fez sucesso, como em Mesmo Que Seja EuGente AbertaÉ Preciso Dar Um JeitoMeu AmigoPode Vir Quente Que Eu Estou FervendoSentado à Beira do CaminhoMinha Fama de MauMulher (Sexo Frágil) e De Noite na Cama.

Ao longo dos anos, tornou-se referência para inúmeros músicos. E recebeu homenagens, como na canção Tremendão é Tremendão, do grupo Funk’n’Lata. Em 1998, Ivo Meirelles explicava o motivo para a admiração, à Folha de S. Paulo: “Erasmo é autêntico. Não é marketeiro. Por isso o mercado não lhe dá o devido valor e ele está há anos sem gravar”.

Mais de 600 músicas

Autor de mais de 600 músicas e de clássicos como “Sentado à Beira do Caminho”, “Minha Fama de Mau”, “Mulher”, “Quero que tudo vá para o inferno”, “Mesmo que seja eu” e “É proibido fumar”, o artista deixa uma legião de fãs e amigos que fez pela estrada.

Foi na Tijuca onde nasceu Erasmo Esteves, em 5 de junho de 1941. Grandes nomes da MPB participaram da infância do cantor, no bairro da Zona Norte do Rio, como Tim Maia e Jorge Ben Jor.

Na adolescência, gostava de se reunir com a turma no Bar do Divino, na Rua do Matoso. Foi nessa época em que ele conheceu Roberto Carlos, durante um concerto de Bill Haley no Maracanãzinho – o que teria aberto os olhos do carioca para começar seu próprio grupo.

Assim, antes da carreira solo, o artista passou por outros grupos musicais, como os Snakes, ao lado de outros tijucanos, mas que durou só até 1961. Sem acreditar que conseguiria seguir sozinho na música, ele decidiu, então, trabalhar como assistente do apresentador e produtor Carlos Imperial, que o ajudou a dar o próximo passo, rumo a outro grupo musical.

Mais tarde, ele se tornou, então, vocalista do grupo Renato & Seus Blue Caps. Erasmo garantiu a contratação do conjunto por uma gravadora e fez sucesso em uma faixa ao lado de Roberto Carlos, marcando o início da parceria entre os dois. Erasmo compôs mais de 500 canções com o amigo.

“Erasmo Carlos”, portanto, não passava de um nome artístico em homenagem aos parceiros que estiveram com ele no início da carreira: Roberto Carlos e Carlos Imperial. Outros apelidos lhe acompanharam: Tremendão e Gigante Gentil.

Poucos anos depois, ainda nos anos 1960, a dupla Roberto e Erasmo já se destacava como uns dos principais compositores da Jovem Guarda ao som do iê-iê-iê. Sob influência do pop britânico dos Beatles, o carioca se mudou para São Paulo e, com o passar dos discos, Erasmo se tornava ícone da bossa e da MPB.

Não muito tempo longe de casa, ele voltou a morar no Rio de Janeiro após gravar “Aquarela do Brasil”, em 1969. Em 1985, Erasmo esteve na primeira edição do Rock in Rio, nas plateias lamacentas.

A primeira ‘e maior’ paixão musical de Erasmo foi o rock’n’roll. Obcecado desde a adolescência pelo ritmo “selvagem” de Elvis Presley e Little Richard, ele foi um dos maiores símbolos do rock brasileiro, um astro que encarnou a imagem do rebelde e cantou sobre carros vermelhos, gatinhas manhosas e sua própria fama de mau.

Mas Erasmo foi muito mais que isso. O rock, na verdade, representou uma fase curta em sua carreira. Erasmo logo se libertou das amarras criativas da Jovem Guarda e se estabeleceu como um dos maiores compositores do pop e da música romântica brasileira, especialmente devido às centenas de canções escritas com o parceiro Roberto Carlos.

Começando em 1963 com “Parei na Contramão”, a parceria de Roberto e Erasmo é uma das mais longevas e a mais bem-sucedida da história da música brasileira, rendendo inúmeros sucessos: “Emoções”, “Detalhes”, “Sentado à Beira do Caminho”, “As Curvas da Estrada de Santos”, “Se Você Pensa”, “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”, “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”, “Como é Grande o Meu Amor por Você” e muitas outras.

Em julho de 2021, quando Erasmo completou 80 anos, reportagens levantaram o número de composições registradas no nome dele. Totalizaram 682, a grande maioria em parceria com Roberto.

Das 20 músicas dele mais tocadas em rádios e serviços de streaming, apenas uma “O Calhambeque”, versão em português de “Road Hog”, de John e Gwen Loudermilk não foi composta em parceria com o “Rei”, embora tenha sido gravada por ele.

Mas Erasmo foi muito mais que isso. O rock, na verdade, representou uma fase curta em sua carreira. Erasmo logo se libertou das amarras criativas da Jovem Guarda e se estabeleceu como um dos maiores compositores do pop e da música romântica brasileira, especialmente devido às centenas de canções escritas com o parceiro Roberto Carlos.

Começando em 1963 com “Parei na Contramão”, a parceria de Roberto e Erasmo é uma das mais longevas e a mais bem-sucedida da história da música brasileira, rendendo inúmeros sucessos: “Emoções”, “Detalhes”, “Sentado à Beira do Caminho”, “As Curvas da Estrada de Santos”, “Se Você Pensa”, “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”, “Quero Que Vá Tudo Pro Inferno”, “Como é Grande o Meu Amor por Você” e muitas outras.

Em julho de 2021, quando Erasmo completou 80 anos, reportagens levantaram o número de composições registradas no nome dele. Totalizaram 682, a grande maioria em parceria com Roberto.

Das 20 músicas dele mais tocadas em rádios e serviços de streaming, apenas uma “O Calhambeque”, versão em português de “Road Hog”, de John e Gwen Loudermilk— não foi composta em parceria com o “Rei”, embora tenha sido gravada por ele.

O repertório consistia, basicamente, de versões em português de rocks e baladas em inglês e italiano. Mas nem todo mundo gostava: uma ala da MPB mais tradicionalista via a Jovem Guarda como exemplo de “entreguismo” e subserviência a ritmos estrangeiros.

Em 17 de julho de 1967, jovens músicos brasileiros, como Elis Regina, Edu Lobo, Gilberto Gil e Jair Rodrigues, se reuniram no centro de São Paulo para uma passeata contra um inimigo poderoso: a guitarra elétrica. A MPB temia e rechaçava o rock, e a Jovem Guarda era vista como uma adversária.

Quando a Jovem Guarda acabou, em 1968, o único de seus integrantes que conseguiu fazer uma transição musical tranquila e bem-sucedida foi Roberto Carlos, que se firmou como o maior cantor romântico do Brasil.

Erasmo passou por uma fase difícil. Os ex-integrantes da Jovem Guarda eram malhados pela crítica e por outros artistas, que os recriminavam por ter feito música comercial e considerada de baixa qualidade. Em uma entrevista a Ruy Castro, publicada na revista “Playboy”, Erasmo credita o diretor da gravadora Polygram, André Midani, como o “salvador” de sua carreira: “O André me levou para a Polygram, me deu plena liberdade e me disse: “Você vai gravar o que quiser, com quem quiser, da forma que quiser. Faça o que você quiser, mas faça. É importante qualquer coisa que você crie”.

O primeiro disco de Erasmo na gravadora foi “Carlos, Erasmo”, um LP audacioso, com influências de samba-rock, soul music e rock psicodélico, que trazia letras eróticas (“Dois Animais na Selva Suja da Rua”, de Taiguara) e até uma ode à maconha, “Maria Joana”, composta em parceria com Roberto Carlos: “Só ela me traz beleza/ nesse mundo de incerteza/ quero fugir, mas não posso/ esse mundo inteirinho é só nosso”. O disco seguinte de Erasmo foi igualmente marcante: “Sonhos e Memórias”.

A produção de Erasmo nos anos 1970 foi marcada por canções surpreendentes, como a irônica “Sou uma Criança, Não Entendo Nada”, e a autobiográfica “Filho Único”, uma das letras mais fortes já feitas sobre a separação de um filho e uma mãe: “Não sou mais menino / Não é justo que também queira parir meu destino”.

Na década de 1980, com a explosão de Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, RPM e Barão Vermelho, Erasmo foi alçado à justa posição de pioneiro do rock no país, sempre citado como influência e inspiração (com exceção de sua infeliz escalação na noite do heavy metal no primeiro Rock in Rio, em 1985, quando enfrentou a fúria da turba cabeluda).

Nesse período, além de continuar a agradar ao público quarentão com as baladas românticas feitas em parceria com Roberto, Erasmo fez imenso sucesso entre as gerações mais jovens com canções pop como “Mulher (Sexo Frágil)” e “Pega na Mentira”, que tocaram muito em rádios FM.

Erasmo Carlos deixa um legado imenso à música e à cultura popular do Brasil. Por mais de seis décadas, fez parte de nosso dia a dia, na TV, no rádio e em disco. Sua arte reflete o apelido dado, nos anos 1970, pela amiga Lucinha Turnbull: “Gigante gentil”.

Erasmo era um tipo grande e corpulento, e seu visual roqueiro lhe conferia, à primeira vista, a impressão de um sujeito raivoso e ameaçador. Mas era só fachada: a verdade é que suas canções transbordavam delicadeza e sensibilidade e, por isso, atravessaram gerações.

Ainda em 2001, o cantor lançava seu 22º disco, “Pra Falar de Amor”, quando completou 60 anos. No ano seguinte, Erasmo reunia já 40 anos de carreira. Na comemoração dos 50 anos de estrada, a festa foi no Theatro Municipal do Rio.

Ao longo dos anos, grandes nomes se juntaram ao artista, como Chico Buarque, Lulu Santos, Zeca PagodinhoSkankLos HermanosDjavanAdriana CalcanhottoMarisa Monte, Frejat, Marisa e Milton Nascimento.

Vida pessoal

Erasmo Carlos também se envolveu em algumas polêmicas ao longo dos tempos. Em 15 de janeiro de 1967, por exemplo, reagiu a provocações de um rapaz na plateia de seu show no Clube Recreativo Sorocabense, no interior paulista. Precisou de ajuda da polícia para sair do local. Mesmo assim, seu carro foi perseguido na rodovia Raposo Tavares e acabou sendo alvejado por seis tiros.

Em 4 de junho de 1984, sua então esposa, Narinha, foi atingida por um tiro quando estava em casa. A bala atingiu partes de seu estômago, baço, pulmão e intestino. A arma era propriedade de Erasmo Carlos e estava guardada em um closet. Segundo os relatos da época, o cantor estava no 1º andar com outros membros da família quando ouviu o disparo.

“A cena mais desesperadora que já vi em minha vida”, contou, na ocasião. Dias depois, quando ela se recuperou, confirmou a história de outras testemunhas de que havia sido um acidente, fazendo com que a polícia não abrisse uma investigação por possível tentativa de homicídio ou suicídio. Os dois se separaram em 1990, após 13 anos casados. Aos 49 anos, no fim de 1995, Narinha morreu. Laudos posteriores do IML revelaram que ela ingeriu veneno (cianeto de potássio).

Erasmo Carlos se casou novamente em 2019, com Fernanda Passos, após sete anos de relacionamento. Em entrevistas, o artista já ressaltou que não se incomoda com a grande diferença de idade entre eles, de 49 anos.

O cantor era pai de Leo Esteves, Gil Eduardo e Carlos Alexandre Esteves, o Gugu, que morreu dias após um grave acidente de moto em maio de 2014. Na ocasião, durante o período em que o filho passou oito dias em coma induzido, Erasmo seguiu se apresentando e relatou ao Estadão: “O show não pode parar, bicho. Eu e meus filhos trabalhamos com música e temos um pacto: o que acontece com um não pode impedir os outros de seguir em frente. Entendo que outras pessoas parem suas vidas para chorar, mas isso não resolve. Você pode mandar pensamentos positivos a todo instante, de qualquer lugar”.

Em 2004, lamentou a morte de sua mãe, dona Maria Diva, a quem considerava como “mãe e pai” por conta do apoio durante a infância: “Ela foi uma guerreira e batalhou muito para me criar sozinha quando veio, já grávida, da Bahia”.

Cena do filme ‘Minha Fama de Mau’, de Lui Farias, com Chay Sued interpretando o Tremendão. (Foto: Paprika Fotografia)

No cinema

O cantor também participou do elenco de alguns filmes. A estreia se deu em Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-Rosa, gravado em 1968, mas lançado em 1970. Na trama, o trio da Jovem Guarda passava por Japão, Israel e Rio de Janeiro em busca de uma estátua roubada e um mapa do tesouro. Em 1971, viveu o personagem Pedro Navalha em Roberto Carlos a 300 Quilômetros Por Hora.

No ano seguinte, esteve em Os Machões, ao lado de Reginaldo Faria e Flávio Migliaccio, trabalho que lhe rendeu elogios. “Cumpre retificar que a interpretação de Erasmo Carlos em Os Machões é uma das três ou quatro maiores de um ator brasileiro este ano”, consta em reportagem publicada pelo Estadão em 1º de novembro de 1972.

Ainda viriam O Cavalinho Azul (1984) e Paraíso Perdido (2018). Sua participação mais recente na dramaturgia se deu em Modo Avião, filme protagonizado por Larissa Manoela lançado pela Netflix.

Em 2019, a cinebiografia Minha Fama de Mau retratou a vida de Erasmo Carlos, com Chay Suede no papel do Tremendão. O elenco ainda contava com nomes como Gabriel Leone (Roberto Carlos), Malu Rodrigues (Wanderléa) e Bruno de Luca (Carlos Imperial).

Roberto e Erasmo, juntos em 'Roberto Carlos a 300 km por hora'. Foto: Acervo Estadão

Roberto e Erasmo, juntos em ‘Roberto Carlos a 300 km por hora’. Foto: Acervo Estadão

O filme foi baseado na biografia de mesmo nome, lançada em 2009. Sobre o livro, explicava ao Estadão pouco antes do lançamento: “Não contei as maldades. A intenção era contar com humor certas histórias e curiosidades da minha vida. Quando comecei a escrever, eram casos aleatórios engraçados que aconteceram comigo sozinho, com a família, os amigos. Não tenho pudor. Eu entrego as verdades da vida”. Ele ainda ressaltava que o “mau” do título não deveria ser levado ao pé da letra: “A fama de mau agrada certo segmento de mulheres.”

Em junho de 2021, Erasmo Carlos deu uma série de entrevistas por ocasião de seu aniversário de 80 anos. Ao Estadão, contava: “Com 80, podia estar jogando cartas com os aposentados na praia. Não. Estou aqui, trabalhando. Gosto do que faço. Quis a vida que eu fosse um compositor, que eu aprendesse alguns acordes que me permitissem fazer minhas músicas. O resto é minha imaginação que faz”.

Erasmo Carlos faleceu na terça-feira (22), aos 81 anos. Ele estava internado num hospital na zona oeste do Rio de Janeiro.

(Créditos autorais: https://www.estadao.com.br/cultura/musica – Estadão/ CULTURA/ MÚSICA/ Por André Carlos Zorzi – 22/11/2022)

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/musica/noticias – Folha de S.Paulo / MÚSICA / NOTÍCIAS / História por THALES DE MENEZES / SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – 22/11/2022)

(Créditos autorais: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2022/11/22 – Globo Notícias/ RIO DE JANEIRO/ NOTÍCIA/ Por g1 Rio – 

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