Maiores avanços da medicina na década

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Maiores avanços da medicina na década

Os últimos 10 anos tiveram avanços importantes no tratamento de doenças fatais como o câncer e a diabetes. Mas pesquisadores também desenvolveram aparelhos que não apenas ajudam os médicos a trabalhar melhor como também incrementam a qualidade de vida dos pacientes.
Em 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que naquela data o mundo tinha apenas 33 pessoas infectadas com a poliomielite, uma doença que geralmente vitima crianças. É um enorme avanço sobre os 350 mil casos que foram registrados em 1988. Há ainda muito trabalho pela frente para erradicar completamente a doença.

 

 

 

 

Impressão de órgãos em 3D. (Foto: © Shutterstock)

Depois de um período interrompida no início dos anos 2000, a terapia genética teve uma forte retomada na última década. O tratamento envolve a substituição de um gene que sofreu mutação devido a uma doença  por uma cópia saudável do mesmo gene, tornando mais provável que os pacientes tenham recuperações bem-sucedidas das mais variadas condições, inclusive o câncer.

 

Em outubro de 2019, o governo americano e a Fundação Bill e Melinda Gates anunciaram um investimento conjunto de US$ 200 milhões nos próximos quatro anos em desenvolvimento de terapias de baixo custo para o tratamento da AIDS e das doenças falciformes.

Em 2019, pesquisadores canadenses anunciaram o desenvolvimento do primeiro gel de proteína humana capaz de reparar danos cardíacos que sucedem ataques do miocárdio. O produto pode eventualmente garantir uma economia de milhões de dólares em gastos com saúde pelos governos.

Ao longo da última década, pesquisadores adquiriram um melhor entendimento de como as bactérias do nosso intestino podem afetar a saúde do restante do corpo. As experiências mostraram, por exemplo, a ligação entre a microbiota, obesidade e até algumas doenças mentais.

 

Os cientistas agora trabalham no desenvolvimento de cápsulas de material fecal para tratar algumas condições de saúde.

Ao longo da última década, diversos estudos foram realizados para melhorar a nossa compreensão sobre como a doença de Alzheimer opera e para aumentar a probabilidade de obter uma cura. Os pesquisadores, por exemplo, recentemente chegaram à descoberta de um teste de sangue simples capaz de detectar a condição 20 anos antes dos primeiros sintomas.

 

Pesquisadores de Quebec, no Canadá, podem ter até mesmo descoberto quais são as causas da doença, o que pode ser o mais importante avanço no tratamento do Alzheimer desde 1995.

 

 

Os pacientes de AIDS tiveram acesso a tratamentos cada vez mais eficientes nos últimos anos, o que garante melhor qualidade e uma maior expectativa de vida. Dois casos de remissão do vírus, por exemplo, foram registrados nos últimos 10 anos.
Em 2018, os pesquisadores tiveram sucesso em auxiliar três paraplégicos a recuperarem sua capacidade de caminhar. Como foi possível? Eles descobriram uma forma de mandar cargas elétricas pelas medulas espinhais dos pacientes. Participantes do estudo conseguiram até mesmo recuperar os movimentos nos músculos das pernas. Pode ser que a cura da paraplegia esteja muito próxima.

O nosso sistema imunológico pode ser a chave para curar o câncer? Muitos pesquisadores em imunoterapia em todo o mundo acreditam que sim. O tratamento envolve a reativação do sistema imunológico dos pacientes para combater o câncer.

 

Estudos mais recentes, incluindo um liderado por um médico de Montreal, conseguiram melhorar a efetividade deste tipo de tratamento.

Em 2018pesquisadores suecos e finlandeses descobriram a existência de cinco tipos de diabetes, ao contrário das concepções anteriores. A nova classificação em algum momento tornará possível oferecer aos diabéticos tratamentos adaptados a suas condições específicas.

 

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Vítimas de danos sérios no rosto se submeteram a transplantes de face nos últimos 10 anos. Entre os exemplos, o bombeiro americano Patrick Hardison em 2015 e Maurice Desjardins em 2018. O de 2018 foi o primeiro transplante de face no Canadá.

No decurso da última década, quem tem a hepatite C teve acesso a tratamentos mais fáceis de se administrar, mais eficientes e mais curtos. Os tratamentos agora possuem duração de 8 a 24 semanas e aumentam as probabilidades de recuperação em mais de 90%.

Em 2017, pesquisadores holandeses declararam que a inteligência humana pode ser determinada por 52 genes independentes. Eles administraram testes de inteligência a cerca de 80 mil pessoas e usaram os dados resultantes para compreender melhor o papel que os genes desempenham na inteligência.

Diversos pesquisadores alimentaram o sonho de devolver a visão aos cegos durante a última década.

 

Os oftalmologistas projetaram diversos tipos de implantes, geralmente chamados de “olhos biônicos”. Ao mesmo tempo que atualmente devolvem apenas parte da visão, os aparelhos já melhoraram a qualidade de vida de quem sofre com a deficiência visual e outras enfermidades oculares.

 

Em 2017, os pesquisadores desenvolveram a primeira cirurgia química em embriões humanos usando tesouras genéticas. A técnica corrige os genes defeituosos responsáveis pelas doenças genéticas, como a beta talassemia.

 

Outras pesquisas sobre as repercussões na saúde dos pacientes são necessárias, no entanto, antes que possa acontecer uma aplicação em larga escala do procedimento.

Em 2012, Claire Lomas, 32 anos, desencadeou uma pequena revolução quando se tornou a primeira pessoa do mundo a concluir uma maratona usando um traje biônico. A mulher perdeu as pernas depois de cair de um cavalo em 2007. Outras próteses biônicas foram desenvolvidas desde a enorme realização de Claire.

A explosão da incidência de bactérias resistentes a antibióticos nos últimos anos se tornou um risco sério para a saúde pública no mundo. Para reagir à ameaça, os pesquisadores de diversos países começaram a desenvolver super antibióticos.

 

 

Seu estudos, publicados em 20112018 e 2019, podem levar a novos tratamentos amplamente usados em um futuro próximo.

 

Médicos agora têm acesso a uma nova forma de tratar seus pacientes: pílulas inteligentes. Ao mesmo tempo que a PillCam COLON, uma câmera em miniatura usada para examinar o cólon, é o exemplo mais amplamente conhecido, outras pílulas inteligentes foram recentemente desenvolvidas.

 

 

Por exemplo, as pílulas inteligentes agora podem dizer aos médicos se os seus pacientes sofrem com a esquizofrenia, transtorno bipolar e se determinados tipos de câncer estão sendo tratados com a medicação adequada.

Os nanorobôs não pertencem mais ao campo da ficção científica. Nos últimos 10 anos, os pesquisadores desenvolveram pequenos robôs capazes de coisas como eliminar tumores e administrar a medicação para tratar alguns problemas oculares (glaucoma e degeneração macular).

Na última década, os pesquisadores demonstraram que os curativos podem fazer mais que apenas isolar feridas. Estão sendo testados bandagens inteligentescapazes de liberar medicação quando acionadascurativos que podem detectar ulcerações, e bandagens capazes de detectar o surgimento de infecções.

Em 2016, o professor Mark Kendall venceu a medalha Young Florey pelo Nanopatch, uma vacina microscópica com um potencial extraordinário. Indolor, barata de produzir, facilmente transportável e armazenável a temperatura ambiente, o adesivo pode eventualmente diminuir as taxas de mortalidade de doenças como a tuberculose, malária e o papilomavírus humano. Saberemos mais nos próximos anos, na medida em que as pesquisas de Kendall continuarem.

Em 2018, uma imagem de um scanner médico em 3D foi produzida pela primeira vez. O aparelho fornece uma imagem completa do corpo humano depois de uma única amostra e é provável que tenha capacidade de reduzir a quantidade de exames realizados nos hospitais. O scanner também permite que os médicos acompanhem o andamento das medicações através do corpo.

 

Outras vantagens incluem fornecer aos profissionais de saúde dados mais precisos e poupar os pacientes da exposição à radiação.

Em 2017, o Dr. Thomas Gregory realizou a primeira cirurgia ortopédica do mundo usando um aparelho de realidade aumentada. A enorme quantidade de informação em tempo real provida pelo aparelho permitiu ao cirurgião trabalhar mais rapidamente e com mais precisão. A recuperação pós-operatória também foi mais fácil.

A realidade aumentada certamente vai mudar a forma como os procedimentos cirúrgicos são realizados nos anos vindouros.

Em 2015, os pesquisadores publicaram um estudo (atualizado em 2018 e 2019) sobre uma nova medicação que é mais de 90% efetiva no tratamento de pacientes que sofrem de formas moderadas a severas de uma doença de pele conhecida como psoríase. Os pacientes perceberam uma diminuição significativa dos sintomas em apenas 12 semanas, um resultado extraordinariamente estimulante.

De acordo com informações da Organização das Nações Unidas (OMS), as taxas de suicídio em todo o mundo tiveram uma queda de 9,8% entre 2010 e 2016.

 

Ao mesmo tempo em que a prevenção continua a melhorar em todo o mundo, a OMS declarou que ainda há muito o que fazer. A cada 40 segundos alguém em algum lugar do planeta tira a própria vida.

Nesta última década a medicina avançou para a criação de um pâncreas artificial, um aparelho projetado para melhorar a qualidade de vida de pacientes que vivem com diabetes do tipo 1.

Em 2016, a autoridade sanitária americana (FDA) aprovou o primeiro dos modelos nos EUA. Consistindo de uma bomba de insulina, um sensor e um algoritmo de controle, mede os níveis de glucose no sangue a cada cinco minutos e, se necessário, aplica uma injeção de insulina.

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/retrospectiva –  NOTÍCIAS / RETROSPECTIVA / EXPRESSO / Maiores avanços da medicina na década / Por Philippe Michaud – 03/12/2019)
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