Lançou a primeira tentativa de sintetizar a história regional

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Arthur César Ferreira Reis (Manaus, 8 de janeiro de 1906 – Rio de Janeiro, 7 de fevereiro de 1993), historiador brasileiro e, ex-governador do Amazonas.
(Fonte: Veja, 26 de novembro de 1969 – Edição n° 64 – LITERATURA – Pág; 68)

Arthur Cezar Ferreira Reis (1906-1993), foi governador do Amazonas de 24 de junho de 1964 a 23 de janeiro de 1967.

Obra do historiador amazonense é referência sobre a região Norte no período colonial

Lançou a primeira tentativa de sintetizar a história regional, até então representada só por alguns poucos episódios, com 22 anos: o livro História do Amazonas.

Nascido em Manaus, em 8 de janeiro de 1906, tornou-se um dos mais fecundos historiadores da Amazônia. Em sua extensa bibliografia, abordou os mais variados temas, desde a “descoberta” pelos portugueses daqueles vastos sertões, os interesses econômicos que conduziram o processo de ocupação e colonização do imenso território, até a geopolítica focalizada nas disputas entre Portugal e Espanha em torno das fronteiras e a “conquista espiritual da Amazônia”.

Bacharel em direito pela Universidade do Brasil em 1927, desenvolveu intensa atividade intelectual e acadêmica paralelamente à carreira política. Com apenas 20 anos entrou para o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), ocupando a cadeira nº. 39, patrocinada por Manuel da Gama Lobo de Almada, governador da capitania do Rio Negro (origem do Amazonas) no final do século XVIII e tema de uma das obras de Reis: Lobo D” Almada, um estadista colonial (1940). Assumiu a cadeira nº. 13 da Academia Amazonense de Letras em 27 de janeiro de 1967, quatro dias após deixar o governo do Amazonas.

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Arthur Reis lecionou em diversos colégios de nível secundário, no Pará e em seu estado natal, além de ter sido professor da PUC-Rio, da Universidade Federal Fluminense e da Escola de Administração Pública da Fundação Getulio Vargas.

Participou, ainda, de importantes projetos e comissões ao longo de sua vida pública. Foi superintendente do Plano de Valorização Econômica da Amazônia, embrião da SUDAM (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia), diretor do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA) e presidente do Conselho Federal de Cultura.

Em seu conjunto, a produção historiográfica de Arthur Reis sobre a Amazônia colonial contempla múltiplos aspectos da sua formação histórica, valorizando a cultura local, a estrutura administrativa implantada pelos colonizadores, o trato com os índios, os interesses políticos e econômicos que marcaram os contatos comerciais dos colonos luso-brasileiros e com territórios fronteiriços, como a Guiana Francesa. De grande erudição, seus livros têm ainda o mérito de estimular novas pesquisas ao fornecer pistas importantes para a revisão de vários temas, como as revoltas coloniais.

Entre os mais de 300 títulos publicados por Arthur Reis que, felizmente, conseguiu fazer sua obra ultrapassar definitivamente as fronteiras amazônicas, devem ser citados: História do Amazonas (1931), A política de Portugal no vale amazônico (1940), A expansão portuguesa na Amazônia nos séculos XVII e XVIII (1959) e A Amazônia e a integridade do Brasil (1966).

(Fonte: http://www.revistadehistoria.com.br – Fabiano Villaça – 9/7/2010)

(Fonte: http://www.almanaqueurupes.com.br – UM DÉSPOTA ESCLARECIDO NOS TRÓPICOS: ARTHUR REIS E SEU GOVERNO – 08/02/2013)

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