Harper Lee, escritora americana, autora do best seller ‘O Sol é Para Todos’, vencedor do Pullitzer de ficção

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A escritora Harper Lee, ganhou o prêmio Pulitzer de ficção em 1961 por seu livro “O Sol é Para Todos’

Harper Lee, autora de "O sol é para todos" (Foto: Chip Somodevilla / Getty Images)

Harper Lee, autora de “O sol é para todos” (Foto: Chip Somodevilla / Getty Images)

 

Harper Lee (Monroeville, Alabama, 28 de abril de 1926 – Monroeville, no Alabama19 de fevereiro de 2016), escritora americana, autora do best seller de ‘O Sol é Para Todos’, vencedor do Pullitzer de ficção

Ela ganhou o prêmio Pulitzer de 1961 em ficção por O Sol é Para Todos. Seu livro foi adaptado para o cinema em 1962 com Gregory Peck no papel principal. Mary Jackson, pastora da cidade de Monroeville, no Alabama inspirou a fictícia Maycomb, onde os romances da escritora se passam.

Ela havia passado 55 anos no anonimato após a publicação e o sucesso de “O sol é para todos”, em 1960. A trama é uma clássica história sobre injustiça racial no sul americano. 

Em 1962, o romance foi adaptado para o cinema e levou o Oscar de melhor filme. Gregory Peck interpretou o nobre advogado Atticus Finch, o personagem principal. Ele defende um jovem negro acusado injustamente de estuprar uma mulher branca.

Em 2005, Harper Lee foi interpretada por Catherine Kenner no filme de Bennett Miller sobre Truman Capote. Os dois escritores eram amigos de infância, e o criador de “Bonequinha de Luxo” escreveu a orelha de “O sol é para todos”.

Caçula de quatro filhos, Nelle Harper Lee nasceu em Monroeville no ano de 1926. A autora “escondeu” seu primeiro nome na época de publicação de “O sol é para todos”. Ela temia que as pessoas pronunciassem “Nellie”, coisa que ela detestava. Seu pai, Asa Coleman Lee, era um proeminente advogado e é tido como um modelo para Atticus Finch.

Ela estudou direito na Universidade do Alabama de 1945 a 1949, e passou um ano no campus de Oxford como intercambista. Além de seu primeiro romance, Lee havia publicado apenas quatro artigos na imprensa até “Vá, coloque um vigia”.

Em 2015, a autora surpreendeu a comunidade literária internacional ao anunciar a publicação de seu segundo romance. “Vá, coloque o vigia” tem os mesmos personagens de “O sol é para todos” e se passa depois dos eventos do livro publicado em 1960.

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Originalmente, o rascunho de “Vá, coloque um vigia” foi escrito em 1957. No entanto, Lee acatou as sugestões de seu editor, que pediu que ela criasse uma história que precedesse o romance. Nascia “O sol é para todos”. Ela jamais revelou por que guardou a história durante tanto tempo.

A descrição de Finch, no entanto, causou polêmica. Em “Vá, coloque um vigia”, o personagem é retratado como um racista e intolerante e não tem mais o idealismo que o fez defender o jovem negro na trama anterior.

A notícia da publicação de “Vá, coloque um vigia” fez com que o livro batesse um recorde. A obra conseguiu o maior número em uma pré-venda americana desde os lançamentos de “Harry Potter”.

Em 2007, ela recebeu das mãos de George W. Bush a Medalha Presidencial da Liberdade. Harper Lee dividia seu tempo entre Nova York e Monroeville até sofrer um AVC no mesmo ano. Então, ela precisou vender seu apartamento no Upper East Side e se mudar definitivamente para um asilo da cidade natal, onde receberia tratamento mais cuidadoso.

Harper Lee morreu em um asilo na cidade de Monroeville, no Alabama, onde nasceu e viveu a maior parte de sua vida, em 19 de fevereiro de 2016, aos 89 anos.

Harper Lee tinha sofrido uma derrame em 2007 e desde então lidava com graves problemas de saúde. A morte da autora foi confirmado pela editora Harper Collins ao jornal New York Times.

Harper Lee havia dito diversas vezes que estava bastante satisfeita com sua única contribuição à literatura do país. Até hoje, o livro vendeu cerca de 30 milhões de cópias.

“Nunca esperei nenhum tipo de sucesso com ‘O sol é para todos. Eu esperava por uma morte rápida e misericordiosa nas mãos dos críticos literários, mas, ao mesmo tempo, esperava que alguém gostasse e me desse incentivo para continuar. Eu recebi muitos elogios. E isso foi tão assustador quanto a morte rápida e misericordiosa que eu esperava”, disse durante entrevista de 1964.

(Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/estados-unidos – 16adf59814e3dcc8c61447ebd9939693ltdltiiy – NOTÍCIAS – MUNDO -ESTADOS UNIDOS – EFE – 19 FEV 2016)

(Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/livros – CULTURA – LIVROS – POR O GLOBO – 19/02/2016)

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