Walter Schirra, piloto foi o único a voar nas três cápsulas americanas: Mercury, Gemini e Apollo.

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Wally Schirra, terceiro americano em órbita

Piloto foi o único a voar nas três cápsulas americanas: Mercury, Gemini e Apollo.

 

Walter Schirra (nasceu em Nova Jérsei, em 12 de março de 1923 – faleceu em La Jolla, Califórnia, em 3 de maio de 2007), astronauta pioneiro o terceiro americano em órbita.

Walter Marty Schirra Jr., um dos sete astronautas originalmente escalados pela Nasa, em 1959, para serem os primeiros americanos a ir ao espaço. Dos chamados “Mercury Seven”, agora apenas dois ainda estão vivos: John Glenn e Scott Carpenter.

Wally Schirra, um dos astronautas originais do Mercury Seven e o único homem a voar nos programas Mercury, Gemini e Apollo da agência espacial americana, tornou-se em 3 de outubro de 1962, o terceiro americano a orbitar a Terra, circundando o globo seis vezes em um voo que durou mais de nove horas. John Glenn e Scott Carpenter orbitaram a Terra anteriormente, em 1962, pelos Estados Unidos; quatro soviéticos também o precederam em órbita: Yuri Gagarin e German Titov (em 1961), Andrian Nikolayev e Pavel Popovich.

O astronauta veterano foi o único a ir ao espaço nas três primeiras espaçonaves desenvolvidas pelos Estados Unidos: Mercury, Gemini e Apollo. (A Apollo 7, missão que ele comandou em outubro de 1968, foi a primeira a testar o veículo projetado para a viagem à Lua, mas o voo foi conduzido apenas em órbita terrestre.) As três missões realizadas lhe conferiram um total de 295 horas e 15 minutos no espaço.

Schirra nasceu em 1923, numa família de aviadores de Nova Jersey. Ele entrou para a Academia Naval dos Estados Unidos em 1941 e chegou a servir como oficial da Marinha nos últimos meses da II Guerra Mundial. “Emprestado” à Força Aérea, também participou da Guerra da Coreia, em que conduziu 90 missões de combate entre 1951 e 1952, a maioria a bordo de aviões F-84.

Depois disso, ele passou a exercer a função de piloto de testes, conduzindo aeronaves experimentais. Casou-se e teve dois filhos, um menino e uma menina. Em 2 de abril de 1959, foi escolhido como um dos sete astronautas pioneiros dos Estados Unidos, organizados no Projeto Mercury, da Nasa.

Em 3 de outubro de 1962, Schirra se tornou o quinto americano a ir ao espaço, na missão Mercury 8 (a bordo da cápsula batizada como Sigma 7). O voo durou seis órbitas, feitas em 9 horas, 13 minutos e 11 segundos.

Em 15 de dezembro de 1965, acompanhado por Tom Stafford, Schirra voou na Gemini 6, realizando o primeiro encontro de espaçonaves em órbita na história do voo espacial. Sua nave chegou a ficar a poucos metros da Gemini 7, tripulada por Frank Borman e James Lovell.

O feito foi desprezado pelos russos, que diziam ter feito um encontro no espaço anos antes, quando duas espaçonaves Vostok ficaram a cerca de cinco quilômetros uma da outra. Mostrando seu humor característico, Schirra respondeu, pela imprensa: “Alguém disse que, quando você fica a três milhas [4,8 km] de alguém, você conduziu um encontro. Se alguém acha que realizou um encontro a três milhas de distância, divirta-se! Isso foi quando nós começamos a fazer nosso trabalho. Eu não acho que o encontro esteja concluído até que estejamos parados — completamente parados — sem nenhum movimento relativo entre os dois veículos, a uma distância de aproximadamente 120 pés [40 metros]. Isso é encontro!”

A piada mais famosa de Schirra, entretanto, ocorreu quando pediram a ele uma amostra de urina para testes médicos. Schirra entregou uma garrafa de água de 20 litros preenchida com um estranho líquido amarelado.

A despeito do humor, que lhe conferiu a alcunha de “Jolly Wally”, a principal marca de Schirra em vida foi sua qualidade e frieza como piloto, reconhecido por todos os colegas, tanto na Marinha como na Nasa.

Walter Schirra faleceu na quarta-feira em 3 de maio de 2007, aos 84 anos, em sua casa na Califórnia, após enfrentar uma doença por algumas semanas.

Sua família disse que ele morreu de causas naturais, de acordo com David Mould, secretário de imprensa da NASA em Washington. Mould disse que Schirra tinha câncer, mas não sabia se isso contribuiu para a morte.

(Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia – ciência e saúde / Espaço – Do G1, em São Paulo – 03/05/07)

 

 

 

 

 

 

 

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/2007/05/03/world/americas – New York Times/ MUNDO/ AMÉRICAS/ SAN DIEGO — 3 de maio de 2007)

Uma versão deste artigo foi publicada em 3 de maio de 2007 no The International Herald Tribune.

© 2007 The New York Times Company

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