Sinclair Lewis, jornalista, escritor satírico e sarcástico, foi o primeiro americano a conquistar o Prêmio Nobel de Literatura

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Sinclair Lewis, o primeiro autor americano ganhador do Prêmio Nobel de Literatura

 

 

Sinclair Lewis (Sauk Centre, Minnesota, 7 de fevereiro de 1885 – Roma, Itália, 10 de janeiro de 1951), jornalista, escritor satírico e sarcástico americano, laureado com o prêmio Nobel de Literatura de 1930.

 

Muito popular no começo do século XX, Lewis foi o primeiro americano a conquistar o Prêmio Nobel de Literatura, em 1930. A crítica o considera um mestre da “sátira otimista” – alguém capaz de ridicularizar ferozmente seu país, mas sem cair na amargura.

 

Em 1902 entra para a Universidade de Yale, e, em 1907, para a comunidade Helicon Hall, onde conhece o escritor Upton Sinclair (1878-1968) e os filósofos William James e John Dewey. Foi o primeiro de seu país a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1930, teve que seguir espontaneamente para o exílio (morreu em Roma em 1951) porque nos Estados Unidos não gostavam do tom sarcástico dos seus romances.

 

Seu romance mais importante “Babbitt”, retrato do típico homem de negócios americano. Via-se no mais famoso deles, “Babbitt”, a ridicularização nem sempre inocente de um tipo e de um meio particularmente americanos. Na realidade, Babbitt poderia viver em qualquer outra parte do mundo, pois tem traços universais.

 

Em Nova York trabalha como repórter e editor de diversas publicações. Em 1914 estreia com o romance Nosso Mr.Wrenn (1914), que faz sucesso de crítica, mas não de público. Ao mesmo tempo ganha fama pelo trabalho em revistas populares, como The Saturday Evening Post e Cosmopolitan. Lança “A Trilha do Falcão” (1915) e Rua Principal (1920), considerada uma de suas mais importantes obras de crítica social, que mostra o isolamento de uma moça do Leste que se casa com um médico e vai morar numa retrógrada cidade do interior.

 

A verdade é que Sinclair Lewis é um escritor satírico nato, o intérprete dos sonhos fracassados, dos inquietos que não aceitam seu destino. Satírica é a história Carol Milford, protagonista da “Rua Principal”, numa pequena cidade de província, sufocada, puritana, um tanto maldosa. Gopher Prairie acha-se no Estado de Minnesota, mas também poderia estar em qualquer outro lugar da Terra. Anterior a “Babbitt” (1922), “Main Street” (1920) é menos ferino.

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Carol, inteligente, sensível, porém sem talentos especiais, sonhou que seria “alguém”, mas tudo mergulhou afogando nas cinzas da Rua Principal, num casamento comum, nas prendas domésticas. Numa fuga metafórica, Carol tropeça num amor absurdo que com implacável lucidez define como sendo “de um vistoso barato”; após uma longa estada em Washington compreende que de si mesmo não se foge. Volta, então, e aceita tudo: a Rua Principal, “utilitária e calcinada pelo sol”, a curiosidade dos vizinhos, as queixas da Senhora Flickerbaugh, a comicidade provinciana que tantas vezes vira tragédia. Mas é sem tragédia que ela aceita e se aceita com a serenidade dos masoquistas.

 

Em “O Nobre Senhor Kingsblood”, conta a história do esnobe Neil Kingsblood, que adora pensar que descende dos reis da Inglaterra. Por hobby, ele decide traçar sua genealogia – e o choque não poderia ser maior quando descobre um homem negro entre seus antepassados. O livro ficou pronto em 1947, quatro ano antes de seu autor morrer, vítima do alcoolismo.

(Fonte: Veja, 19 de novembro de 1969 – Edição 63 – LITERATURA/ Por Bruna Becherucci – Pág; 83)

(Fonte: Veja, 2 de outubro de 2002 – ANO 35 – Nº 39 – Edição 1771 – Veja recomenda – Pág: 140)

 

 

 

 

 

(Fonte: Veja, 16 de outubro de 1974 – Edição 319 – LITERATURA/ Por Bruna Becheruci – Pág: 92)

(Fonte: Veja, 14 de fevereiro de 2018 – ANO 51 – Nº 7 – Edição 2569 – CULTURA – LIVROS / Por Eduardo Wolf – Pág: 92/95)

 

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