Se tornará oficialmente a primeira rainha da beleza trans a competir pelo título de Miss EUA

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Concurso de Miss EUA terá concorrente transexual pela 1ª vez em sua história

 

Pela primeira vez na história dos Estados Unidos, uma mulher trans foi escolhida para participar do concurso de beleza Miss EUA, que acontece em novembro de 2021.

 

Kataluna Enriquez, uma jovem coroada Miss Nevada em 26 de junho, se tornou oficialmente a primeira rainha da beleza trans a competir pelo título de Miss EUA.

 

Kataluna Enriquez, representante do estado de Nevada, terá a chance de concorrer a uma vaga para o Miss Universo, que em 2018 teve sua primeira candidata transsexual, Angela Ponce, da Espanha.

“Esta vitória é uma grande honra, especialmente durante o mês do Orgulho Gay”, disse a Miss de 27 anos, que começou a participar de concursos de beleza transgêneros em 2016, mas não havia ainda competido em competições cisgênero (pessoas que se identificam com o sexo designado no nascimento, ndr) até 2020.

 

A jovem começou a participar de concursos de beleza para mulheres transgêneros em 2016, quando tinha 22 anos – mas foi só no ano passado que encarou seu primeiro concurso com mulheres cis.

Cisgênero, ou cis, é o nome dado para aquelas pessoas que se identificam com o sexo designado no nascimento.

De origem filipina, a Miss Nevada disse durante a competição que sofreu assédio e violência por causa de sua transidentidade. “Eu disse aos juízes que, como uma mulher transgênero negra e sobrevivente de violência física e sexual, sou tudo o que está sub-representado neste país. Nossas vozes contam”, disse ela ao Las Vegas Review Journal.

Kataluna Enriquez, que desenha e confecciona seus próprios trajes de competição, representará o estado de Nevada em 29 de novembro na eleição nacional de Miss EUA contra candidatas de outros estados norte-americanos.

 

Em caso de vitória, ela representará os Estados Unidos no concurso de Miss Universo, mas não seria a primeira candidata transgênero a fazê-lo: em 2018, as cores da Espanha foram defendidas por Angela Ponce, também transgênero.

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A competição Miss Universo está, no papel, aberta desde 2012 para pessoas trans, mas nenhuma havia chegado a esta fase da competição antes de Miss Ponce.

 

A organização do Miss Universo, que na época pertencia a Donald Trump, se viu no mesmo ano no centro de um acalorado debate depois que a canadense Jenna Talackova foi desqualificada da final do Miss Universo canadense por não ter “nascido naturalmente mulher”.

 

“Sou tudo o que está sub-representado neste país. Nossas vozes contam”, disse a Miss em entrevista ao jornal ‘Las Vegas Review’.

Além da beleza estonteante, Enriquez é também bastante talentosa: estilista, ela desenha e costura todos os vestidos que usa durante as competições.

Vaga para o Miss Universo

 

A jovem agora tem uma nova meta: representando o estado de Nevada, ela pretende levar a coroa e com ela uma vaga para o Miss Universo, concurso que reúne as belezas de todo o globo.

Desde 2012, o Miss Universo aceita competidoras trans – mas apenas uma chegou até o concurso, a espanhola Angela Ponce, que concorreu, mas não levou, em 2018.

Antes delas, o concurso Miss Universo enfrentou uma forte polêmica ao desclassificar a Miss Canadá Jenna Talackova da final “por não ter nascido mulher”.

Depois da má repercussão do caso, a organização do concurso, que pertencia na época às Organizações Trump – do magnata e ex-presidente americano – mudou as regras da disputa.

(Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2021/06/30 – MUNDO / NOTÍCIA / Por G1 – 30/06/2021)

(Fonte: https://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo – NOTÍCIAS / MUNDO / (Com AFP) /RFI – 30/06/2021)

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