Ricardo J. Alfaro, ex-presidente serviu como presidente de 16 de janeiro de 1931 a 30 de setembro de 1932, após a primeira revolução do país, era amplamente considerado uma autoridade em direito internacional, esteve à frente da delegação do Panamá nas Nações Unidas em diversas ocasiões e chefiou a comissão jurídica das Nações Unidas

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RICARDO ALFARO DO PANAMÁ

 

Ricardo J. Alfaro (nasceu na Cidade do Panamá em 20 de agosto de 1882 — faleceu em 23 de fevereiro de 1971, na Cidade do Panamá, Panamá), ex-presidente do Panamá, serviu como presidente de 16 de janeiro de 1931 a 30 de setembro de 1932, após a primeira revolução do país.

Além de sua experiência governamental e diplomática, a perspicácia profissional de Alfaro advinha de sua formação em direito. Ele foi professor de direito civil e internacional em universidades panamenhas. Também foi membro da subcomissão que elaborou tratados e arbitragem na Conferência Interamericana de Conciliação e Arbitragem, realizada nos Estados Unidos em 1929.

Especialista em Direito Mundial

O Dr. Alfaro era amplamente considerado uma autoridade em direito internacional. Ele esteve à frente da delegação do Panamá nas Nações Unidas em diversas ocasiões e chefiou a comissão jurídica das Nações Unidas. Conquistou o respeito de seus colegas diplomatas por seus comentários lúcidos e suas condenações contundentes do que considerava condutas ilícitas.

Quando o Dr. Alfaro buscou uma cadeira no Tribunal Internacional de Justiça em Haia — um dos 11 que buscavam a posição, o que exigia o acordo da Assembleia Geral e do Conselho de Segurança — ele obteve o apoio da maioria dos estados latino-americanos e de alguns países asiáticos e africanos, além do endosso dos Estados Unidos.

Ele recebeu maioria absoluta no Conselho de Segurança e 75 votos na Assembleia, onde a maioria necessária é de 43. Ele serviu de setembro de 1959 a fevereiro de 1964, preenchendo a vaga deixada pela morte do juiz José Gustavo Guerrero (1876 – 1958), de El Salvador.

Em um discurso perante a ONU em seus primeiros dias, em 1946, o Dr. Alfaro, como delegado do Panamá, atacou o comitê político e de segurança da Assembleia pelo que ele chamou de “clara tendência” de conciliar os representantes da Tchecoslováquia, Rússia e Ucrânia.

Em outra ocasião, em 1943, ele alertou que a América Latina, percebendo que sua liberdade estava em jogo, via a ideologia totalitária como uma ameaça tão grande quanto tanques e aviões inimigos.

Essa foi a razão, ele explicou, para a solidariedade hemisférica contra o eixo Berlim-Roma, que ele disse ser uma realidade e não apenas uma ilusão.

O Dr. Alfaro nasceu na Cidade do Panamá em 20 de agosto de 1882 e obteve seu LL.D. na Faculdade Nacional de Direito do Panamá. Estudou na Universidade do Sul da Califórnia em Los Angeles.

Em 1905, aos 23 anos, foi nomeado Subsecretário de Relações Exteriores. Seguiu-se uma sucessão constante de cargos governamentais, entre eles o trabalho na adjudicação de reivindicações contra o Canal do Panamá, no Código da República e na comissão que redigiu uma constituição.

Ele foi Secretário de Governo e Justiça e Primeiro-Ministro do Gabinete e Ministro dos Estados Unidos, cargo que durou de 1922 a 1930. Foi nomeado presidente da república, servindo em 1931 e 1932.

Uma grande realização foi seu trabalho como negociador-chefe e signatário do segundo Tratado do Canal do Panamá, uma tarefa de três anos, de 1933 a 1936.

Lecionou na Faculdade Nacional de Direito e escreveu um tratado sobre a adaptação do direito comum ao direito civil, sistema hoje em vigor em vários países latinos. Escreveu diversos outros textos jurídicos, históricos e linguísticos.

Ricardo Alfaro faleceu na Clínica San Fernando, onde foi operado ontem. Ele tinha 88 anos.

Deixa sua viúva, a ex-Amelia Lyons, três filhos, Dr. Victor de Washington; Ivan do Peru e Rogelio do Panamá; e duas filhas, Sra. Amelia A. Weller e Sra. Yolanda A. Maddux, ambas de Washington.

Seu corpo será velado na Igreja Cristo Rei amanhã, até o funeral, que será realizado no final do dia. Foi decretado luto.

Ricardo J. Alfaro morreu em 23 de fevereiro de 1971, após uma cirurgia intestinal de emergência.

(Créditos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1971/02/24/archives – New York Times/ ARQUIVOS/ Arquivos do New York Times – PANAMÁ, 23 de fevereiro (AP) — 24 de fevereiro de 1971)

Sobre o Arquivo
Esta é uma versão digitalizada de um artigo do arquivo impresso do The Times, antes do início da publicação online em 1996. Para preservar esses artigos como apareceram originalmente, o The Times não os altera, edita ou atualiza.
Ocasionalmente, o processo de digitalização introduz erros de transcrição ou outros problemas; continuamos trabalhando para melhorar essas versões arquivadas.

© 2005 The New York Times Company

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