Primeiro pugilista na história a unificar os três cinturões na categoria dos pesos pesados

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Michael Gerald Tyson (1966), nascido no Brooklin, bairro negro nova-iorquino, em 30 de julho de 1966, Tyson cresceu num cenário de roubos, drogas e muita violência. Órfão de pai, foi um delinqüente medíocre. Seus pequenos furtos o levaram para os reformatórios aos 10 anos de idade, quando já fumava e bebia. Franzino e introspectivo, passou uma série de humilhações nas primeiras temporadas de reformatório até começar a dar trabalho e levar uma surra de Bobby Stewart, ex-lutador profissional e instrutor de boxe do reformatório.
Foi Stewart quem o levou a Cus D’Amato, um lapidador de campeões, o técnico do lendário Floyd Petterson.
D’Amato viu no menino rebelde um futuro promissor e o adotou, passando a investir tudo para transformá-lo em um fenômeno. Em março de 1985, Tyson estreava como profissional, vencendo seu adversário por nocaute no primeiro assalto. Vitimado por uma pneumonia, D’Amato morreu em novembro de 1985, pouco antes de ver o sonho concretizado. Exatamente um ano depois, seu pupilo, já com 27 vitórias (25 por nocaute), ganhava o direito de disputar o título do Conselho Mundial de Boxe contra o canadense Trevor Berbick. Resultado: o mundo ganhava o mais jovem campeão mundial da história, com uma luta bem ao estilo Tyson, ou seja, vencida no segundo assalto.
Em março de 1987, viria o cinturão da Associação Mundial de Boxe, e, em agosto, Tyson unificaria as três federações, conquistando também o título da FIB, num feito até então inédito na categoria dos pesos pesados. Rico e famoso, abriu a guarda para oportunistas. No mesmo ritmo que colecionava nocautes, Tyson começou a aparecer nas páginas policiais, sempre depois de tomar porres homéricos. Foi nesta época também que uma suposta tentativa de suicídio e indícios de homossexualismo vincularam-se à sua imagem.
Nesta ciranda, Tyson foi relaxando com os treinos e mesmo sua conversão à igreja Batista foi incapaz de tranqüilizá-lo. Ainda assim , às vésperas de lutar contra James Buster Douglas, em 11 de fevereiro de 1990, na cidade de Tóquio (Japão), ninguém acreditava em sua derrota. A luta era considerada tão fácil que o desafiante sequer chegou a ter uma cotação nas bolsas de apostas por absoluta falta de apostadores. Para espanto de todos, porém na maioria dos rounds a supremacia foi de Douglas, que submeteu seu adversário a uma impiedosa série de golpes no quinto round. No oitavo, parecia que tudo voltava a fazer sentido. Tyson acertou a mão, pôs Douglas na lona e este demorou 13 segundos para se levantar, o que caracterizaria um nocaute. O juiz, no entanto, errou na contagem dos 10 segundos, que seriam suficientes para dar a vitória a Tyson, e a luta foi reiniciada. No décimo round, depois de uma combinação de quatro socos ágeis de Douglas, Tyson cambaleia como um touro à morte, levanta-se, cai três vezes e sofre pela primeira vez um nocaute. O mito de invencível caíra.

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(Fonte: Revista Ele Ela – N°311 – Junho de 1995 – Editora Bloch – Esporte/Por Macedo Rodrigues/Colaborou Edgar Olímpio de Souza – Pág; 34 à 39)

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