A primeira mulher a assumir a vice-presidência do COB (Comitê Olímpico do Brasil) em mais de um século de instituição

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Do pódio à liderança: Conheça Yane Marques, primeira mulher na Vice-Presidência do COB

 

Yane Marques venceu o bronze olímpico no pentatlo moderno em Londres 2012. Getty Images

Yane Marques venceu o bronze olímpico no pentatlo moderno em Londres 2012. Getty Images

 

 

Primeira mulher a assumir a vice-presidência do COB (Comitê Olímpico do Brasil) em mais de um século de instituição, Yane Marques construiu uma trajetória guiada pelo ineditismo. “Não sabia que seria a primeira mulher no cargo quando venci a eleição. Assim como não sabia que seria a única quando ganhei minha medalha olímpica. Foi acontecendo”, afirma a pernambucana em entrevista à Forbes Brasil. Até hoje, ela detém o título de única atleta da América Latina a conquistar uma medalha olímpica no pentatlo moderno — o bronze em Londres 2012 —, uma modalidade que envolve natação, esgrima, corrida, tiro esportivo e hipismo.

Aposentada das competições desde 2016, Yane migrou das piscinas, pistas e arenas para os bastidores da gestão esportiva com um mote claro: abrir portas para as novas gerações de mulheres. “É uma responsabilidade grande sobre esses ‘ombros magros’, mas que suportam o peso muito bem”, brinca. “A minha fala é sempre de encorajamento: ‘Não me deixem só. Venham comigo’.”

Desde que assumiu a cadeira no COB, em janeiro de 2025, para o ciclo de quatro anos, sob a gestão do presidente Marco Antonio La Porta, ela tem sido uma voz ativa no incentivo de políticas de equidade no esporte, como a cota que exige 30% de presença feminina nas equipes multidisciplinares em missões internacionais. “É uma forma de fazer com que as confederações busquem e encontrem talentos que, às vezes, só precisam de um empurrão.”

Com o olhar voltado para os próximos ciclos olímpicos e a meta de ampliar ainda mais a presença feminina na tomada de decisão, Yane já mira uma reeleição em 2028. “Quero que nosso trabalho, compromisso e responsabilidade sejam retribuídos com bons resultados e que as pessoas percebam esse esforço e carinho de fora, independentemente das medalhas que vierem.”

(Direitos autorais reservados: https://forbes.com.br/forbes-mulher/2026/04 – FORBES MULHER/ por Mariana Krunfli – 14 de abr de 2026)

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