Primeiro cineasta argentino a vencer o Oscar, foi o primeiro filme argentino premiado com um Oscar

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Luis Puenzo, primeiro cineasta argentino a vencer o Oscar, diretor de ‘A História Oficial’

“A História Oficial”, ambientado durante a brutal ditadura militar argentina, rendeu ao país seu primeiro Oscar de melhor filme estrangeiro, em 1986.

O cineasta argentino Luis Puenzo, diretor de 'A história oficial', vencedor do Oscar de filme em língua estrangeira em 1986 — Foto: Juan Mabromata/AFP

Luiz Puenzo (centro) com o Oscar de melhor filme em língua estrangeira, que venceu por ‘Uma história oficial’ em 1986. Ao lado dele, a atriz Norma Aleandro, protagonista do filme, e Jack Valenti, presidente da Motion Picture Association — (Foto: Scott Flynn/AFP)

 

 

Luis Adalberto Puenzo (nasceu em Buenos Aires, em 19 de fevereiro de 1946 – faleceu em Buenos Aires, em 21 de abril de 2026), cineasta argentino, diretor de A História Oficial, primeiro filme argentino a vencer o Oscar.

O longa-metragem, protagonizado pelos argentinos Héctor Alterio e Norma Aleandro, também foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro, escrito por Puenzo em parceria com a autora Aída Bortnik.

“A história oficial” retrata o último período da ditadura militar argentina (1976-1983), o sequestro pelos militares de crianças nascidas de mulheres mantidas em centros de detenção e tortura e a busca das Mães da Praça de Maio pelos filhos desaparecidos.

Nascido em Buenos Aires em 19 de fevereiro de 1946, Puenzo iniciou a carreira na década de 1960 na área da publicidade. Ele estreou como roteirista e diretor de longas-metragens em 1973, com o filme infantil Luces de Mis Zapatos. O reconhecimento internacional, no entanto, veio em 1985, com A História Oficial.

O drama recebeu o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (hoje Melhor Filme Internacional) em 1986, marcando a primeira vez que o cinema argentino conquistou uma vitória na premiação hollywoodiana.

A História Oficial se passa durante o período da ditadura militar argentina e aborda o sequestro de crianças nascidas de mulheres mantidas em centros de detenção. Coescrito com Aída Bortnik, também foi premiado no Festival de Cannes e no Globo de Ouro.

Na trama, uma professora de história do ensino médio passa a desconfiar que sua filha adotiva possa ser filha biológica de desaparecidos políticos. A partir da suspeita, ela começa a investigar o passado e inicia uma busca angustiante pela verdade.

Puenzo dirigiu ainda “Gringo velho” (1989), estrelado pelos americanos Jane Fonda e Gregory Peck, e “A Peste” (1992), baseado no romance do Nobel argelino-francês Albert Camus, protagonizado por William Hurt, Robert Duvall e Sandrine Bonnaire.

Pelo conjunto de sua obra, no entanto, teve papel ativo na manutenção e no incentivo ao audiovisual argentino. Em 1994, foi um dos promotores da Lei do Cinema, legislação que consolidou o financiamento à indústria no país. Foi membro fundador da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Argentina e também presidiu o INCAA – Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais.

Além da carreira como diretor e roteirista, Puenzo foi um dos promotores da Lei do Cinema, aprovada em 1994, que gerou um forte desenvolvimento da indústria cinematográfica na Argentina. Também presidiu o Instituto Nacional de Cinema e Artes Visuais do país.

Luis Puenzo morreu aos 80 anos.

Puenzo estava afastado da vida pública há alguns anos em virtude de um problema de saúde.

A informação foi confirmada na terça-feira, 21, pela Sociedade Geral de Autores da Argentina, a Argentores.

A causa da morte de Luis não foi informada. O realizador deixa familiares e amigos – entre eles, a sua filha, a cineasta e roteirista Lucía Puenzo.

(Créditos autorais reservados: https://istoe.com.br – ISTOÉ/ GENTE/ Por  Estadão Conteúdo  22/04/26 )

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(Créditos autorais reservados: https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2026/04/22 – O Globo/ CULTURA/ FILMES – 22 de abril de 2026)

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