Oswald de Andrade, poeta e escritor paulista, célebre como fundador do modernismo

0
Powered by Rock Convert

Oswald de Andrade: amor e ironias

Convertido em teórico da “brasilidade”

Oswald de Andrade (São Paulo, 11 de janeiro de 1890 – São Paulo, 22 de outubro de 1954), poeta e escritor paulista, célebre como fundador do modernismo, movimento que virou de cabeça para baixo as artes brasileiras no século 20.

Oswald de Andrade antes de se tornar célebre já demonstrava a inquietação que perpassaria todo seu trabalho. Em 1922, quando seu primeiro romance, Alma, foi publicado, Oswald contava em seus escritos um livro instigante e anárquico, composto a várias mãos, em que estão registrados momentos trágicos e engraçados da personalidade irriquieta do escritor.

Era o prenúncio de obras como Serafim Ponte Grande e Memórias Sentimentais de João Miramar. Inédito por quase setenta anos, O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo…, o diário coletivo de garçonnière de Oswald de Andrade.

Cozinheiro das Almas, pelo capricho se passa em 1918, quando na garçonnière de Oswald – um pequeno apartamento na Rua Líbero Badaró, no centro de São Paulo, alugado para receber namoradas e amigos – circulava um grupo de intelectuais. Entre eles estavam o escritor Monteiro Lobato, autor de O Pica-Pau Amarelo, os poetas Menotti del Picchia e Guilherme de Almeida, Vicente Rao, que depois foi duas vezes ministro no governo de Getúlio Vargas.

O aprendiz de escritor Pedro Rodrigues de Almeida, também um frequentador do apartamento que acabou se tornando delegado, teve a ideia de compor um diário coletivo, em que os amigos de Oswald, e ele mesmo, passaram a escrever. Surgiu naquelas páginas um pouco de tudo – considerações filosóficas a respeito da vida e do amor, alusões a peças de teatro, músicas e, muita zombaria entre os autores.

TROCADILHOS – O aspecto de O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo… é algo próximo de um caos desorganizado. A característica maior é a ironia. À maneira de Oswald de Andrade, que assinava com os pseudônimos de Miramar e Garôa, os autores satirizavam-se mutuamente e fazem trocadilhos à exaustão.

(Fonte: Veja, 6 de janeiro de 1988 – ANO 20 – N° 1 – Edição 1009 – HISTÓRIA – Pág: 78/79)

(Fonte: Veja, 10 de novembro de 2004 – ANO 37 – Nº 45 – Edição 1 879 – Livros/ Por Jerônimo Teixeira – Pág: 158/159)

Powered by Rock Convert
Share.