O primeiro país do mundo a erradicar a transmissão do HIV e da sífilis de mães para filhos

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Cuba é declarada primeiro país a erradicar transmissão do HIV de mães para filhos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou em 30 de junho de 2015 que Cuba é o primeiro país do mundo a erradicar a transmissão do HIV e da sífilis de mães para filhos.

Em um comunicado, a OMS disse que uma delegação internacional que a entidade e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) enviaram a Cuba em março averiguou que o país cumpriu os critérios para o anúncio. Em 2013, só duas crianças nasceram em Cuba com HIV e cinco com sífilis, informou o comunicado.

“O sucesso de Cuba demonstra que o acesso universal e a cobertura de saúde universal são factíveis e, de fato, cruciais para o sucesso, mesmo diante de desafios intimidantes como o HIV”, disse Carissa Etienne, diretora da Opas, em uma nota.

O governo comunista de Cuba considera a saúde gratuita uma grande conquista da revolução de 1959, embora os cubanos comuns se queixem de uma queda nos padrões desde a derrocada da União Soviética, ex-benfeitora da ilha, em 1991.

A OMS e a Opas reconhecem que Cuba oferece às suas mulheres o acesso rápido aos cuidados pré-natais, teste de HIV e sífilis e tratamento para mães soropositivas. As duas organizações iniciaram um esforço para pôr fim à transmissão congenital das duas doenças em Cuba e em outros países das Américas em 2010.

(Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina – 9b6c3eba0342f453e960c527d743dc32qub1RCRD – NOTÍCIAS – MUNDO – AMÉRICA LATINA – (Por Jaime Hamre) – 30 JUNHO 2015)

Reuters – Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. 

Cuba se tornou o primeiro país do mundo a receber a validação da Organização Mundial da Saúde (OMS) por ter eliminado a transmissão do vírus da Aids (HIV) e da sífilis de mãe para filho.

O anúncio foi feito em 30 de junho de 2015 pelo ministro da Saúde Pública de Cuba, Roberto Morales Ojeda, em entrevista coletiva na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPS/OMS) em Washington.

“Tudo foi possível por nosso sistema social e pela vontade política desde o mais alto nível. Isso permitiu que um país com poucos recursos tenha feito estas conquistas”, disse o ministro cubano.

Ojeda atribuiu este marco ao sistema de saúde estabelecido após o triunfo da revolução cubana há mais de meio século, um sistema que definiu como “gratuito, acessível, regionalizado e integral”.

“Estamos na total disposição de ajudar outros países”, assegurou o titular da Saúde cubana, para comentar que já recebeu solicitações, por exemplo, de países africanos.

Por sua vez, a diretora da OPS, Carissa Etienne, disse que todos os países da região se comprometeram em 2010 a conquistar o que Cuba alcançou hoje.

“Imagino que o novo tempo político entre Cuba e Estados Unidos só pode ajudar a alcançar esta conquista, mas Cuba também trabalhou com outros membros da organização para aumentar o acesso à saúde”, afirmou Etienne.

Em maio de 2014, foi criado um comitê regional de validação de países sobre a eliminação da transmissão do vírus da Aids (HIV) e da sífilis de mãe para filho.

Um grupo de 14 especialistas independentes de diferentes áreas do continente é encarregado de avaliar quais países podem ser recomendados para a validação global neste tema.

Cuba foi o primeiro país em solicitar esta avaliação, um processo que já foi iniciado por Barbados, Jamaica, Anguila e Ilhas Virgens. Também foi estabelecido um primeiro contato com Guatemala, El Salvador e Chile.

(Fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias – MUNDO – Da EFE – Washington – 30/06/2015)

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