O primeiro atleta amputado a competir em uma Olimpíada

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O primeiro atleta amputado a competir em uma Olimpíada

Perto de ser o primeiro amputado em Olimpíada, Pistorius conta que era alvo de travessuras

Oscar Pistorius

Oscar Pistorius, primeiro atleta amputado a disputar mundial

 

Primeiro atleta olímpico e paralímpico da história

Aos 25 anos, o corredor Oscar Pistorius já fez o que nenhum homem na história conseguiu: tornou-se o primeiro atleta amputado a competir contra pessoas “normais” em uma prova de Campeonato Mundial.

Mas o sul-africano quer mais. Ele busca ser o primeiro também a ir para uma Olimpíada. Para isso, disputa a partir desta sexta-feira (13) a última eliminatória de seu país para os Jogos de Londres.

Correndo a prova dos 400 m, Pistorius precisa marcar menos que 45s30. No mês passado, ele cravou 45s20, tempo que o credenciaria para os Jogos. A tarefa é complicada, mas nada que impeça um “competidor feroz”, como ele se definiu.

O sucesso nas pistas vem de um desejo que habita a cabeça do sul-africano desde os tempos de criança. Amputado desde os 11 meses de vida, Pistorius sempre fez questão de ser tratado igual ao demais.

Foi isso que fez, por exemplo, com que sofresse uma pegadinha no colegial, quando seus amigos esconderam suas próteses, colocaram fogo em seu colchão e o acordaram dizendo que o dormitório estava em chamas. “Apenas uma brincadeira”, diz ele.

Para ter condições de ir a Londres, Pistorius teve de superar as barreiras naturais de um atleta amputado e a resistência de quem falava que ele tinha certa vantagem sobre seus rivais por causa de suas próteses.

O corredor evita usar a palavra preconceito, mas fala que “há países no mundo que ainda não aceitam que há um grande número de pessoas com deficiência”. O caso chegou à Corte Arbitral do Esporte, que lhe deu permissão para competir com atletas olímpicos.

Oscar Pistorius nasceu com uma má formação óssea em suas pernas e não tinha as fíbulas. Seus pais, então, optaram por amputar suas pernas para que ele não passasse sua vida inteira preso a uma cadeira de rodas.

Após começar a se destacar, o sul-africano foi banido em março de 2007 pela Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo), que alegou suposta vantagem para ele devido a suas próteses.

O corredor, então, foi convidado a realizar testes e estudos na Universidade de Colônia, na Alemanha. O caso foi parar na Corte Arbitral do Esporte e, em maio de 2008, Pistorius recebeu veredicto favorável para competir em qualque tipo de prova.

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Inspiração para pessoas com deficiência em todo o mundo, Pistorius contou em entrevista ao UOL Esporte sobre a exigência de não receber tratamento especial por sua condição, como descobriu seu talento no atletismo e a respeito das expectativas para a Olimpíada.

 

Em 1° de setembro de 2011, Pistorius competiu com atletas não deficientes em prova oficial válida pelo campeonato mundial de atletismo em Daegu, alcançando a fase semi-final nas prova de 400 metros rasos e no revezamento 4×100.

No dia 4 de agosto de 2012 em Londres, Inglaterra, se tornou o primeiro atleta paraolímpico a disputar uma Olimpíada em igualdade de condições com atletas considerados normais, alcançando a classificação para as semi-finais dos 400 metros rasos.

No dia 9 de agosto de 2012, juntamente com a equipe de revezamento 4x400m da África do Sul, se classificou para a final da modalidade nas Olimpíadas de Londres em 2012.

 

 

UOL Esporte – O que você achou da decisão que seus pais tiveram que tomar quando você era um bebê, de amputar suas pernas?
Oscar Pistorius – Eu sei que a decisão que meus pais tomaram não foi fácil de tomar. Tenho muito respeito por eles por isso. Eu nunca fui tratado de forma diferente de meus irmãos e tive uma infância incrível.

UOL Esporte – Como foram sua infância e adolescência?
Pistorius – Tive um crescimento bom. Sempre me dei muito bem e fui muito competitivo com meu irmão e com minha irmã. Sempre estive ligado a esportes e fui uma criança ativa, cheia de energia. Joguei rúgbi e muitos outros esportes antes de entrar no atletismo.

UOL Esporte – Há uma história sobre terem escondido suas próteses e colocarem fogo em seu colchão. Como era o relacionamento com seus colegas?
Pistorius – Ah, foram travessuras no colegial. Nós pregávamos peças uns nos outros e isso significou que eles não me tratavam diferente de ninguém. Quando eu apareci no primeiro dia, falei para eles que não queria ser tratado de forma diferente, e eles respeitaram isso. Gostei muito da escola. Eu não era muito bom no lado acadêmico, mas havia muitos esportes disponíveis para os alunos praticarem e eu prosperei nisso.

(Fonte: www.olimpiadas.uol.com.br – Olimpíadas / Do UOL, em São Paulo/ Por Pedro Taveir – 12 de abril de 2012)

(Fonte: http://esportes.estadao.com.br/noticias/geral – NOTÍCIAS – GERAL – ESPORTES – 24/11/2017)

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