Milton Banana, foi um dos músicos mais importantes da bossa nova, participou da gravação do LP “Chega de Saudade”, de João Gilberto, considerado um dos marcos da bossa nova

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Baterista da bossa nova

 

Antonio de Souza (Rio de Janeiro, 23 de abril de 1935 – Rio de Janeiro, 15 de maio de 1999), foi um dos músicos mais importantes da bossa nova, mais conhecido como Milton Banana.

 

Banana, cujo nome verdadeiro era Antonio de Souza, nasceu em abril de 1935 no Rio de Janeiro e despontou no cenário musical tocando nos conjuntos de Valdir Calmon e Djalma Ferreira no início dos anos 50. Em 59 participou da gravação do LP “Chega de Saudade”, de João Gilberto, considerado um dos marcos da bossa nova. Ele também tocou no histórico concerto de bossa nova no Carnegie Hall em Nova Yorque em 1962.

 

Em março de 1963, o baterista participou de outra gravação antológica, o disco “Getz-Gilberto” que serviu para abrir de vez as portas dos Estados Unidos para a música brasileira, juntando o saxofonista Stan Getz, o casal João e Astrud Gilberto. Ao piano, Antonio Carlos Jobim.

 

No Brasil, o baterista deixou a sua marca à frente do Milton Banana Trio, conjunto de grande atividade nos anos 60 e 70, formado com o pianista Wanderley e o baixista Guará.

 

 

BIOGRAFIA

O baterista Antonio de Souza, ou apenas Milton Banana, nasceu em 23 de abril de 1935, no Rio. Fã da Orquestra Tabajara, começou a se interessar por música bem jovem, especialmente a percussão. Autodidata, aprendeu a tocar bateria sozinho.

Ele começou sua carreira profissional em 1955, aos 20 anos, como baterista da Orquestra de Waldir Calmon, na boate Arpége. Logo se entrosou com a turma que faria a bossa nova e foi responsável pela criação da batida da bossa nova na bateria.

 

Na noite carioca, Milton Banana tocou com músicos como Luís Eça, Johnny Alf, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Baden Powell, Sérgio Mendes, Luís Bonfá e Bola Sete. Em 1954, época em que tocava para dançar no Drink de Djalma Ferreira, em Copacabana, ia depois para a boate do hotel Plaza, do outro lado da avenida Princesa Isabel, para participar das canjas ao lado de Johnny Alf, João Donato e João Gilberto.

 

Ele estreou nos estúdios no primeiro álbum de João Gilberto, “Chega de Saudade”, em 1958. Em 1962, Milton Banana participou do histórico espetáculo “Encontro”, produzido por Aloysio de Oliveira, na boate Au Bon Gourmet, no Rio, ao lado de João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Os Cariocas.

 

No mesmo ano, acompanhou João Gilberto em sua turnê em Buenos Aires na boate 676. Em 1962, participou do show da bossa nova no Carnegie Hall, em Nova York. Em 1963, Milton Banana foi o baterista do disco “Getz-Gilberto”. Depois viajou na turnê de João Gilberto pela Itália e França, com João Donato ao piano e Tião Neto, no baixo.

 

De volta ao Brasil, formou o grupo Milton Banana Trio, coisa incomum para a época, o baterista conduzir seu próprio grupo. Milton Banana morreu no Rio em 15 de maio de 1999.

O baterista Milton Banana, de 64 anos, morreu em sua casa, no Rio de Janeiro, em 15 de maio de 1999, onde se recuperava de uma cirurgia, segundo informou a Agência Brasil (Radiobrás).

(Fonte: https://www.dgabc.com.br/Noticia – Diário do Grande ABC – NOTÍCIA / CULTURA & LAZER – 15/05/1999)

(Fonte: http://bossanova.folha.com.br – MILTON BANANA)

Fontes:
ALBIN, Ricardo Cravo. “Dicionário Houaiss Ilustrado [da]Música Popular Brasileira. Rio de Janeiro: Paracatu Editora, 2006.
CASTRO, Ruy. “Chega de Saudade”. São Paulo: Companhia das Letras, 1990

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