Max Bill, organizador de exposições de arte; Suíço controverso: Artista, Escultor e Escritor
Max Bill (nasceu em Winterthur, Suíça, em 22 de dezembro de 1908 — faleceu em Berlim, em 9 de dezembro de 1994), foi designer, arquiteto e artista plástico suíço. Inaugurou a escola superior Hochschule für Gestaltung. Criou, entre 1935 e 1953, no campo da escultura, diferentes variações sobre o tema do laço infinito em metal polido.
Foi professor e diretor da Escola de Ulm e Zurique, e organizador de exposições de arte, particularmente, de arte concreta, durante 1944 e 1960.
Bill, o controverso artista, escultor e ex-político suíço, que também era arquiteto e escritor, esteve na famosa escola de arquitetura e artes aplicadas Bauhaus, na Alemanha de 1927 a 1929, onde foi influenciado pela obra de Paul Klee e Wassily Kandinsky.
Descrito pela revista Art News, sediada em Nova Iorque, em 1989, como a “principal figura” dos movimentos artísticos concreto e construtivista, Bill aplicou o que ele chamou de abordagem “matemática” à arte.
Suas pinturas e esculturas em granito exibiam desenhos geométricos arrojados, no que ele descrevia como uma tentativa de “representar pensamentos abstratos de uma forma sensual e tangível”.
Bill, filho de um funcionário ferroviário, viveu e trabalhou principalmente em Zurique, onde projetou sua casa. Sua residência era um verdadeiro tesouro de pinturas de outros artistas renomados, a maioria deles seus amigos, como Klee, Kandinsky, Piet Mondrian, Alberto Giacometti e Fritz Glarner (1899 — 1972).
O Museu de Arte do Condado de Los Angeles exibiu uma retrospectiva das pinturas e esculturas de Bill em 1974. O crítico de arte do Los Angeles Times, Henry J. Seldis, disse na época que “Bill — um homem de ideias com aparência de professor, de óculos — certamente sabe como não desperdiçar seus esforços enquanto se dedica às suas múltiplas atividades como artista, arquiteto, parlamentar e ambientalista com calma metódica e profunda convicção.”
Bill considerava que suas inúmeras atividades estavam todas relacionadas à mudança das condições de vida no mundo.
“A arte é uma espécie de modo de vida sem concessões”, disse ele ao The Times em 1974. “A arte não é algo criado em uma torre de marfim, mas sim um modelo para um mundo mais espiritual.”
No início da década de 1950, Bill planejou a construção da Escola de Design de Ulm, no sul da Alemanha, que buscava dar continuidade ao conceito da Bauhaus. Ele foi seu primeiro reitor, mas renunciou em 1956 devido a desentendimentos internos.
Conhecido por suas controvérsias, Bill causou alvoroço em Zurique em 1988 ao se recusar a comparecer a uma festa organizada pela cidade para comemorar seu 80º aniversário. Ele disse que estava irritado com toda a comoção e que considerava as exposições especiais organizadas por museus locais para exibir seu trabalho pouco representativas.
Bill escreveu livros sobre Le Corbusier, Kandinsky, Ludwig Mies van der Rohe e teoria artística.
Suas pinturas estão expostas em diversos museus ao redor do mundo. Seus outros trabalhos arquitetônicos incluem um prédio de escritórios na Alemanha, um estúdio de rádio em Zurique e uma ponte no leste da Suíça. Suas maiores esculturas estão em exibição na Suíça, Alemanha e Israel.
Bill também esteve envolvido na política. Foi eleito para o conselho municipal de Zurique em 1961 e foi deputado no Parlamento Federal de 1967 a 1971 como membro do Partido Independente Landesring.
Bill sofreu um ataque cardíaco na sexta-feira 9 de dezembro de 1994 no aeroporto de Berlim enquanto aguardava um voo para Zurique. Ele morreu a caminho do hospital.
Ele deixa sua segunda esposa, Angela, e um filho, Jakob, um arqueólogo de renome internacional que também é pintor.
(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada — Folha de S.Paulo/ ILUSTRADA/ por Décio Pignatari — DE SÃO PAULO — 02/12/2012)
(Direitos autorais reservados: https://www.latimes.com/archives/la-xpm-1994-12-14 — Los Angeles Times/ ARQUIVOS/ ENTRETENIMENTO E ARTES/ Arquivos do LA Times/ Da equipe do Times e de agências de notícias — ZURIQUE, Suíça —
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O alemão Max Bill, em Grupo em Cor e Negro ao Redor do Branco, de 1967, aproveitou as teorias de cor e o sistema de desenho baseado em cálculos rigososos da Bauhaus para explorar a cor e suas inter-relações com as formas modulares geométricas.
(Fonte: Revista Veja, 17 de setembro de 1986 — Edição 941 — ARTE/ Por João Candido Galvão — Pág; 156/159)
Max Bill, artista plástico Suíço (1908/1994), inspirou profundamente tanto o movimento concreto brasileiro quanto o britânico com suas filosofias e textos. Em 1950 ele fundou algo como a Bauhaus do pós-guerra — a Hochschule für Gestaltung, em Ulm, na Alemanha —, tendo a humanização de nossa civilização cada vez mais mecanicista como sua tarefa mais urgente.
Em 1949, no livro “Concrete Art”, Bill declarou que a Arte Concreta era “a expressão do espírito humano, destinada para o espírito humano” e que “rejeita a individualidade, mas para o benefício do indivíduo”. Ele foi uma figura chave do pós-guerra do desenvolvimento e perpetuação das ideias do entre-guerras. Constantemente salientava o aspecto positivo do conhecimento Concreto para o círculo social e cultural do período.
As ideias e práticas de Bill tiveram um impacto notável no Brasil do início da década de 1950. Embora seu exemplo tenha sido notado e expandido por alguns, a centralidade de Bill em relação à cultura do pós-guerra no Brasil não foi replicada na Grã-Bretanha. Sua exposição no Museu de Arte de São Paulo em 1950 e o grande prêmio em sua participação na primeira Bienal de São Paulo em 1951 intensificaram sua presença no Brasil, despertando o interesse de uma série de artistas.
Anthony Hill, um dos principais membros do grupo britânico, publicou o primeiro texto em inglês sobre Max Bill em 1953. Embora Hill usasse o termo “Concreto” com mais frequência do que os outros imediatamente em seu círculo, pode-se traçar aspectos do movimento no trabalho de vários artistas britânicos.
(Fonte: http://www.concretosparalelos.com.br — 04/09/2012)
- Max Bill, designer, arquiteto e artista plástico suíço.


