Lucídio Portela Nunes, ex-governador e ex-senador do Piauí

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Ex-governador do Piauí e ex-senador

 

 

Lucidio Portella (Crédito: Magal)

Lucidio Portella (Crédito: Magal)

Político era sogro do atual presidente do PP, senador Ciro Nogueira

Lucídio Portela Nunes (Valença, Piauí, 8 de abril de 1922 – Teresina, 30 de outubro de 2015) , ex-governador e ex-senador do Piauí

O ex-governador do Piauí Lucídio Portela Nunes nasceu no dia 8 de abril de 1922, em Valença do Piauí, e foi governador do Piauí de 1979 a 1983. Ele foi vice-governador entre os anos de 1987 e 1991. Também foi senador por um mandato entre os anos de 1991 e 1999. O ex-governador era formado em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e era o irmão mais velho do também ex-governador Petrônio Portela Nunes.

Lucídio Portela foi o último governador do Estado eleito pelo voto indireto. Ele deixou o governo em 15 de março de 1983. O partido do ex-governador, o PDS, foi extinto em 1993. A sigla deu origem ao Partido Progressista Reformador (PPR), que pouco depois passou a se chamar Partido Progressista Brasileiro (PPB), hoje Partido Progressista (PP). O PP é presidido pelo senador Ciro Nogueira (PI), genro de Nunes. O ex-governador era casado com Myriam Portella, com quem teve uma filha, Iracema Portella, mulher de Ciro Nogueira. Iracema é deputada federal, também pelo PP.

Era irmão mais velho do também ex-governador, ex-senador e ex-deputado do Piauí, Petrônio Portela. Lucídio foi casado com a ex-deputada federal Miriam Portella e era sogro do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP.

Natural de Valença, no interior do Piauí, Lucídio Portela era médico e foi governador do estado entre os anos de 1979 a 1983, vice-governador entre os anos de 1987 e 1991 e senador por um mandato entre os anos de 1991 e 1999.

 

História

Lucídio Portela Nunes (Valença do Piauí, 8 de abril de 1922) foi um médico e político brasileiro, governador do estado do Piauí de 1979 a 1983. É o irmão mais velho do falecido Petrônio Portela Nunes, articulador da abertura política havida nos governos de Ernesto Geisel e João Figueiredo. Filho de Eustáquio Portela Nunes e Maria Ferreira de Deus. Formado em Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro com especialização em tisiologia pelo Ministério da Saúde e pós-graduação em Radiologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Membro da Associação Piauiense de Medicina.

Durante pelo menos três décadas sua atividade política resumiu-se a acompanhar a carreira de seu irmão sempre recusando um papel mais ativo no cenário político estadual. Tal postura mudaria em 1978 quando foi referendado pela ARENA para o cargo de Governador do Piauí, indicação feita pelo presidente Ernesto Geisel e confirmada pelo Colégio Eleitoral estadual em 1º de setembro daquele ano, sendo o último governador eleito pelo voto indireto. Com a morte de seu irmão em 1980 assumiu o comando do PDS e presidiu as eleições gerais de 1982 nas quais seu partido conquistou uma ampla maioria.

Em 15 de novembro de 1982 o PDS elegeu o governador Hugo Napoleão, o vice-governador Bona Medeiros e o senador João Lobo. Além disso seus filiados conquistaram seis das nove vagas na Câmara dos Deputados e dezessete das vinte e sete cadeiras na Assembleia Legislativa, além de assegurar o controle de 102 das 113 prefeituras em disputa, número elevado para 104 por causa da nomeação de Freitas Neto para prefeito de Teresina por decisão de Hugo Napoleão e a manutenção de Júlio César como prefeito de Guadalupe. Dos 971 vereadores eleitos 774 pertenciam ao partido governista. O PMDB apresentou a candidatura do senador Alberto Silva e elegeu três deputados federais, dez estaduais, onze prefeitos e 194 veradores. Já o PT elegeu três vereadores no município de Esperantina e teve José de Ribamar Santos como candidato a governador.

Lucídio Portela deixou o governo em 15 de março de 1983 mas conservou influência no meio político e se manteve afinado com o sucessor até que Hugo Napoleão e os membros da Frente Liberal no Piauí ignoraram a candidatura de Paulo Maluf à Presidência da República em favor do oposicionista Tancredo Neves. O resultado foi a “implosão” do PDS e a criação do PFL, partido liderado por Hugo Napoleão e que contou com a adesão de quase a totalidade dos antigos pedessistas. Para se ter uma ideia do estrago feito nas hostes do PDS, dos dezessete deputados estaduais eleitos em 1982 apenas um ficou ao lado de Lucídio Portela, justamente seu sobrinho Marcelo Coelho. Aturdido pelo golpe encorajou a candidatura de sua esposa Myriam Portela a prefeitura de Teresina em 1985 com o intuito de avaliar o quanto lhe restava de capital político. No ano seguinte avalizou a coligação de seu partido com o PMDB e foi eleito vice-governador do Piauí na chapa de Alberto Silva, até então o mais combatido inimigo político de sua família, em especial de seu irmão Petrônio Portela. Como resultado o PDS foi revigorado com a eleição de três deputados federais e seis deputados estaduais.

 

Após a necessária convivência política com Alberto Silva o PDS rompe com o governador que ajudara a eleger e firma uma aliança com o PFL visando as eleições de 1990 e em meio as negociações para a formalização da coligação “Frente de Recuperação do Piauí” Lucídio Portela faz valer seu cacife ao assegurar a vaga de vice-governador para o seu então genro Guilherme Melo[9] na chapa de Freitas Neto e apresenta-se como candidato a senador, união afinal vitoriosa ante o desgaste do bloco situacionista. Extinto o PDS em 1993, Lucídio migrou para seus sucedâneos, ora o Partido Progressista Reformador (PPR), depois o Partido Progressista Brasileiro (PPB) e por fim o atual Partido Progressista. Apesar das mudanças a condução de seu grupo político sempre coube ao próprio Lucídio Portela.

 

Seu familiar mais conhecido é Petrônio Portela Nunes, político que ao longo de trinta anos foi guindado de deputado estadual a Ministro da Justiça com passagens pelo Governo do Piauí e ainda pelo Senado Federal onde ocupou funções de destaque. Seu sobrinho, Marcelo Coelho, foi eleito deputado estadual em 1982, 1986, 1998 e 2002 sempre pelo PDS e pelas legendas que o sucederam, sem mencionar que sua esposa Myriam Portela, foi candidata a prefeita de Teresina em 1985, eleita deputada federal em 1986 e novamente derrotada na eleição para a prefeitura da capital piauiense em 1988, isso quando filiada ao PDS. A seguir seu então genro Guilherme Melo trocou o PMDB pelo PDS e foi eleito deputado estadual em 1986, vice-governador do Piauí em 1990 sendo efetivado em 1994 ante a renúncia de Freitas Neto. Entre abril de 1998 e janeiro de 1999 seu irmão Elói Portela Nunes exerceu o mandato de senador enquanto Freitas Neto foi Ministro Extraordinário das Reformas Institucionais ao final do primeiro governo Fernando Henrique Cardoso. Atualmente, seu genro Ciro Nogueira exerce seu primeiro mandato como senador,e sua filha, Iracema Portela, é deputada federal.

Lucídio Portela Nunes morreu em 30 de outubro 2015, aos 93 anos.

O governador Wellington Dias (PT) decretou luto oficial de três dias pela morte do ex-governador Lucídio Portella, ocorrida no centro de Teresina. Ele disse que Lucídio Portella figura na galeria das grandes personalidades do Estado.

(Fonte:  http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2015/10 – NOTÍCIA – PIAUÍ – 30/10/2015)

(Fonte: http://jornal.meionorte.com/politica – POLÍTICA / Por Efrém Ribeiro – 30 de Outubro de 2015)

(Fonte: https://politica.estadao.com.br/noticias/geral – NOTÍCIAS /GERAL – POLÍTICA / Por Luciano Coelho, especial para O Estado de S. Paulo – TERESINA – 31 Outubro 2015)

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