Jean-Pierre Jaussaud, bicampeão das 24 Horas de Le Mans

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Jean-Pierre Jaussaud, bicampeão das 24 Horas de Le Mans

 

Jaussaud, à frente, durante corrida de Le Mans em 1978, pilotando um Renault Alpine A443. (Foto: Jean-François Monier/AFP)

Jaussaud, à frente, durante corrida de Le Mans em 1978, pilotando um Renault Alpine A443. (Foto: Jean-François Monier/AFP)

 

Jean-Pierre “Papy” Jaussaud (Caen, França, 3 de junho de 1937 – 22 de julho de 2021), piloto francês, duas vezes ganhador das 24 Horas de Le Mans, em 1978 e 1980.

 

Nascido em Caen (oeste da França), Jaussaud foi um dos grandes nomes da história da lendária prova francesa, nunca chegou a correr na Fórmula 1 como outros grandes pilotos franceses da sua geração, como Jean-Pierre Beltoise, Gérard Larrousse e Henri Pescarolo.

 

Em 13 participações nas 24 Horas de Le Mans entre 1966 e 1983, Jaussaud correu principalmente nas escuderias Matra, Renault-Alpine (com vitória em 1978) e Rondeau (com vitória em 1980).

 

Em foto de 2010, Jean-Pierre Jaussaud (1937-2021) posa ao lado do carro que dividiu com Jean Rondeau para vencer a edição de 1980 das 24h de Le Mans

Em foto de 2010, Jean-Pierre Jaussaud (1937-2021) posa ao lado do carro que dividiu com Jean Rondeau para vencer a edição de 1980 das 24h de Le Mans

Nascido em Caen no dia 3 de junho de 1937, J-P. Jaussaud formou-se nas escolas de pilotagem de Jim Russell e na Winfield, sediada em Magny-Cours, antes de iniciar tardiamente, aos 27 anos, sua carreira como piloto de competição. Começou na Fórmula 3 com o apoio da Shell, que tinha um programa de incentivo no automobilismo de seu país, passou à Matra em 1966 e finalmente foi campeão em 1970, aos 33 anos, com um modelo Tecno.

 

No ano seguinte, competiu na Fórmula 2 com um modelo March 712 e, posteriormente, passou ao Brabham BT38 – com um desses chassis, disputou o II Torneio Brasileiro de F2 em Interlagos e, com três vitórias, foi o vice-campeão europeu, atrás apenas de Mike “The Bike” Hailwood.

 

Antes, porém, já estreara nas 24h de Le Mans pela Matra com os modelos MS620 e MS630, equipados com motor BRM. O primeiro pódio veio em 1973 – 3º colocado com a MS670B dividida com Jean-Pierre Jabouille. Dois anos mais tarde, outro terceiro posto na partilha com Vern Schuppan num Gulf Mirage de motor Cosworth igual ao dos vencedores Jacky Ickx e Derek Bell.

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A partir de 1976, praticamente tornou-se um recruta de Jean Rondeau – com exceção feita aos anos em que a equipe Renault o requisitou e também o ano da experiência com o modelo Mirage G10. Em 1978, aos 41 anos, venceu enfim as 24h de Le Mans com Didier Pironi no Alpine A442B Turbo. Foi a senha para a Régie investir por completo na Fórmula 1.

 

Dois anos mais tarde, com o amigo Rondeau, dividiu o volante do protótipo M379C numa prova onde a dupla nem de longe era favorita. Eles não tinham o carro mais rápido, mas em condições extremas, pois choveu bastante, a dupla andou bem e faturou a corrida.

 

Após isto, Jaussaud só colecionou desapontamentos nas 24h de Le Mans. Três abandonos seguidos – e o último, em 1983, na dupla com Philip´pe Streiff, foi o mais prematuro de todos: apenas 12 voltas.

 

Noutras modalidades, ganhou provas de Turismo em 1979 com um Triumph Dolomite, disputou o Rally Paris-Dakar e encerrou a carreira como piloto aos 55 anos, em 1992, quando passou ao posto de instrutor de pilotagem.

 

Jaussaud é mais um que recebe a bandeira quadriculada da vida e entra para sempre na história do esporte a motor, mesmo nunca tendo oficialmente participado de uma corrida sequer de Fórmula 1: a única prova de que tomou parte nem foi com um carro da categoria máxima e sim com o McLaren M18 Chevrolet de F5000 em 1971, no Troféu Internacional em Silverstone, terminando a corrida em 8º lugar na soma de duas baterias.

Jean-Pierre Jaussaud faleceu aos 84 anos, em 22 de julho de 2021, o Automobile Club de l’Ouest (ACO), organizador da mítica corrida automobilística de resistência.

“Papy Jaussaud nos deixou, mas as lembranças vão permanecer intactas. Sua emoção no pódio em 1978 marcou uma geração. Sua vitória em 1980 com seu companheiro e amigo Jean Rondeau permanecerá para sempre como um das maiores feitos do esporte automobilístico”, afirmou Pierre Fillon, presidente do ACO, em um comunicado.

(Fonte: https://rodrigomattar.grandepremio.com.br/2021/07 – GRANDE PRÊMIO / A MIL POR HORA / por RODRIGO MATTAR – 22 de julho de 2021)

(Fonte: GAÚCHAZH – ANO 58 – N° 20.082 – 24 E 25 DE JULHO DE 2021 – MEMÓRIA / TRIBUTO – Pág: 24)

(Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/esportes/noticia/2021/07 – ESPORTES / NOTÍCIA / PARIS / por AFP – 22/07/2021)

* AFP

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