Blaise Cendrars, romancista; poeta e viajante francês
Blaise Cendrars (nasceu Frédéric-Louis Sauser em 1º de setembro de 1887 em La Chaux-de-Fonds, Neuchâtel, Suíça — faleceu em 21 de janeiro de 1961, em Paris, França), foi romancista, poeta e viajante francês.
Cendrars nasceu Frederic Sauser-Hall na Suíça e, no início de sua carreira, adotou o pseudônimo sob o qual alcançou a fama. Ele saiu de casa aos 15 anos e foi para a China, iniciando as andanças que formaram a essência de grande parte de sua obra.
O Sr. Cendrars só retornou à França em 1914. Ele se alistou na Legião Estrangeira durante a Primeira Guerra Mundial e perdeu o braço direito nos combates em Champagne, em 1915.
O escritor dedicou grande parte de sua atividade e do dinheiro ganho com seus livros à produção cinematográfica de 1917 a 1923, mas continuou escrevendo poesia, crítica de arte e roteiros.
Em 1925, ele retomou suas viagens, para o Brasil, outros países da América do Sul e África. Por quase trinta anos, viveu sem residência fixa, mas teve duas paradas regulares: Paris e Nova York.
Em 1939 e 1940, ele esteve destacado no quartel-general britânico na França como correspondente de guerra e recebeu uma patente honorária no Exército Britânico.
Blaise Cendrars escreveu cerca de trinta livros — romances, poesia, roteiros, relatos de viagem, ensaios e críticas.
Em janeiro de 1959, André Malraux, escritor francês e Ministro da Cultura, condecorou Blaise Cendrars com a Ordem Nacional da Legião de Honra e o homenageou com estas palavras: “Em nome da Pequena Joana da França, de um de seus primeiros poemas, permita-me acrescentar que me alegro em acolher um homem cuja coragem amei e cujo gênio admirei por quarenta anos.”
A última homenagem prestada a Cendrars foi a atribuição do Grande Prêmio Literário da Cidade de Paris na última terça-feira.
Blaise Cendrars morreu e 21 de janeiro de 1961 em sua casa em Paris. Ele tinha 73 anos.
Sobrevivem-lhe a viúva, a atriz Raimone Cendrars; um filho e uma filha. A Sra. Cendrars atuará esta noite em seu papel em “As Alegrias da Família”, respeitando um desejo do marido, expresso pouco antes de sua morte: “Não quero que minha morte perturbe os costumes da minha família”.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1961/01/22/archives — New York Times/ Arquivos/ Arquivos do The New York Times/ Exclusivo para o The New York Times — PARIS, 21 de janeiro — 22 de janeiro de 1961)

