B. P. Schulberg, foi ex-produtor de cinema e descobridor de muitas estrelas de cinema, descobriu Clara Bow, Gary Cooper e Marlene Dietrich, era o pai de Budd Schulberg, autor de vários romances de sucesso

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BP SCHULBERG, EX-PRODUTOR CINEMATOGRÁFICO

Executivo da Paramount que descobriu muitas estrelas

Pai de romancista

 

Benjamin Percival Schulberg (nasceu em 19 de janeiro de 1892 em Bridgeport, Connecticut – faleceu em 25 de fevereiro de 1957 em Key Biscayne, Flórida), foi um pioneiro produtor de cinema e executivo, ex-produtor de cinema e descobridor de muitas estrelas de cinema.

Em 1913, ele se casou com Adeline, ele então repórter do The New York World. Cativado pelo jovem meio cinematográfico, ela partiu juntamente para Hollywood em 1918, Schulberg fundou uma empresa que mais tarde se tornou parte da Metro-Goldwyn-Mayer e se tornou um produtor de destaque na Paramount Pictures.

Conhecido como BP Schulberg, ele estava no auge de sua carreira como diretor administrativo responsável por toda a produção da Paramount Pictures na Costa Oeste, de 1925 a 1932.

Em 1949, ele já estava implorando por um emprego a seus antigos colegas por meio de um anúncio pago em revistas especializadas de Hollywood. Nos últimos anos, ele era referido apenas como o pai de Budd Schulberg, autor de vários romances de sucesso.

Budd Schulberg e seu irmão, Stuart, fundaram recentemente a Schulberg Productions, uma produtora cinematográfica. O Sr. Schulberg mais velho era consultor dessa empresa.

Os pais do produtor levaram seus quatorze filhos de Bridgeport, Connecticut, para o Lower East Side de Nova York na virada do século. Lá, o Sr. Schulberg frequentou a escola pública e, posteriormente, o City College.

Ele abandonou os estudos para trabalhar como auxiliar de redação para Franklin P. Adams (1881 – 1960). Logo se tornou repórter do antigo Evening Mail. Aos 20 anos, era editor da revista Film Reports, um trabalho que o apresentou a executivos de cinema.

Foi contratado como diretor de publicidade e roteirista da Rex Pictures em 1912 e, em seguida, juntou-se à Famous Players Company, fundada naquele ano por Adolph Zukor.

Tornou-se Produtor Independente

Alguns anos depois, tornou-se produtor independente e, nesse período, descobriu Clara Bow, Gary Cooper e Marlene Dietrich. Entre os filmes que produziu e que ganharam prêmios estão “Wings”, “Three Cornered Moon”, “Thirty-Day Princess” e “Little Miss Marker”, o filme que transformou Shirley Temple em uma estrela.

Outros foram “The Way of All Flesh” e “Dr. Jekyll and Mr. Hyde”. O Sr. Schulberg gostava de escrever seus próprios roteiros e, em duas horas, escreveu o roteiro de “The Girl Who Wouldn’t Work”.

Sendo o primeiro filme estrelado por Lionel Barrymore, este longa foi filmado em dez dias e considerado um dos melhores de 1924.

Enquanto trabalhava na Paramount, ganhava cerca de US$ 9.500 por semana. Ele admitiu ter perdido quase todo o seu dinheiro em jogos de azar, já que desentendimentos com outros executivos de cinema o levavam de estúdio em estúdio.

O Sr. Schulberg aceitou um emprego como diretor de publicidade na Enterprise Studios em 1945. Um ano depois, não lhe restava nada, pois a empresa faliu.

Quatro anos depois, em um anúncio implorando por trabalho aos seus antigos colegas, ele expressou a sensação de que o motivo pelo qual não conseguia trabalho com eles era porque havia respondido mal a alguns dos “figurões”.

Eles ainda se recusavam a falar com ele. E assim, ele se aposentou oficialmente da indústria cinematográfica em 1950, após sofrer um derrame. Mudou-se para Miami.

B. P. Schulberg faleceu em 25 de fevereiro de 1957 enquanto dormia em sua casa em Key Biscayne, Flórida. Ele tinha 65 anos.

Deixou também sua viúva, a ex-atriz Helen McHale Keebler; uma filha, a Sra. Sonia O’Sullivan, de Greenwich, Connecticut; e oito netos. Os dois filhos e a filha do Sr. Schulberg são de um casamento anterior com a Sra. Adeline Jaffe Schulberg.

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1957/02/27/archives – New York Times/ Arquivos / Arquivos do The New York Times – Exclusivo para o The New York Times – KEY BISCAYNE, Flórida, 26 de fevereiro – 27 de fevereiro de 1957)

Sobre o Arquivo
Esta é uma versão digitalizada de um artigo do arquivo impresso do The Times, anterior ao início da publicação online em 1996. Para preservar esses artigos como foram originalmente publicados, o The Times não os altera, edita ou atualiza.
Ocasionalmente, o processo de digitalização introduz erros de transcrição ou outros problemas; continuamos a trabalhar para melhorar estas versões arquivadas.
©  2004 The New York Times Company
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