Astrônomos observam buraco negro pela primeira vez

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Astrônomos observam buraco negro pela 1ª vez, o mais distante da Terra até agora

Cientistas estimam que novo buraco negro foi criado quando universo tinha apenas 690 milhões de anos. Descrição está na ‘Nature’

 

 

Concepção artística ilustra o buraco negro encontrado. Ele está no centro de um quasar, o objeto mais distante do universo (Foto: Robin Dienel/Carnegie Institution for Science)

 

 

Um buraco negro de aproximadamente 690 milhões de anos foi observado pela primeira vez por um time de astrônomos de várias instituições do mundo. Trata-se do buraco negro mais distante da Terra observado até agora e, provavelmente, o mais antigo. A estrutura é considerada uma “criança” perto da idade do universo (de 13,82 bilhões de anos). O feito foi publicado na edição de 6 de dezembro de 2017 da revista “Nature”.

 

O buraco é considerado supermassivo com massa 800 milhões de vezes mais densa que o Sol e está localizado dentro de um quasar, os objetos mais brilhantes do universo. Cientistas estimam que ele é de uma época cósmica conhecida como ‘Época da Reionização’ — quando a maior parte do universo estava coberta por hidrogênio neutro mas, com a chegada das primeiras estrelas, passou a ser “ionizado”.

 

Nesse processo, as estrelas emitem radiação suficiente para que elétrons do núcleo do hidrogênio “se solte”. Assim, o hidrogênio se ioniza. Os astrônomos estimam que esse buraco negro tenha surgido numa fase de transição em que o universo estava metade neutro e metade ionizado.

 

“Foi o momento em que as galáxias emergiram do gás neutro e começaram a brilhar”, diz Robert Simcoe, professor de física do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT) e um dos autores do estudo, em nota. “É uma indicação de quando as primeiras estrelas começaram a surgir”, diz.

 

 

Antes da descoberta, o buraco negro mais antigo teria surgido aproximadamente 800 milhões de anos após o Big Bang, considerado o marco da criação do universo, com idade estimada de 13,82 bilhões de anos.

 

Como surgiram no começo da formação do cosmo como ele é hoje, os buracos negros são usados para estudar as formações iniciais do universo.

 

O que é um buraco negro

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É uma região do espaço onde a gravidade é tão forte que nem a luz escapa — o que deixa esses buracos “invisíveis” ou “negros”

 

 

Os astrônomos conseguem observar esses buracos invisíveis de forma indireta: como a gravidade é muito grande, eles observam o comportamento das estrelas ao redor da estrutura

 

O buraco negro pode intensificar a luz e retirar gases do interior das estrelas. Esses gases formam um disco de gás ao redor do buraco

 

Submetidos a altas temperaturas, esses gases liberam raio-x. É por meio da medição desses raios que os astrônomos conseguem chegar aos buracos negros

 

 

Ilustração de par de galáxias nos estágios iniciais do universo (Foto: NRAO/AUI/NSF; D. Berry)

 

 

Como foi feita a descoberta

 

Primeiramente, o buraco negro foi descoberto por Eduardo Bañados, do Carnegie Science. O observatório está situado na Califórnia e é operado por um consórcio entre as Universidade do Arizona, o Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT), a Universidade de Harvard e a Universidade de Michigan, todas nos Estados Unidos.

 

Depois, Banãdos juntou um time de cientistas para que o achado fosse analisado em detalhes.

O pesquisador utilizou um instrumento conhecido como FIRE, ferramenta que classifica objetos por meio dos raios emitidos (ver quadro “O que é um buraco negro”). A técnica é baseada na premissa de que a luz de elementos mais distantes no universo tendem ao vermelho.

Na física, o fenômeno é conhecido como “redshift” (desvio para o vermelho). Quanto mais desviado para o vermelho, mais distante um objeto está de seu receptor.

Com o FIRE, Bañados estimou que o buraco negro tinha um “redshift” de 7,5, o que fez com que os cientistas conseguissem estimar sua idade e sua massa — 800 milhões de vezes superiores a do Sol. Antes, o buraco negro mais distante observado apresentava um desvio para o vermelho de 7,09.

(Fonte: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia – CIÊNCIA E SAÚDE / Por G1 – 06/12/2017)

Fonte: NASA (National Aeronautics and Space Administration)

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