Alfred North Whitehead, filósofo e matemático de renome internacional, foi professor Emérito de Filosofia da Universidade de Harvard, recebeu a Ordem do Mérito da Coroa Britânica em 1945, entre os detentores desta honraria na época estavam Winston Churchill, John Masefield, Ralph Vaughan Williams, o Professor Gilbert A. Murray e o Conde de Halifax

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A. N. WHITEHEAD, FILÓSOFO; Professor Emérito de Harvard, escreveu ‘Principia Mathematical’ com Bertrand Russell.

Alfred Whitehead; tornou-se professor emérito de filosofia em Harvard.

 

 

Alfred North Whitehead (nasceu em 15 de fevereiro de 1861 em Ramsgate, Kent, Inglaterra — faleceu em 30 de dezembro de 1947 em Cambridge, Massachusetts), foi filósofo e matemático de renome internacional, professor da Universidade de Harvard, filósofo amplamente conhecido, era membro do corpo docente desde 1924.

Antes de ir para Harvard, o Professor Whitehead já era reconhecido como matemático, tendo atuado por treze anos no Departamento de Matemática da Universidade de Londres e por quatorze anos como Professor Titular de Matemática no Imperial College of Science and Technology.

O professor Whitehead, da Universidade de Harvard, se aposentou em setembro de 1936, e se tornou professor emérito. Ele tinha 75 anos.

Professor Emérito de Filosofia da Universidade de Harvard, o Dr. Whitehead recebeu a Ordem do Mérito da Coroa Britânica em 1945. Esta condecoração, a mais alta honraria no mundo acadêmico, é concedida a apenas vinte e quatro homens, militares e civis.

Entre os atuais detentores desta honraria estão Winston Churchill, John Masefield (1878 — 1967), Ralph Vaughan Williams (1872 — 1958), o Professor Gilbert A. Murray (1866 — 1957 ) e o Conde de Halifax.

Aventureiro na Mente

O Dr. Whitehead foi um aventureiro supremo no reino da mente. Inglês que evoluiu de matemático para um dos filósofos e educadores mais importantes do mundo, ele colaborou com seu antigo aluno, Bertrand Russell (1872 — 1970), na obra monumental “Principia Mathematica”, na qual a dedução da matemática a partir da lógica formal foi alcançada.

Ele deu uma enorme contribuição à história do pensamento com sua “filosofia do organismo”, que ele definiu como relacionada ao “devir, ao ser e à interdependência das entidades reais”.

O Dr. Whitehead se autodenominava um “exemplo comum do tom geral do inglês vitoriano”, mas nele não havia nada de comum. Ele não apenas desenvolveu ideias filosóficas brilhantes, como também inventou um vocabulário totalmente novo para expressá-las. Seus termos, no entanto, às vezes dificultavam a compreensão de seu significado. Ele tinha um talento especial para apontar os erros dos sistemas filosóficos anteriores.

Nascido em Ramsgate, Inglaterra, filho do Cônego e da Sra. Alfred Whitehead, ele se destacou no Trinity College, da Universidade de Cambridge. Recebeu o título de Bacharel em Artes (BA) por Cambridge em 1884 e, posteriormente, os títulos de Mestre em Artes (MA) e Doutor em Ciências (D.Sc.) também por Cambridge. Detinha títulos honorários das Universidades de St. Andrews, Wisconsin, Harvard, Yale, Montreal, Manchester e McGill.

O Dr. Whitehead lecionou matemática no Trinity College de 1885 a 1911 e, posteriormente, matemática aplicada e mecânica no University College da Universidade de Londres, onde mais tarde se tornou leitor de geometria.

Em 1914, tornou-se professor de matemática aplicada no Imperial College of Science. Dez anos depois, ingressou em Harvard como professor de filosofia. Tornou-se professor emérito em 1936.

Primeiro trabalho filosófico em 1898

Autor de tratados sobre os axiomas da geometria projetiva e da geometria descritiva, ele deu sua primeira grande contribuição para a relação entre matemática e filosofia em 1898 com seu livro “Álgebra Universal”.

Em 1900, o Dr. Whitehead e o Sr. Russell participaram juntos de um congresso de matemática em Paris, onde tomaram conhecimento do trabalho que Giuseppe Peano estava desenvolvendo na Itália sobre os fundamentos da matemática.

Estudaram suas obras e começaram a preparar seus “Principia Mathematica”, que foram publicados em três volumes entre 1910 e 1913. Já havia sido demonstrado anteriormente que todos os ramos da matemática superior podiam ser interpretados como estudos das relações entre os números cardinais. Na obra de Whitehead e Russell, a própria aritmética cardinal foi demonstrada como dedutível de termos lógicos.

Em “O Conceito de Natureza”, publicado em 1920, o Dr. Whitehead protestou contra “a bifurcação da natureza em dois sistemas de realidade”. Segundo ele, a prioridade tradicional das qualidades primárias da matéria, principalmente coisas como forma e movimento, pareceria quase invertida em favor das qualidades secundárias, como cheiro ou cor.

Seu livro “O Princípio da Relatividade”, publicado em 1922, empregou as fórmulas métricas de Albert Einstein, mas os significados atribuídos aos símbolos algébricos eram diferentes. A experiência, escreveu ele, exigia uma base de uniformidade e, na natureza, disse ele, essa base era fornecida pela uniformidade das relações espaço-temporais.

Outros livros do Dr. Whitehead incluem “A Ciência e o Mundo Moderno” (1925), “A Religião em Formação” (1926) e “Simbolismo, Seu Significado e Efeito” (1927).

Em “Aventuras das Ideias” (1933), ele enfatizou que nossa tradição intelectual “é distorcida pela suposição perversa de que cada geração viverá substancialmente sob as condições que governaram a vida de seus pais e transmitirá essas condições para moldar com igual força a vida de seus filhos”.

Ele era membro da Royal Society, detentor da Medalha Sylvester da sociedade e foi presidente da Associação Matemática da Grã-Bretanha.

Alfred North Whitehead faleceu em 30 de dezembro de 1947 em sua casa, na cidade de Cambridge, Massachusetts, vítima de uma hemorragia cerebral após sofrer um AVC no fim de semana. Ele tinha 86 anos.

Sobrevivem ao Dr. Whitehead sua viúva, Evelyn Willoughby Wade, que foi sua companheira constante em viagens e trabalho; um filho, Thomas North Whitehead, diretor do programa de treinamento em gestão para pós-graduados em Radcliffe e membro do corpo docente da Escola de Administração de Empresas de Harvard; e uma filha, Jessie Marie Whitehead. três netos e quatro bisnetos.

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1936/11/30/archives — New York Times/ Arquivos/ Arquivos do The New York Times/ Exclusivo para o THE NEW YORK TIMES — CAMBRIDGE, Massachusetts, 29 de novembro — 30 de novembro de 1936)

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/1947/12/31/archives — New York Times/ Arquivos/ Arquivos do The New York Times/ Exclusivo para o THE NEW YORK TIMES — CAMBRIDGE, Massachusetts, 30 de dezembro — 31 de dezembro de 1947)

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