A primeira ministra negra da Itália

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Primeira ministra negra da Itália

Cecile Kyenge, uma oftalmologista e cidadã italiana originária da República Democrática do Congo (RDC), foi nomeada ministra da Integração por Enrico Letta.

A primeira ministra negra da Itália respondeu a uma enxurrada de insultos sexistas e racistas dizendo que ela tem orgulho de ser negra, não “de cor”, e que a Itália não é realmente um país racista.

Cecile Kyenge, uma oftalmologista e cidadã italiana originária da República Democrática do Congo (RDC), foi nomeada ministra da Integração pelo primeiro-ministro Enrico Letta dia 27 de abril de 2013, sendo uma das sete mulheres no novo governo.

Desde então, ela tem sido alvo de provocações em sites de extrema-direita, que têm a rotulado com nomes como “macaco congolês”, “Zulu” e “a negra anti-italiana”.

Ela também enfrentou insultos com toques de racismo de Mario Borghezio, membro da Liga do Norte no Parlamento Europeu, que no passado foi aliado do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Em referência a Kyenge, Borghezio chamou a coalizão de Letta um “governo bonga bonga” – uma brincadeira com o termo “bunga, bunga”, atribuído a Berlusconi – e disse que ela parecia ser “uma boa dona de casa, mas não uma ministra”.

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Kyenge rejeitou os comentários, que a presidente da câmara dos deputados, Laura Boldrini, qualificou como “vulgaridades racistas”. Kyenge planeja pressionar por uma legislação, a qual a Liga é contrária, que permitiria às crianças nascidas na Itália de pais imigrantes obterem a cidadania automática, em vez de terem que esperar até os 18 anos para reivindicá-la.

“Cheguei sozinha à Itália aos 18 anos e eu não acredito em desistir diante de obstáculos”, disse Kyenge, que deixou o Congo para que pudesse prosseguir os seus estudos em medicina.

Ela também rejeitou o termo “de cor”, usado para descrevê-la em muitos matérias na imprensa italiana, dizendo: “Eu não sou colorida, eu sou negra e digo isso com orgulho.”

Kyenge, que é casada com um italiano, disse não ver a Itália como um país particularmente racista e acreditava que as atitudes hostis derivavam principalmente da ignorância.

Boldrini disse a um jornal em 3 de maio de 2013 que recebe ameaças de morte online diariamente e um fluxo de mensagens contendo imagens sexualmente ofensivas.

“Quando uma mulher ocupa um cargo público, a agressão sexista dispara contra ela, sejam simples fofocas simples ou violentas… sempre usam o mesmo vocabulário de humilhação e submissão”, disse Boldrini ao jornal La Repubblica.

(Fonte: http://noticias.terra.com.br/mundo/europa – NOTÍCIAS – MUNDO – EUROPA – 3 de Maio de 2013)

(Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2013-05-03 – MUNDO – Reuters – 3 de Maio de 2013)

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