James Feron, foi correspondente estrangeiro aposentado do The New York Times, que fez reportagens em Londres, Jerusalém e Varsóvia, bem como nas Nações Unidas, sua cobertura jornalística abrangeu desde o Grande Assalto ao Trem Britânico até a guerra árabe-israelense de seis dias, passando pelo famoso discurso de Nikita S. Khrushchev nas Nações Unidas

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James Feron, veterano do Times de Westchester e do mundo.

 

James Feron (nasceu em 23 de junho de 1928 em Woodside, Queens — faleceu em 19 de junho de 2004 em Pittsfield, Massachusetts), foi correspondente estrangeiro aposentado do The New York Times, que fez reportagens em Londres, Jerusalém e Varsóvia, bem como nas Nações Unidas, ao longo de uma carreira de 40 anos.

Após ser destacado para o exterior em 1961, a cobertura jornalística do Sr. Feron abrangeu desde o Grande Assalto ao Trem Britânico até a guerra árabe-israelense de seis dias, passando pelo famoso discurso de Nikita S. Khrushchev nas Nações Unidas. Ele retornou a Nova York em 1973 para assumir um novo cargo como chefe da sucursal da editoria metropolitana no Condado de Westchester, posição que ocupou por 18 anos até sua aposentadoria em 1991. 

Inicialmente uma redação suburbana de uma só pessoa em White Plains, ela cresceu e passou a incluir outros repórteres e um grande grupo de escritores freelancers que ele recrutou. Ele próprio cobriu eventos de primeira página, como o julgamento de 64 dias de Jean S. Harris, uma ex-diretora de escola condenada em 1981 pelo assassinato do Dr. Herman Tarnower (1910 — 1980), cardiologista, nutricionista e seu companheiro de longa data.

Quase diariamente, o Sr. Feron relatava as complexidades legais do julgamento e as relações humanas intrincadas que envolviam um dos casos de assassinato mais sensacionais da época.

Eis como o Sr. Feron relatou parte do depoimento da Sra. Harris: Ela “lembrou-se de ter dividido um quarto no Hotel Ritz em Paris com o Dr. Tarnower em 1974, em uma de suas muitas viagens ao exterior, e de ter retornado certa noite para encontrar ‘uma carta de outra mulher no chão’. A Sra. Harris descreveu-a com um desdém gélido. ‘Parecia mais um trabalho acadêmico do que uma carta’, disse ela.”

Era a mesma dimensão humana que o Sr. Feron sempre trazia para seus escritos, seja em uma entrevista com o romancista israelense Shmuel Yosef Agnon (1888 — 1970), em um tributo de Paula Ben-Gurion ou em um perfil de expatriados israelenses em Nova York para uma revista.

Enquanto estava baseado em Westchester, foi repetidamente chamado para assumir missões temporárias no exterior durante a década de 1980, quando retornou a Jerusalém e cobriu a guerra britânica pelas Ilhas Malvinas e a operação militar dos Estados Unidos em Granada. Ele também voltou às Nações Unidas por um ano como chefe de redação.

James Martin Feron nasceu em 23 de junho de 1928 em Woodside, Queens, e se formou no Marietta College, em Ohio, em 1950. Ele ingressou no The Times em 1952, trabalhando como auxiliar de redação enquanto frequentava a Escola de Jornalismo da Universidade Columbia. (Ele recebeu o título de mestre em 1955 e retornou por vários anos nas décadas de 1970 e 1980 como professor adjunto de jornalismo.)

No jornal The Times, ele trabalhou como assistente de notícias noturnas, redator de notícias de rádio, revisor noturno e repórter de assuntos gerais antes de ser designado para a sucursal das Nações Unidas em Nova York, em 1959. Sua primeira missão no exterior foi em Londres, em 1961.

James Feron faleceu em 19 de junho em um lar de idosos em Pittsfield, Massachusetts, quatro dias antes de completar 76 anos.

A causa foi a doença de Parkinson, disse sua esposa, Jeanne Clare Feron.

Ele foi diagnosticado com a doença de Parkinson em 1984. Depois de se aposentar do The Times em 1991, continuou como colaborador freelancer da seção de Westchester até que sua saúde debilitada o impediu de continuar dois anos depois.

Antes de se mudar para Pittsfield, ele morava em Scarsdale, Nova York.

Além de sua esposa de 51 anos, conhecida como Jay, o Sr. Feron deixa três filhos: Robert J., de Silver Spring, Maryland; Michael J., de Coram, Nova York; e Andrew T., de Highland, Nova York; uma filha, Margaret F. Niles, de Troy, Nova York; um irmão, Thomas, de Eugene, Oregon; e sete netos.

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/2004/06/21/nyregion — New York Times/ NOVA IORQUE/ Por Wolfgang Saxon — 21 de junho de 2004)

©  2004 The New York Times Company
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