Irwin Schneiderman; dirigiu a Ópera da Cidade.
Irwin Schneiderman (nasceu no Brooklyn em 28 de maio de 1923 — faleceu em 16 de novembro de 2011 em Manhattan), advogado e líder filantrópico que guiou a Ópera da Cidade de Nova York por uma década de altos e baixos.
A especialidade jurídica do Sr. Schneiderman era assessorar empresas em dificuldades. Ele também era conhecido por seu apoio ao direito ao aborto, ao Brooklyn College e à organização Central Park Conservancy. Foi diretor emérito do Lincoln Center.
A missão da City Opera, descrita em 1943 pelo prefeito Fiorello La Guardia como “a ópera do povo”, era oferecer espetáculos acessíveis e com preços razoáveis para um público amplo. Isso atraiu o Sr. Schneiderman, que se descrevia como um “garoto do gueto judeu”. Quando aceitou a co-presidência da ópera em 1993, o Sr. Schneiderman disse que seu objetivo era simples: manter a ópera viva.
O Sr. Schneiderman travou muitas batalhas pela City Opera. Uma das primeiras foi persuadir o diretor-geral da ópera, Christopher Keene, a aceitar a contratação de Mark Weinstein, mais voltado para os negócios, como diretor executivo. O Sr. Weinstein estabilizou financeiramente a ópera.
Após o falecimento do Sr. Keene em 1995, o Sr. Schneiderman desempenhou um papel fundamental na contratação de Paul Kellogg, que havia sido diretor artístico da Glimmerglass Opera em Cooperstown, Nova York, para o cargo de diretor geral.
O Sr. Kellogg manteve seu vínculo com a Glimmerglass e conseguiu combinar os recursos das duas companhias. Ele trouxe novas produções, diversas estreias mundiais e um novo foco no Barroco para a City Opera.
O Sr. Schneiderman aplaudiu a declarada paixão do Sr. Kellogg por obras “incomuns”, com uma ressalva: “Incomum não significa necessariamente estranho”, disse ele em entrevista ao The New York Times.
Grande parte da gestão do Sr. Schneiderman foi dedicada à busca de uma nova sede para a City Opera, que há tempos reclamava da acústica ruim do New York State Theater no Lincoln Center (atual David H. Koch Theater), que dividia com o New York City Ballet.
Houve extensas discussões sobre a mudança para um novo complexo cultural no antigo local do World Trade Center, no centro da cidade, mas a ópera perdeu a disputa para outros grupos artísticos.
Em 2011, a companhia de ópera, que vinha enfrentando dificuldades financeiras, deixou o Lincoln Center por não ter mais condições de se manter no local. A ópera agora se apresentará em diversos locais da cidade.
Em meados da década de 1990, o Sr. Schneiderman era presidente de uma fundação sem fins lucrativos criada para comprar as estações de rádio pública WNYC-AM e FM da cidade de Nova York. A transação impediu que as estações fossem vendidas a compradores privados.
Irwin Schneiderman nasceu no Brooklyn em 28 de maio de 1923. Seu pai, Meyer, trabalhava no comércio atacadista de frutas e verduras, e sua mãe, Bess, era dona de casa. Ele morou em Williamsburg e Brooklyn Heights, entre outros bairros, e estudou na Boys High School. Formou-se no Brooklyn College em 1943, serviu na Marinha e, em 1948, graduou-se com louvor na Faculdade de Direito de Harvard, com seus estudos financiados pelo GI Bill.
Durante muitos anos, trabalhou no escritório de advocacia Cahill, Gordon & Reindel . Na década de 1980, representou a gestora de investimentos EF Hutton em um caso de fraude no qual a empresa se declarou culpada de 2.000 acusações de fraude postal e eletrônica em um esquema de emissão de cheques sem fundo. Posteriormente, foi o principal advogado da Drexel Burnham Lambert em um caso de fraude que levou à falência da firma em 1990.
Irwin Schneiderman morreu na quarta-feira 16 de novembro de 2011 em Manhattan. Ele tinha 88 anos.
A causa foram complicações de um AVC, disse Jennifer Cunningham, que é casada com o filho do Sr. Schneiderman, Eric T. Schneiderman, procurador-geral de Nova York.
Além do filho e da nora, o Sr. Schneiderman deixa a esposa, Roberta Haig; os irmãos Harold e Leonard; e uma neta.
(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/2011/11/17/nyregion — New York Times/ NOVA IORQUE/ por Douglas Martin — 17 de novembro de 2011)
© 2011 The New York Times Company

