Tomisaku Kawasaki, pediatra japonês que descobriu uma síndrome respiratória pouco comum nos jovens, cujos sintomas foram comparados com os de alguns dos mais jovens pacientes com coronavírus

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Pediatra japonês que descobriu doença de Kawasaki

 

O trabalho do pediatra japonês foi homenageado pela Academia Japonesa, pela Sociedade Pediátrica do Japão e pelo Governo Metropolitano de Tóquio.

 

 

Tomisaku Kawasaki (Asakusa, Tóquio, Japão, 7 de fevereiro de 1925 – 5 de junho de 2020), pediatra japonês que descobriu uma síndrome respiratória pouco comum nos jovens, cujos sintomas foram comparados com os de alguns dos mais jovens pacientes com coronavírus.

 

Em 1967, o pediatra escreveu um artigo na revista de observações clínicas sobre alergias “Arerugi” com as suas descobertas, o que levou a que a doença fosse batizada com o seu nome.

 

O médico, que começou a trabalhar em 1950 no que mais tarde se tornaria o Centro Médico da Cruz Vermelha japonesa, reformou-se em 1990 desta instituição e tornou-se líder de outra organização que se transformou no Centro de Pesquisa do Japão para a doença de Kawasaki.

 

A doença de Kawasaki é caracterizada pela inflamação dos vasos sanguíneos, que pode levar a complicações cardíacas com risco de vida na infância se não for tratada imediatamente.

 

A doença de Kawasaki é uma inflamação generalizada das artérias que ocorre em menores de cinco anos e que voltou à tona semanas atrás, diante das suspeitas de um possível vínculo com a Covid-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2.

 

A patologia rara tem uma incidência de 90 casos no Japão, e de 30 a 40 casos na Europa a cada 100 mil crianças, uma das principais causas de problemas cardíacos adquiridos em menores nos países desenvolvidos.

 

Alguns dos sintomas da doença de Kawasaki são: febre durante mais de cinco dias, erupção cutânea, olho vermelho, inflamação em lábios, garganta e língua. O tratamento inicial consiste em aspirina e imunoglobulina em doses altas.

 

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Tomisaku Kawasaki observou pela primeira vez em 1961 sintomas inexplicáveis em um menino de quatro anos no Japão. Ele tinha febre alta com conjuntivite, erupção cutânea e o corpo e a língua cor vermelho-framboesa.

 

Depois, encontrou 50 casos semelhantes, dos quais publicou uma descrição científica em 1967.

 

“O nome original (da síndrome) é longo. Nunca chamei de ‘doença de Kawasaki’, mas é assim que é conhecida”, declarou ao jornal japonês Mainichi Shimbun em 2017.

 

A doença tende a afetar mais os meninos do que as meninas e é mais comum em meninos de origem japonesa, embora agora seja diagnosticada em todo o mundo. A causa continua sendo um mistério.

 

As causas da doença ainda não foram determinadas, e não há evidências claras de que esteja ligada a um vírus ou bactéria, segundo a agência japonesa de notícias “Kyodo”.

 

Tomisaku Kawasaki teve contato com a doença pela primeira vez em 1961 e testemunhou vários casos similares nos anos seguintes. Em 1967, escreveu um artigo na revista de observações clínicas sobre alergias “Arerugi” com suas descobertas, motivo pelo qual a doença recebeu o seu nome.

 

Nos últimos meses, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, foi relatada uma doença inflamatória infantil com sintomas semelhantes à doença de Kawasaki.

Muitos pesquisadores tentam verificar o suposto vínculo entre essa nova doença pediátrica e a COVID-19, uma vez que muitas crianças apresentaram resultados positivos para o coronavírus.

Apesar de sua idade, Tomisaku Kawasaki continuava ativo na comunidade médica japonesa. Em 2019, presidiu o Centro de Pesquisa de Doenças de Kawasaki, uma organização não governamental.

 

Tomisaku Kawasaki faleceu em um hospital em Tóquio, em 5 de junho de 2020, aos 95 anos.

(Fonte: https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2020/06/10 – ÚLTIMAS NOTÍCIAS / Por Tóquio (EFE).- 10 jun 2020)

(Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2020/06/10 – ESTADOS DE MINAS / INTERNACIONAL / Por AFP – 10/06/2020)

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