Stanley Donen, ex-dançarino da Broadway que dirigiu alguns dos maiores musicais de Hollywood, diretor de ‘Cantando na Chuva’

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TAMBÉM ERA COREÓGRAFO

 

Stanley Donen, diretor de ‘Cantando na Chuva’

 

Ex-dançarino da Broadway levou sequências imaginativas de danças para a tela.

 

 

Stanley Donen, diretor de “Cantando na Chuva” recebe o Oscar honorário por sua carreira, em 1997. (Foto: Sam Mircovich/Reuters)

Além de Gene Kelly, cineasta trabalhou com estrelas como Cary Grant, Fred Astaire e Audrey Hepburn

 

Stanley Donen (Columbia, Carolina do Sul, 13 de abril de 1924 – 23 de fevereiro de 2019), antigo dançarino que dirigiu alguns dos maiores musicais de Hollywood, foi diretor de clássicos do cinema como “Cantando na Chuva” e “Charada”

 

 

“Cantando na Chuva”, com Gene Kelly, “Sete Noivas para Sete Irmãos” e “Um Dia em Nova York” fazem parte de sua filmografia.

 

 

O ex-dançarino da Broadway, que ganhou o prêmio honorário do Oscar pelo conjunto da obra em 1998 e impressionou a plateia com uma apresentação imprevista, levou sequências imaginativas de danças para a tela – Fred Astaire dançou em uma parede e no telhado em “Casamento Real” (1951) – durante uma carreira que o estabeleceu como um dos mestres do cinema musical.

 

 

Mas Donen também teve sucesso com outros gêneros, dirigindo a comédia “Bedazzled” (1967), com Peter Cook e Dudley Moore, o romance “Charada” (1963), com Cary Grant e Audrey Hepburn, e a comédia romântica “Indiscreta” (1958), com Grant e Ingrid Bergman.

 

 

Donen, que também era coreógrafo, dirigiu aquele que é considerado um dos melhores musicais da história do cinema, “Cantando na Chuva”, que estreou em 1952 com Gene Kelly como protagonista.

 

 

O diretor também foi responsável por outros musicais clássicos como “Sete Noivas para Sete Irmãos”, de 1954, e “Cinderela em Paris”, de 1957, com Fred Astaire e Audrey Hepburn.

 

 

 

Na década de 1960, Donen se mudou para o Reino Unido, onde dirigiu dois de seus maiores sucessos, ambos com Audrey Hepburn como protagonista: “Charada” (1963) e “Um Caminho para Dois” (1967).

 

 

Apesar de ter sido responsável por filmes que hoje são considerados referências na história do cinema, Donen nunca foi indicado ao Oscar, mas obteve a premiação honorária da Academia de Hollywood em 1998 por “uma obra marcada pela graça, a elegância, a engenhosidade e a inovação visual”.

 

 

Nascido na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, em abril de 1924, Donen começou a dançar quando tinha apenas 10 anos, após ver Fred Astaire no cinema.

 

 

“Vi Fred Astaire em ‘Voando para o Rio’ quando tinha 9 anos e isto mudou minha vida. Achei simplesmente maravilhoso, e a minha vida não era maravilhosa”, disse o diretor em entrevista para a revista “Vanity Fair” em 2013.

 

 

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Musical clássico

“Cantando na Chuva” (1952), co-dirigido por Donen ao lado de Kelly, é um clássico de música e dança, considerado pelo Instituto Americano de Cinema, em 2006, como o maior musical já realizado.

O filme apresenta uma das sequências mais memoráveis da história do cinema americano – Kelly cantando a música tema, carregando um guarda-chuva e dançando enquanto a água caía, em uma rua, com uma performance virtuosa e acrobática.

O longa, que mostra a Hollywood de 1927, quando os filmes transitavam do silêncio para o som, alcançou sucesso apenas modesto na época do seu lançamento, mas ganhou estatura com o passar dos anos.

 

Ao contrário de muitos outros musicais, foi feito para o cinema e não foi uma adaptação da Broadway. Donald O’Connor, Debbie Reynolds, Jean Hagen e Cyd Charisse fizeram parte do elenco.

Donen também co-dirigiu “Um Dia em Nova York” (1949), com Kelly, que atuou ao lado de Frank Sinatra na história de três marinheiros em terra firme.

O filme foi filmado fora do estúdio em Nova York – a primeira vez que isso aconteceu em um musical – e apresentou músicas marcantes como “New York, New York”.

 

 

 

Outros filmes

“Casamento Real”, dois anos depois, foi o primeiro trabalho solo de Donen na direção, com Fred Astaire atuando ao lado de Jane Powell.

Donen dirigiu o ambicioso “Sete Noivas para Sete Irmãos” (1954), com Powell e Howard Keel, e foi nomeado ao Oscar, por Melhor Filme. Como em “Um Dia em Nova York”, ganhou o Oscar de melhor música.

O último dos três filmes co-dirigidos por Donen e Kelly foi “Dançando nas Nuvens” (1955). Outros musicais dirigidos por Donen incluem: “Funny Face” (1957), com Astaire e Audrey Hepburn; “Um Pijama para Dois” (1957), com Doris Day e co-dirigido pela lenda da Broadway, George Abbott; e “Damn Yankees!” (1958), com Tab Hunter, também co-dirigido com Abbott.

Stanley Donen morreu em 21 de fevereiro de 2019, aos 94 anos de idade, de ataque cardíaco em Nova York.

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2019/02/23 – POP & ARTE / CINEMA / NOTÍCIA / Por Reuters – 23/02/2019)

(Fonte: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/efe/2019/02/23 – ECONOMIA / ENTRETÊ – FILMES E SÉRIES /  Por EFE – De Washington (EUA) – 23/02/2019)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Diretor de ‘Cantando na chuva’

Além de Gene Kelly, cineasta trabalhou com estrelas como Cary Grant, Fred Astaire e Audrey Hepburn

O cineasta americano Stanley Donen, foi diretor do clássico “Cantando na chuva” (1952), estrelado por Gene Kelly.

 

Donen nasceu em Columbia, na Carolina do Sul, em 1924. O realizador conheceu Kelly quando trabalhava como dançarino na Broadway. Mais tarde, ambos foram coreógrafos em Hollywood, onde assinaram a direção de “Um dia em Nova York” (1949), que contava com Frank Sinatra como um dos protagonistas, ao lado do próprio Kelly.

 

Outras estrelas da era de outro do cinema americano dirigidas por Donen foram Cary Grant, com quem fez quatro filmes (“O beijo da despedida”, “Indiscreta”, “Do outro lado, o pecado” e “Charada”), Deborah Kerr, Audrey Hepburn e Fred Astaire (com os dois últimos, realizou “Cinderela em Paris”).

 

O filme que marcaria sua carreira, contudo, foi mesmo “Cantando na chuva”, dirigido a quatro mãos com Gene Kelly. Numa entrevista para o “New York Times” em 1996, o cineasta afirmou que o colega não era fácil: “Como artista, o Gene está em as maravilhas do século XX… O que eu não gostava era seu jeito por trás das telas. Ele podia ser muito difícil comigo e com todo mundo. Era sempre uma colaboração complicada”, disse.

 

Em 1997, Donen recebeu das mãos de Martin Scorsese — até então também não agraciado com uma estatueta de melhor direção, que viria apenas em 2007, por “Os infiltrados” — um Oscar honorário por sua carreira.

No seu discurso de agradecimento, o diretor foi sucinto: “Nesta noite, as palavras parecem inadequadas. Nos musicais, seria quando colocaríamos uma canção”, disse Donen, que se apaixonou pelo gênero que lhe deu fama aos nove anos, quando assistiu a “Voando para o Rio” (1933), estrelado por Fred Astaire e Ginger Rogers.

 

Seu último longa foi o fracasso comercial “Feitiço do Rio” (1984), que trazia Michal Caine como protagonista.

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