Jacques Fauvet, jornalista e escritor francês, escreveu vários livros, destaque para duas obras de carácter histórico que publicou: ‘‘A História do Partido Comunista Francês’’ (1964 e 1965) e ‘‘A Quarta República’’ (1959)

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Jacques Fauvet, jornalista e ex-diretor do Le Monde

Retrato de Jacques Fauvet, diretor da CNIL, em 26 de novembro de 1984 na França. (Foto de Eric BOUVET/Gamma-Rapho via Getty Images)

 

Jacques Fauvet (nasceu em Paris, em 9 de junho de 1914 – faleceu em Paris, em 1° de junho de 2002), jornalista e escritor francês, que dirigiu o jornal diário mais prestigiado da França, Le Monde, por mais de uma década. Tido como um grande conhecedor da vida parlamentar, dedicou todo o seu tempo ao serviço da informação.

Após ingressar no jornal no final da Segunda Guerra Mundial, o Sr. Fauvet tornou-se correspondente político-chefe em 1948 e, em seguida, atuou como editor-adjunto de 1958 até 1963, quando foi nomeado editor-chefe.

Em 1969, tornou-se diretor-geral, o cargo mais alto do Le Monde, após a aposentadoria do fundador do jornal, Hubert Beuve-Méry (1902 – 1989). O Sr. Fauvet ocupou o cargo até 1982.

O Sr. Fauvet manteve a postura tradicional de centro-esquerda do jornal, bem como sua aparência austera, publicando desenhos a traço, mas nunca usando fotografias.

Foi convocado em 1939 com o posto de oficial nos blindados, permaneceu cinco anos prisioneiro (1940-1945) na Alemanha.

Libertado pelo exército vermelho em 1945, entrou para o Le Monde como redator. Fauvet escreveu vários livros, entre os quais ‘‘História do Partido Comunista Francês’’.
Depois de mais de 20 anos a ocupar cargos como chefe de serviço político ou principal redator, Fauvet assume a direção do diário em 1969.

Em 1980, o Sr. Fauvet e um editorialista, Philippe Boucher, foram processados ​​sob uma lei obscura, acusados ​​de “atacar a autoridade e a independência do judiciário” por publicarem artigos que criticavam decisões judiciais em um escândalo político. O escândalo surgiu devido a uma suposta doação de diamantes ao presidente Valéry Giscard d’Estaing por Jean-Bedel Bokassa, quando este era ditador da República Centro-Africana.

As acusações, apresentadas por Alain Peyrefitte, principal assessor jurídico de Giscard d’Estaing, foram retiradas no ano seguinte, quando um tribunal de Paris concedeu anistia aos dois jornalistas sem analisar o mérito do caso.

Anteriormente, em 1976, Fauvet foi acusado de tentar impedir a publicação de um livro de um ex-jornalista do Le Monde, que alegava que o jornal demonstrava um viés sistemático de esquerda. O autor, Michel Legris, afirmou que Fauvet o ameaçou de não revisar trabalhos futuros de nenhuma editora que publicasse seu livro.

Jacques Jules Pierre Constant Fauvet nasceu em 9 de junho de 1914, em Paris. Ele começou sua carreira jornalística no L’Est Républicain, um jornal de Nancy, no leste da França. Enquanto servia como oficial de tanque durante a Segunda Guerra Mundial, Fauvet foi capturado pelos alemães e mantido prisioneiro por cinco anos.

Foi Presidente da Comissão Nacional Informática e Liberdade (CNIL) de 1984 a 1999 e membro da Comissão Consultiva dos Direitos do Homem, entre 1984 e 86, e vice-presidente da Comissão Francesa para a UNESCO, de 1988 a 1991.

Como escritor, destaque para duas obras de carácter histórico que publicou: ‘‘A História do Partido Comunista Francês’ (1964 e 1965) e ‘‘A Quarta República’ (1959).

(Fonte: https://www.terra.com.br/istoegente/149/aconteceu – Edição 149 – ACONTECEU / por Dirceu Alves Jr. – 10/06/2002)

(Fonte: https://www.publico.pt/2002/06/02/portugal/noticia – PORTUGAL/ NOTÍCIA – 2 de Junho de 2002)

(Direitos autorais reservados: https://www.nytimes.com/2002/06/04/world — New York Times/ MUNDO/ por Paul Lewis – 4 de junho de 2002)

© 2002 The New York Times Company

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