Ricardo Zarattini, ex-deputado federal, foi um dos presos políticos soltos, em troca da liberação do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick

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Ricardo Zarattini, ex-deputado pelo PT e preso político

 

Ricardo Zarattini

Zarattini entre os presos políticos trocados pelo embaixador dos EUA durante a Ditadura Militar — (Foto: Reprdoução/Facebook Carlos Zarattini)

 

Ele foi um dos 15 presos políticos soltos, em 1969, em troca da liberação do embaixador norte-americano.

 

 

Ricardo Zarattini (Campinas, 1935 – São Paulo, 15 de outubro de 2017), ex-deputado federal, histórico militante da esquerda brasileira, um dos líderes históricos da resistência à ditadura, um militante obstinado da democracia,

 

 

Pai do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), Ricardo nasceu em Campinas, onde foi presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE) e participou da campanha “O Petróleo é Nosso”, além de ter sido militante do PCB, do PCBR e da ALN.

 

Engenheiro, Zarattini filiou-se ao Sindicato dos Metalúrgicos da Baixada Santista onde se juntou às lutas e greves dos trabalhadores pelo 13º salário. Foi um militante perseguido pela ditadura militar, tendo sido preso político.

Ele foi exilado na troca pelo embaixador americano Elbrick e voltou ao Brasil, continuando sua luta pela democracia, tendo sido preso em 78 e anistiado em 79.

 

Ele foi um dos 15 presos políticos soltos, em 1969, em troca da libertação do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick. Pai do líder do PT na Câmara, o deputado federal Carlos Zarattini, e irmão do ator Carlos Zara (1930-2002).

 

Zarattini entendia profundamente a gravidade do momento do alto da experiência de quase 70 anos de militância pela soberania nacional, participou ativamente como dirigente estudantil da Campanha O Petróleo é Nosso, militou por um País mais justo e pela democracia.

 

Preso pela ditadura militar foi banido e viveu em Cuba. De volta ao Brasil, se envolveu na luta pela reconquista da democracia e pela anistia. Foi dirigente do Partido Comunista Brasileiro e do MR-8, na década de 80 filia-se ao PT.

 

Foi deputado federal durante o primeiro governo Lula.

 

 

Trajetória

 

 

Ricardo Zarattini Filho – Iniciou sua militância política quando ainda era secundarista. Aos 16 anos, participou da campanha “O Petróleo é Nosso”, que resultou na criação da Petrobras. Foi também presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo.

 

Em 1964, no início da ditadura militar, Zarattini trabalhava como engenheiro no Nordeste e atuava na reorganização do movimento canavieiro. Em 1968, integrava o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). Preso três dias antes da decretação do Ato Institucional Nº 5 (AI-5), foi torturado e permaneceu no Quartel Dias Cardoso (PE), onde fez amizade com alguns soldados e passou a lecionar para eles.

 

Em 1969, conseguiu fugir com a ajuda dos soldados. Ficou escondido em Pernambuco por um mês, com o auxílio de Dom Hélder Câmara, e depois se dirigiu a São Paulo, onde foi preso pela Operação Bandeirante (Oban). Sofreu torturas por 14 dias seguidos. Sua libertação ocorreu no mesmo ano, junto com outros 14 companheiros, em troca do embaixador estadunidense Charles Burke Elbrick.

 

Zarattini seguiu para o México, depois para Cuba e Chile. Em 1974, voltou ao Brasil clandestinamente e, em maio de 1978, foi novamente preso e torturado. No ano seguinte, foi libertado em decorrência da anistia.

 

 

Na década de 1980, participou das lutas pelos direitos dos trabalhadores e atuou na Assembleia Nacional Constituinte como assessor. Militante do Partido dos Trabalhadores (PT), candidatou-se à Câmara dos Deputados em 2002, mas somente em 2004 passou a exercer o mandato de deputado federal.

 

 

Ricardo Zarattini foi inocentado, em 2013, da acusação de ser o responsável, ao lado de Ednaldo Miranda, pela explosão de uma bomba no saguão do Aeroporto dos Guararapes do Recife, ocorrida em 1966. A reparação foi possível graças a documentos dos órgãos de segurança, apresentados pela Comissão Estadual da Memória e Verdade Dom Hélder Câmara, que os livram da acusação.

 

Ricardo Zarattini morreu em São Paulo em 15 de outubro de 2017. Ele tinha 82 anos e estava internado na UTI do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

(Fonte: https://g1.globo.com/sao-paulo/noticia – SÃO PAULO – NOTÍCIA / Por G1 SP – 

(Fonte:http://www.vermelho.org.br/noticia – NOTÍCIA / Por Portal Vermelho – 16/10/2017)

 

 

 

 

 

 

 

Ernesto Geisel revoga banimento

Ricardo Zarattini, um dos 15 presos políticos trocados pelo ex-embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, sequestrado em setembro de 1969, foi beneficiado pelo primeiro ato de revogação de banimento, após 1964, baixado em 9 de junho de 1978 pelo presidente Ernesto Geisel.

Segundo nota do Ministério da Justiça, Zarattini foi preso ao ingressar em território brasileiro e será apresentado para julgamento, já que o revogamento não o isenta da responsabilidade penal pelos atos cometidos.

(Fonte: Zero Hora – Ano 45 – N°15.625 – 10 de junho de 2008 – HÁ 30 ANOS EM ZH – 10 DE JUNHO DE 1978 – Pág: 55)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

(Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/10 – PODER / – 15 de out de 2017)

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