Primeiro monumento do país e da América Latina destinado a denunciar a tortura do porão militar

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Em agosto de 1993, instalou-se o primeiro monumento do país – e da América Latina – destinado a denunciar a tortura do porão militar. Tortura Nunca Mais exibe uma réplica estilizada do mais famoso instrumento de massacre de presos políticos – o pau-de-arara – à praça pública, no Recife. Construída pelo prefeito, a obra está plantada na Praça Padre Henrique, no centro da cidade, às margens do Rio Capibaribe. O monumento se compõe de dois elementos, um boneco de concreto de 240 quilos, de feições neoclássicas, que reproduz a posição dos presos no pau-de-arara. Suspenso por um cabo de aço a 4 metros de altura, o boneco é emoldurado por uma placa metálica que exibe os 356 nomes de desaparecidos e mortos durante a ditadura.
Assim como o Museu do Holocausto, inaugurado em Washington em 1993, com o intuito de lembrar a chacina de 6 milhões de judeus durante a II Guerra Mundial, o monumento pernambucano foi feito para perturbar. A idéia de construí-lo nasceu em 1986 entre parentes de desaparecidos que desejavam denunciar a violência da ditadura.
Os monumentos a temas ou personagens históricos têm a utilidade de perpetuar a memória dos fatos ou de pessoas e raramente impressionam pela beleza.

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(Fonte: Revista Veja, 1993 – ARTE – Nº35 – Ano26 – Edição 1303 – Por Ângela Pimenta – Pág;111)

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