Mary Ellen Mark, renomada fotógrafa americana que documentou os mais variados temas – de crianças carentes a líderes mundiais

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Ela retratou os mais diversos temas, de crianas carentes a líderes mundiais

A fotógrafa Mary Ellen Mark - (Foto: Todd Williamson / AP)

A fotógrafa Mary Ellen Mark – (Foto: Todd Williamson / AP)

 

Mary Ellen Mark (Elkins Park, Pensilvânia, 20 de março de 1940 Nova York, 24 de maio de 2015), ficou conhecida por projetos documentais e retratos, à renomada fotógrafa americana documentou os mais variados temas – de crianças carentes a líderes mundiais, ela trabalhou como freelancer para a lendária agência Magnum e produziu ensaios para revistas como LifeThe New York Times MagazineThe New YorkerRolling Stone e Vanity Fair.

Ao longo de várias décadas, Mary Ellen, que nasceu em Elkins Park, próximo à cidade de Filadélfia, na Pensilvânia, produziu imagens que os críticos chamaram de “um dos estudos mais delicadamente sombreados sobre vulnerabilidade já postos em película”. Alguns de seus retratos incluem celebridades e mulheres internadas em hospícios.

O trabalho de Mary Ellen foi publicado em revistas proeminentes, como “Life”, “The New York Times Magazine”, “The New Yorker”, “Rolling Stone” e “Vanity Fair”. Ela trabalhou ainda como freelancer para a agência Magnum. Em um projeto, acompanhou, durante três décadas, a vida de uma prostituta de 14 anos viciada em heroína. Também publicou 18 livros.

Em 1976, a fotógrafa passou 36 dias em um hospital psiquiátrico do Estado de Oregon, nos EUA, para documentar a ala feminina da instituição. O trabalho gerou o fotolivro Ward 81, lançado no mesmo ano. Em entrevista à Time, em 1978, Mark afirmou que “queria fazer um ensaio sobre as personalidades das pessoas que são trancadas longe da sociedade e mostrar um pouco quem realmente são”. “Eu não queria exibi-las como malucas exóticas.”

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Entre os prêmios que recebeu ao longo de sua carreira estão o Cornell Capa, em 2001, e o Lifetime Achievement in Photography, entregue no ano passado. Em 1988, pelo conjunto de sua obra, a americana recebeu o World Press Photo, maior prêmio dedicado ao fotojornalismo.

Ela voltaria a vencer o concurso em 2004 com a série de retratos “Twins”, na qual fotografa gêmeos com uma câmera de grande formato. Em texto publicado no site da fotógrafa, Mark diz que o equipamento possibilitou mostrar, em detalhes, não só como gêmeos são parecidos, mas também as sutilezas que os diferenciam.

Mark ainda participou da produção de diversos longa-metragens, nos quais registrou os bastidores das filmagens. Além de A Fantástica Fábrica de Chocolate (2005) e Peixe Grande (2003), a fotógrafa trabalhou em Babel (2006), do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, vencedor do Oscar neste ano por Birdman. Ao lado de Patrick Bard, Graciela Iturbide e Miguel Rio Branco, Mark foi responsável por acompanhar o processo do longa encenado em Japão, México e Marrocos. O resultado coletivo foi publicado pela editora Taschen.

Ela também ficou conhecida pela série “Streetwise”, sobre adolescentes que sobrevivem como prostitutas, mendigos e traficantes de drogas nas ruas de Seattle. Concebida a partir da reportagem “Streets of the Lost” (Ruas da Perdição), que realizou para a revista Life, a obra originou um documentário dirigido por Martin Bell, cineasta e marido da fotógrafa.

O último projeto de Mary Ellen foi em New Orleans, no décimo aniversário da passagem do furacão Katrina. No cinema, ela fotografou os bastidores de filmes como “Peixe Grande e suas histórias maravilhosas” (2003), “A fantástica fábrica de chocolate” (2005) e “Babel” (2006).

Mary Ellen Mark morreu em Nova York, dia 24 de maio de 2015, aos 75 anos, antes de concluir seu 19º livro, editado pela fundação americana Aperture, que seria baseado na prostituta Tiny, fotografada durante “Streets of the Lost”.

(Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/caderno-g/artes-visuais -6xq3x8w8a35v6fbgxr1z47lcc – CADERNO G – Artes Visuais – FOLHAPRESS – 26/05/2015)

(Fonte: http://oglobo.globo.com/cultura/artes-visuais -16268226#ixzz3bL7okrib – NOVA YORK – CULTURA – ARTES VISUAIS – POR O GLOBO / COM AP – 26/05/2015)
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