José Carlos Fragoso Pires, ex-magnata, armador, dono da Frota Oceânica, aquela que foi uma das maiores companhias de navegação brasileira, ex-presidente do Jockey Club Brasileiro

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José Carlos Fragoso Pires, ex-magnata, armador, criador de cavalos e ex-presidente do Jockey Club Brasileiro

 

 

José Carlos Fragoso Pires, ex-magnata, armador, dono da Frota Oceânica, aquela que foi uma das maiores companhias de navegação brasileira, ex-presidente do Jockey Club Brasileiro.

 

Conhecido por anos por sua fortuna, o ex-magnata, já chegou a ter 27 empresas em seu nome. Entre elas, estavam as falidas Frota Oceânica e Amazônica e Álcalis. Ele também dominou o universo equestre. Sua família era dona do Haras Santa Ana do Rio Grande, que liderou a estatística de vencedores de corridas no Hipódromo da Gávea nos anos 1980 e 1990. Na década de 90, Fragoso presidiu duas vezes o Jockey Club Brasileiro, o que lhe conferiu ainda mais status na sociedade carioca.

 

No fim dos anos 1990, o empresário começou a se desfazer de bens. Em 1997, perdeu a corretora e o Banco Vega. Na época, endividado em R$ 300 milhões, ele contratou o banco suíço Union Bancaire Privé para reestruturar os negócios, mas não deu certo. No mesmo período, vendeu o apartamento do Upper East Side, em Nova York, negociou metade do seu plantel de cavalos, que chegou a ter 300 animais, e passou adiante o jatinho. Também abriu mão da mansão em Angra dos Reis. Foi nessa época que o empresário começou a se desfazer das empresas.

 

O advogado da família, em entrevista ao jornal O Globo em 2013, atribui o início dos problemas financeiros à decisão de Fragoso Pires de comprar, em 1992, a Companhia Nacional Álcalis, que na época tinha a exclusividade da fabricação de barrilha (matéria-prima do vidro) no país. Anos depois, o monopólio da Álcalis foi quebrado, e empresas estrangeiras conseguiram entregar barrilha importada a preços mais competitivos. Com prejuízo, Fragoso repassou o comando da companhia a um grupo de funcionários, em 2006.

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Pelo menos desde 2013, uma cobertura de quase 4.000m² que pertencia a ele estava a venda. Encalhada há 7 anos, a mansão pertenceu a  Jorginho Guinle antes de ser adquirida por Fragoso. Especialistas avaliavam o local em menos da metade do preço pedido pela imobiliária com o menor valor.

 

Fragoso Pires é nome, digamos, eternizado não só no Jockey Club Brasileiro, de onde foi presidente por dois mandatos, como também por ser criador de cavalos puros-sangues, tanto quanto na sociedade carioca, família muito expressiva. Além disso, era dono de um dos mais representativos endereços do Rio: a cobertura do prédio 284, da Praia do Flamengo, de 3.800 m², com vista para a Baía da Guanabara, apartamento comprado do playboy Jorginho Guinle, à venda há anos.

 

Sua passagem pelo Jockey, na década de 90, é lembrada como das épocas mais imponentes do clube, tendo sua mulher, Angela, à frente das festas black-tie. Esse é seu segundo casamento, cuja família  era formada por oito filhos: três dela e cinco dele (todos o chamavam de pai). O sobrenome Fragoso Pires é lembrado ainda por uma fase de declínio financeiro, também desde os anos 90, quando a crise atingiu os navios cargueiros, mas muito mais vinculado a riqueza, classe e elegância.

Fragoso faleceu em 23 de outubro, aos 87 anos na Barra, no Rio de Janeiro, já estava recluso antes da pandemia.

De dezembro de 2019 pra cá, venceu três pneumonias, um câncer na garganta e a Covid-19 (supõe-se infectado em março, durante noivado da neta Alessandra, único evento a que participou), além do Mal Parkinson, que o acompanhava há alguns anos. Nada, porém, comparado ao golpe sofrido com a notícia da doença do filho, Rafael, o Fafa, morto em maio, diagnosticado com leucemia e depois contaminado pelo coronavírus.

(Fonte: Zero Hora – ANO 57 – N° 19.850 – 24 E 25 OUTUBRO 2020 – MEMÓRIA/TRIBUTO – Pág: 27)

(Fonte: https://diariodorio.com – CIDADE / RIO DE JANEIRO / Por  Larissa Ventura – 

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