John Sulston, um dos pioneiros da pesquisa que levou à decodificação do genoma humano, Nobel por seu estudo do genoma

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Geneticista britânico John Sulston recebeu o Nobel de Medicina em 2002 pela sua pesquisa sobre genes ao lado de colegas

 

O vencedor do Nobel de Medicina John Sulston – (Foto: AFP / ADRIAN DENNIS)

 

 

Pioneiro na decodificação do genoma humano

 

Foto de arquivo de 24/06/2004 mostra John Sulston, um dos pioneiros da pesquisa que levou à decodificação do genoma humano, durante visita ao Centro de Estudos de Genoma da USP, em São Paulo. (Foto: Epitácio Pessoa/Estadão)

Foto de arquivo de 24/06/2004 mostra John Sulston, um dos pioneiros da pesquisa que levou à decodificação do genoma humano, durante visita ao Centro de Estudos de Genoma da USP, em São Paulo. (Foto: Epitácio Pessoa/Estadão)

 

O Nobel de Fisiologia e Medicina em 2002 contribuiu na fundação de um dos centros que lideram no Reino Unido a pesquisa sobre genética

 

John Edward Sulston (Cambridge, 27 de março de 1942 – 9 de março de 2018), cientista britânico, um dos pioneiros da pesquisa que levou à decodificação do genoma humano, vencedor do Prêmio Nobel e uma das principais figuras na corrida para decifrar o genoma humano.

Graduado pela Universidade de Cambridge em 1963, Sulston realizou diversas pesquisas na Califórnia em sua juventude, e foi o maior cientista a estudar sobre o genoma humano.

Em 2002, Sulston recebeu o Nobel junto ao colega britânico Sydney Brenner e ao americano Robert Horvitz, em reconhecimento por suas descobertas para o estudo do genoma, por seus estudos sobre como os genes regulam o desenvolvimento do organismo e como as células morrem.

Em 2002, ele recebeu o Nobel de Medicina junto com o britânico Sydney Brenner e o americano H. Robert Horvitz pela sua pesquisa sobre genes.

Eles expuseram o mecanismo pelo qual os genes regulam a morte programada das células, um processo vital para a compreensão do câncer.

 

John Sulston, em imagem de arquivo de fevereiro de 2001 (Foto: Adam Butler / Arquivo / AP Photo)

 

 

Sulston ficou conhecido por liderar a contribuição da Grã-Bretanha para o projeto internacional para mapear o genoma humano, e pela sua insistência em que os dados fossem colocados no domínio público.

Sulston recebeu o prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina em 2002 pela sua contribuição à compreensão do mecanismo que permite aos genes controlar a divisão e a morte celular a fim de conformar um organismo completo.

Em 2002, Sulston recebeu o Nobel junto a seu colega britânico Sydney Brenner e ao americano Robert Horvitz, em reconhecimento por suas descobertas para o estudo do genoma.

Utilizando um verme – o Caenorhabditis elegans – os cientistas conseguiram desvendar parte do mecanismo mediante o qual os genes regulam a morte programada das células, um processo vital para se entender o câncer.

Sulston era conhecido por liderar a contribuição do Reino Unido a um projeto internacional para mapear o genoma humano e por sua insistência em levar os dados ao domínio público.

– Sua dedicação ao acesso gratuito a informações científicas foi a base do movimento de acesso aberto e ajudou a garantir que a sequência de referência do genoma humano fosse publicada abertamente, em benefício de toda a humanidade – disse Jeremy Farrar, diretor do Wellcome.

Sulston fundou o que era então o Centro Sanger, perto de Cambridge, em 1992, e foi seu diretor até 2000. Este é hoje um dos principais centros de pesquisa do genoma no mundo.

Sulston fundou o centro Sanger, Instituto Sanger (Reino Unido) situado na região de Cambridge, em 1992, que dirigiu até 2000. Hoje a instituição é uma das mais importantes do mundo consagradas à pesquisa sobre o genoma humano.

O cientista contribuiu, além disso, para fundar em Hinxton, perto de Cambridge (centro da Inglaterra), o Instituto Sanger, um dos centros que lideram no Reino Unido a pesquisa sobre genética.

Sulston foi nomeado em 2017 pela rainha Elizabeth II membro da Ordem dos Companheiros de Honra do Reino Unido pelas suas contribuições à ciência e a sociedade.

John Sulston morreu aos 75 anos, anunciou o instituto que ele fundou.
Mike Stratton, diretor do Instituto Wellcome Sanger, descreveu o professor, que morreu em 9 de março de 2018, como um “grande líder científico visionário”.

(Fonte: Zero Hora – ANO 54 – Nº 19.040 – 20 de março de 2018 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 27)

(Fonte: https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia – SOCIEDADE – CIÊNCIA / por AFP – 10/03/2018)
(Fonte: http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral – NOTÍCIAS – GERAL – INTERNACIONAL – LONDRES / Por EFE – 09 Março 2018)
(Fonte: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia – CIÊNCIA E SAÚDE / Por France Presse – 10/03/2018)
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