Jean-Pierre Mocky, foi um dos grandes diretores de sátiras na França, trabalhou com Felline e Antonioni

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Ao longo de sua carreira, diretor foi responsável por mais de 60 filmes

 

Foi indicado pelo menos duas vezes ao Urso do Festival de Berlim, em 1963 e 1987, por “O Ladrão de Milagres” e “O Piedoso Ladrão

 

Jean-Paul Adam Mokiejewski (Nice, 6 de julho de 1933 – 8 de agosto de 2019), cineasta francês, conhecido como Jean-Pierre Mocky, foi um dos diretores mais irreverentes do cinema francês. Considerado um dos diretores mais irreverentes do cinema francês, foi responsável por mais de 60 filmes, entre eles “Os Libertinos” e “O Ladrão de Milagres”, Mocky era considerado sempre à margem, um resmungão incorrigível e, acima de tudo, livre.

 

 

Influenciado pelos cineastas da era de ouro de Hollywood e nomes como Frank Capra, Irmãos Marx, além de Hitchcock e Welles, Mocky trabalhou com Felline e Antonioni. Como diretor se uniu aos talentos de Bourvil, Catherine Deneuve, Charles Aznavour e Gérard Depardieu.

 

Em sua longa carreira, trabalhou com grandes nomes, de Bourvil a Catherine Deneuve, passando por Charles Aznavour e Gérard Depardieu.

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Ele nasceu em Nice, em 6 de julho de 1933, de pais emigrados da Polônia. Contudo, algumas biografias indicam 1929 como a data de nascimento, por, conforme os cineastas, seu pai o envelheceu para permitir que ele viajasse sozinho. Quando criança, fez uma aparição em “Les Visiteurs du soir”, de Marcel Carné, em 1942, filmado em parte nos estúdios Victorine. No pós-Segunda Guerra Mundial, teve atividade prolífica contida e papéis secundários no cinema francês dos anos 1950.

Seu primeiro filme deveria ter sido “La Tête contre les murs”, em 1958, cuja narrativa foi adaptada de um romance de Hervé Bazin, ambientada em um asilo psiquiátrico, foi escrita por ele. Contudo, os produtores impuseram um diretor mais experiente, George Franju. Revoltado, Mocky reivindicou toda a sua vida um papel muito ativo em sua realização e o citou sistematicamente em sua filmografia.

 

 

Em 1959, ele assinou seu primeiro longa-metragem, de fato, “Les Dragueurs”, contando a história de dois homens, interpretados por Jacques Charrier e Charles Aznavour, em busca de mulheres para seduzir nas ruas de Paris. Foi realizando comédias marcadas pelo selo do estranho e a sátira social, atacando as instituições, que ganhou fama: em “Snobs”, de  1962, atacou a burguesia por meio da história de uma sucessão à frente de um laticínio industrial, em “Les Compagnons de la marguerite”, imagina funcionários da prefeitura falsificando certidões de casamento para evitar o peso dos procedimentos de divórcios.

 

 

Também trabalhou na televisão, fazendo filmes, incluindo duas séries, de 2007 e 2013. Casado três vezes, desistiu de contar seus filhos. “Eu tenho 17 filhos conhecidos. Ou mais, as mulheres com as quais cruzei ao tempo em um fugaz corpo-a-corpo estão na casa das centenas”, escreveu em um amargo livro de memórias, “Mocky soit qui mal y pense”, de 2016.

Jean-Pierre Mocky faleceu em sua residência. Mocky tinha 86 anos, completados em julho, apesar de haver um mistério em torno de sua idade.

Há certa confusão com sua idade. Algumas biografias indicam que o diretor teria nascido em 1929, porque seus pais teriam alterado sua certidão de nascimento, na época, para possibilitar que ele viajasse sozinho.

(Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda – ARTE & AGENDA / Por Correio do Povo – 08/08/2019)

(Fonte: Zero Hora – ANO 56 – N° 19.473 – 9 de AGOSTO de 2019 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 27)

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