Gloria Vanderbilt, símbolo da aristocracia de NY, foi uma das pioneiras do jeans e membro de uma das famílias mais célebres dos EUA

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Herdeira e diva da moda, Gloria se aventurou em diferentes expressões artísticas, da moda à literatura erótica

 

Ícone da moda, socialite, atriz, escritora e empresária

 

 

 

A estilista Gloria Vanderbilt, em 23 de agosto de 1954 – (Foto: INTERCONTINENTALE/AFP/Arquivos)

 

Símbolo da aristocracia de NY, Gloria Vanderbilt foi ‘gossip girl’ da vida real

 

 

 

Em 13 de Outubro de 2004, durante o lançamento de seu livro de memórias “It Seemed Important at The Time”, em Nova York (Foto: STEPHEN CHERNIN / AFP – 13/10/2004)

 

 

Uma das pioneiras do jeans e herdeira de magnata, ela fez dívidas e teve de ir viver na casa do filho

 

À luz dos holofotes, a ‘pobre menina rica’ experimentou glamour e tragédias

 

 

Gloria Laura Vanderbilt (Manhattan, Nova York, 20 de fevereiro de 1924 – 17 de junho de 2019), socialite, modelo, estilista e ícone da moda, membro e herdeira da quinta geração de uma das famílias mais célebres dos Estados Unidos.

 

 

Ícone fashion, ela era herdeira de uma das maiores fortunas familiares da História dos Estados Unidos. A socialite americana era um dos maiores nomes da moda. Os Vanderbilts são uma das legendárias famílias ricas dos Estados Unidos. Gloria era descendente do magnata ferroviário Cornelius Vanderbilt. A fortuna da família, calculada em US$ 200 milhões no final do século 19, foi gradualmente diluída ao longo das décadas pelo aumento dos gastos (tanto filantrópicos quanto supérfluos) e declínio dos negócios ferroviários.

 

 

Vanderbilt tornou-se um símbolo da moda nos anos 1970, ao lançar uma linha homônima de calças jeans justas que ostentavam sua assinatura e o logotipo de cisne, sua marca registrada. Ela nasceu em Nova York, e era trineta de Cornelius Vanderbilt, magnata dos transportes ferroviário e aquaviário que, no século XIX, acumulou uma das maiores fortunas dos Estados Unidos.

 

 

Ao longo de sua vida, a socialite se interessou por teatro, pintura, poesia e modelagem. Estrelou musicais na Broadway nos anos 1950 e 1960 e séries de televisão. Algumas de suas obras de arte foram compradas pela empresa de cartões Hallmark, para lançar uma linha de produtos de papel no início dos anos 1970.  Por seus desenhos de moda, ganhou o Prêmio Neiman Marcus Fashion de 1969. Além dos jeans, Vanderbilt também lançou sua própria linha de perfumes, sapatos, artigos de couro e acessórios.

 

 

A infância da designer de moda foi marcada por um intenso conflito judicial entre sua mãe, Gloria Morgan Vanderbilt, e sua tia, Gertrude Vanderbilt Whitney, fundadora do Museu Whitney de Arte Americana. A disputa pela herança da menina, estimada à época em US$ 2,5 milhões (equivalentes a pelo menos US$ 33 milhões hoje), se tornou um dos casos mais comentados na imprensa da época.

 

A tataraneta do magnata ferroviário Cornelius Vanderbilt esteve no centro das atenções quando protagonizou uma batalha por sua custódia na década de 1930, antes de alcançar a fama por seu trabalho na concepção de sua própria linha de calças jeans e moda para mulheres.

 

 

Vanderbilt teve uma infância conturbada, com batalha judicial entre a mãe e uma tia paterna pela custódia dela e de sua herança. Foi casada quatro vezes e teve quatro filhos.

Começou a carreira de modelo aos 17 anos. Também foi designer de moda e lançou linhas de vestidos, perfumes e assessórios. Nos anos 1970, foi uma das primeiras a desenvolver e lançar o jeans.

Artística e glamourosa, Vanderbilt também era conhecida por sua vida amorosa turbulenta, que incluiu quatro casamentos e um monte de pretendentes famosos como Frank Sinatra, Gene Kelly e Marlon Brando.

 

 

Nascida como Gloria Laura Madeleine Sophie em Manhattan, em 20 de fevereiro de 1924, filha do aristocrata Reginald Claypoole Vanderbilt (1880-1925) e de Gloria Laura Mercedes Morgan (1904-1965), herdou um fundo multimilionário quando ainda era bebê.

A herança veio depois que seu pai – descendente de ricos empresários da navegação e do transporte ferroviário – morreu de sua dependência em álcool, pouco depois de um ano do nascimento de Gloria.

 

 

Sua mãe, Gloria Laura Mercedes Morgan, conhecida por sua instabilidade, levou Vanderbilt a Paris para que fosse criada por uma babá.

 

 

Mas a tia artista e filantropa de Vanderbilt, Gertrude Vanderbilt Whitney (1875-1942), pediu à justiça sua guarda em 1934, e acabou ganhando. A menina voltou para os Estados Unidos e morou em Nova York e Long Island.

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Por fim, a guarda da “pequena Gloria”, como Vanderbilt era conhecida, acabou ficando com a tia. Na sentença, a juíza justificou a decisão argumentando que a mãe da menina tinha um estilo de vida “que iria destruir sua saúde e negligenciar sua educação moral, espiritual e mental”.

 

 

A futura “socialite” fez uma imersão no mundo da arte, da modelagem, da poesia e da atuação, tentando construir uma identidade própria além de sua imensa herança. Casou-se pela primeira vez aos 17 anos com um sócio do chefe mafioso Charles “Lucky” Luciano.

Habitué das listas de mulheres mais bem vestidas e das colunas sociais, Vanderbilt serviu de inspiração para o escritor Truman Capote criar a personagem de Holly Golightly em seu romance de 1958 “Bonequinha de Luxo”.

Seus múltiplos empreendimentos artísticos levaram a revista Life a descrevê-la, em 1968, como “uma versão feminina do homem renascentista”.

 

 

Deixou marcas na moda dos anos 1970 com uma linha de calças jeans, para a qual ela mesma modelava.

Sua marca se expandiu para incluir vários tipos de peças de roupas, além de perfumes e roupa de cama, tornando-se um negócio de 100 milhões de dólares por ano.

 

 

Após o fracasso de sua primeira união, se casou mais três vezes, primeiro com o diretor de orquestra Leopold Stokowski, com quem teve dois filhos, e depois com o diretor de cinema Sidney Lumet, diretor dos aclamados filmes “Doze Homens e uma Sentença” e “Um Dia de Cão”.

 

De seu último casamento, com Wyatt Emory Cooper em 1963, teve mais dois filhos, Carter Vanderbilt Cooper e Anderson Hays Cooper.

Sofreu grandes tragédias pessoais: seu último marido morreu em uma cirurgia cardíaca em 1978 e um de seus filhos, Carter, se suicidou 10 anos depois.

 

Vanderbilt teve uma infância conturbada, com batalha judicial entre a mãe e uma tia paterna pela custódia dela e de sua herança. Foi casada quatro vezes e teve quatro filhos.

A americana também escrevia. Seu primeiro livro, “Love poems” (“Poemas de amor”, em tradução livre), foi publicado em 1955. Publicou ainda livros com crônicas e memórias.

Na décadas de 1950 e 1060, estrelou musicais na Broadway e séries de TV. Gloria também pintava e organizou algumas exposições com seus trabalhos.

Em 2016, ganhou um documentário sobre sua vida, “Nada por dizer”, produzido pela HBO, ao lado de Cooper.

 

 

Anderson Cooper entrevista a mãe Gloria Vanderbilt — (Foto: Divulgação/HBO)

 

 

Gloria Vanderbilt faleceu em 17 de junho de 2019, aos 95 anos, após uma batalha contra um câncer de estômago.

 

“Gloria Vanderbilt era uma mulher extraordinária, que amava a vida e vivia em seus próprios termos. Ela tinha 95 anos de idade, mas pergunte a alguém próximo a ela, e eles diriam a você: Ela era a pessoa mais jovem que eles conheciam – a mais legal e moderna”, disse o jornalista da CNN Anderson Cooper em um comunicado.

 

Vanderbilt, que cresceu na França “sem saber nada do dinheiro que herdaria aos 21 anos”, foi “uma mulher extraordinária que amava a vida e viveu como quis”, declarou Cooper em homenagem exibida pela CNN.

 

“Que mãe extraordinária, que mulher extraordinária!”, acrescentou.

 

“Foi pintora, escritora e estilista, mas, acima de tudo, uma mãe incrível, esposa e amiga. Ele tinha 95 anos, mas pergunte a qualquer um que era próximo dela que te dirá que era a pessoa mais jovem, mais genial e moderna que conhecia”, completou Cooper.

(Fonte: https://istoe.com.br – EDIÇÃO Nº 2581 – COMPORTAMENTO / Por AFP – 13/06/19)

(Fonte: https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2019/06/17 – POP & ARTE / NOTÍCIA / Por G1 – 17/06/2019)

(Fonte: https://oglobo.globo.com/mundo – MUNDO / O Globo e agências internacionais – WASHINGTON — 17/06/2019)

(Fonte: https://forbes.uol.com.br/colunas/2019/06 – COLUNAS / Por Lisette Voytko – 17 de junho de 2019)

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