George Steiner, crítico literário, ensaísta e filósofo franco-americano, foi um dos mais influentes intelectuais da segunda metade do século XX

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Crítico literário e filósofo

 

 

O crítico literário, escritor e ensaísta George Steiner, fotografado em Jerusalém, em 2005. (Foto: LIOR MIZRAHI)

 

Foi um dos grandes intelectuais do século XX

 

Ensaísta, ficcionista, filósofo, linguista, professor de literatura comparada

 

Francis George Steiner (Neuilly-sur-Seine, Paris, em 23 de abril de 1929 – Cambridge, no Reino Unido, 3 de fevereiro de 2020), crítico literário, ensaísta e filósofo franco-americano, foi um dos mais influentes intelectuais da segunda metade do século XX.

 

Steiner foi criado entre o francês, o alemão e o inglês. Estudou em Chicago, nos Estados Unidos, passando para Inglaterra, onde concluiu o mestrado em Harvard. Ganhou o Bell Prize in American Literature, prêmio atribuído ao melhor ensaio de literatura americana, além de outras distinções. Tinha, desde 1944, cidadania norte-americana.

Ensaísta, escritor de ficção, professor, estudioso, crítico literário, foi admirado como um dos principais pensadores europeus do século XX, o que não o livrou das críticas dos detratores, que o acusavam de imprecisões ou de leviandade. Escrita pelo crítico cultural Lee Siegel, no ensaio “Our Steiner Problem – and Mine”, publicado no The New York Times Book Review, em 2009, diz assim: “A sua estimulante virtude é a capacidade de passar de Pitágoras, através de Aristóteles e Dante, para Nietzsche e Tolstoi num único parágrafo. O seu irritante vício é passar de Pitágoras, através de Aristóteles e Dante, para Nietzsche e Tolstoi num único parágrafo.”

 

Em 2017, recebeu o Expresso na casa de Cambridge, na entrevista acima citada. Entre outras coisas, falou sobre a família de judeus fugidos da guerra, e da sua condição de sobrevivente. Sê-lo “é complicado”, disse. “Significa ter vergonha, perguntar-se: ‘porquê eu?’, quando os outros morreram. E, por outro lado, significa ter ao longo da vida a obrigação de nunca esquecer.”

Steiner foi um dos críticos literários mais conhecidos da revista The New Yorker, onde trabalhou de 1966 a 1997, mas também se destacou pelos seus ensaios e pelo trabalho como professor.

 

Na sua obra, Steiner lidou em numerosas ocasiões com o paradoxo do poder moral que a literatura detém, que, no entanto, não tinha nenhuma capacidade de ação diante de eventos como o Holocausto.

 

Sabemos doravante que um homem pode ler Goethe e Rilke à noite, desfrutar de trechos de Bach e Schubert, e na manhã seguinte, ocupar-se do seu trabalho cotidiano em Auschwitz (o campo de extermínio nazista que matou milhões de judeus), disse Steiner numa das suas frases mais famosas.

 

Durante a carreira, Steiner foi uma personalidade polêmica, que atraia seguidores pela sua erudição e brilhantes argumentos, mas que era alvo de críticos que o acusavam de ser pretensioso e impreciso.

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Nas suas memórias, o próprio escritor lamentou ter-se dedicado a vários campos ao mesmo tempo e pela “ausência de qualquer escola ou movimento” para guiar os seus pensamentos.

 

Nascido em 23 de abril de 1929 em Paris, em uma família judia de origem vienense, Steiner foi professor nas prestigiosas universidades americanas de Princeton, Yale e Nova York, assim como em Cambridge e Genebra. Depois de ser educado em francês, inglês e alemão, foi com seus pais para Nova Iorque em 1940, no auge do antissemitismo na Europa.

 

Depois de se formar na Universidade de Chicago em 1948 e concluir um mestrado pela Universidade de Harvard dois anos depois, Steiner trabalhou como editor da revista “The Economist” de 1952 a 1956, tempo em que obteve um doutoramento pela Universidade de Oxford.

 

Seu tema predileto era a capacidade humana de escrever e falar, na qual baseou sua obra fundamental, publicada em 1967, Linguagem e Silêncio. Suas reflexões envolviam um espectro que ia da religião à música, passando pela pintura e história.

 

Ao longo da vida, Steiner trabalhou como professor nas universidades de Genebra, Nova Iorque e Harvard.

George Steiner faleceu em 3 de fevereiro de 2020, aos 90 anos de idade, em casa, na cidade de Cambridge, no Reino Unido.

 

“O grande, o sutil, o exigente George Steiner deixa uma vertiginosa obra de erudição iconoclasta, atormentada pela monstruosidade engendrada pela grande cultura europeia”, reagiu o escritor francês Jacques Attali no Twitter, em uma homenagem ao amigo.

 

“Com a morte de George Steiner, perdemos um grande pensador. Sua imensa erudição literária provocava felicidade em todos os o que o liam, ou escutavam”, afirmou o ministro da Educação da França, Jean-Michel Blanquer.

 

O “New York Times” afirma, no entanto, que o escritor não era unanimidade: “os admiradores de Steiner encontravam sua erudição e seu argumentos brilhantes. Seus detratores o consideravam grandiloquente, pretensioso e com frequência inexato”.

(Fonte: https://www.efe.com/efe/portugal/mundo – PORTUGAL / MUNDO / LITERATURA / Por EFE – Nova Iorque – 4 fev 2020)

(Fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2020/02/04 – ESTADO DE MINAS / NOTÍCIA / INTERNACIONAL / Por AFP – 04/02/2020)

(Fonte: https://expresso.pt/cultura/2020-02-03- CULTURA – 03.02.2020)

(Fonte: Zero Hora – ANO 56 – N° 19.625 – 5 de FEVEREIRO de 2020 – TRIBUTO / MEMÓRIA – Pág: 35)

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