Foi a primeira equipe oficial do automobilismo do Brasil

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Família Andreatta: patrimônio histórico do automobilismo

Pilotos gaúchos dominavam pistas do Brasil enquanto Fangio reinava no mundo

Catarino Andreatta: o gaúcho veloz

Catarino Andreatta (1908 – Porto Alegre, 21 de outubro de 1970), o maior piloto gaúcho de todos os tempos.

Iniciou sua carreira em 1937, com um segundo lugar no Circuito Venâncio Aires. No ano seguinte conseguiu sua primeira vitória, na Subida da Montanha, prova automobilística que não se realiza mais em Porto Alegre.

A partir de 1944 tornou-se conhecido nacionalmente, com um segundo lugar das provas a gasogênio.

Em 1953, no Uruguai, venceu sua primeira corrida internacional, o Circuito de Piriápolis (seu último internacional, em 1962, foi uma vitória na inauguração do autódromo de Rivera, também no Uruguai).

Suas vitórias nacionais mais importantes foram nas Mil Milhas Brasileiras, em 1956, 1958 e 1959.

Catarino Andreatta faleceu em Porto Alegre, dia 21 de outubro de 1970, aos 62 anos, de um câncer na laringe.

Andreatta morreu sem realizar o sonho de assistir, no dia 8 de novembro de 1970, à inauguração do autódromo de Tarumã, em Porto Alegre, que ajudou a construir.

A era romântica do automobilismo, dominada por Juan Manuel Fangio (1911-1995), também marcou época no Brasil. No País, o domínio das provas era da família gaúcha Andreatta, de origem italiana como o pentacampeão argentino.

A história do mito internacional se cruzou muitas vezes com o grupo liderado por Catarino e Julio Andreatta e formou laços fortes de respeito e admiração entre o multicampeão da Fórmula 1 e os “donos das pistas” brasileiras nas décadas de 1940 e 1950. Pioneiro dos anos em que corridas de automóvel faziam mais sucesso que o futebol.

Os irmãos Andreatta se lançaram às corridas de estrada na mesma época em que Fangio dominava os circuitos argentinos, no final de década de 1930.

A Scuderia Galgos Brancos, formada ainda na década de 30 e que marcou época no Rio Grande do Sul e no Brasil, foi fundada em 1935, foi a primeira equipe oficial do Brasil, com oficina no bairro Navegantes.

Em 1944, passou para os fundos do posto de gasolina dos Andreatta, na avenida Cairu, esquina com a Benjamin Constant, zona Norte da Capital.

Era um período em que as corridas de carro eram até mais populares que o futebol. O automobilismo era um evento de massa, em que milhares de pessoas iam para a beira das estrada verem seus ídolos passar.

Os Andreatta corriam com as carreteiras – carros de fábrica extremamente modificados para a pista, mas de forma artesanal – Ford, similares ao bólido Chevrolet que Fangio usava na Argentina. 

E foi numa dessas carreteiras que Fangio estreou para o automobilismo internacional, em 1941. A primeria vitória em Grande Prêmio veio na prova Getúlio Vargas, criada pelo presidente gaúcho e vencida pelo argentino em 29 de junho daquele ano.

Os Andreatta viriam a enfrentar aquele Chevrolet em provas no Uruguai, ainda na década de 1940, e os Irmãos Galvés, argentinos que muitos consideravam  melhores que Fangio, o que não se comprovou com o tempo. Nesse ambiente de corridas é que os brasileiros acabaram conhecendo e trocando experiências com o mito da F-1.

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Na época, a categoria era um evento muito distante da realidade brasileira e que Fangio não chegava a ser um mentor, ou referência para os brasileiros. Como rival, contudo, tinha muito daquela competição Brasil/Argentina, mas no caso dos gaúchos de forma saudável e Julio Andreatta e Luis Fernando, mais tarde iriam ter reverência pelo Fangio.

Em 1951, Fangio era convidado especial da II edição do Grande Prêmio Getúlio Vargas, e o vencedor foi Julio Andreatta, com sua carreteira Ford. 

Pela tradição no cenário nacional, os Andreatta pediram autorização ao presidente Getúlio Vargas para usar as cores verde e amarelo, do Brasil, nas carreteiras.

Aquela pintura, com o galgo branco estampado na porta, inspirava temor nos adversários paulistas e cariocas. O famoso Chico Landi (primeiro brasileiro a correr na F-1), jamais ganhou uma prova nacional dos Andreatta. 

Eles costumam contar a história do automobilismo nacional apenas a partir da década de 1960 por causa disso. Ficou muita mágoa deste domínio e rivalidade. O Catarino e o Júlio iam lá disputar as Mil Milhas e se revezavam nas vitórias.

Na comemoração dos 50 anos da primeira Mil Milhas, levamos a Interlagos a carreteira em estado original, pronta para rodar. Foi o primeiro carro a vencer a prova, mas ficou nos boxes. Quem conduziu a volta de apresentação foi um Copersucar Fittipaldi, de F-1, que nunca disputou Mil Milhas e não ganhou nada!

 

 

 

(Fonte: Veja, 28 de outubro de 1970 – Edição 112 – DATAS – Pág: 74)

(Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Esportes/?Noticia=308883 – ESPORTES – Automobilismo – 24/06/2011)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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