Djokar Dudaiev, líder político da rebelião separatista e o primeiro presidente da Chechênia separatista

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Djokar Dudaiev (Yalkhori, 15 de fevereiro de 1944 – Gekhi-Chu, 21 de abril de 1996), militar e político russo de etnia chechena. Primeiro presidente da Tchetchênia separatista.

Foi anteriormente um general da aviação soviética e, em seguida, líder político da rebelião separatista na Chechênia.

Djokhar Dudaiev foi assssinado pelas forças russas durante o primeiro conflito russo-tchetcheno, em abril de 1996. Dudaiev foi assassinado pelos russos por conta do telefone portátil. Na madrugada de 21 de abril, Dudaiev estava ao ar livre, num acampamento guerrilheiro perto da aldeia de Gueji-Chu, a 30 quilômetros de Grozni, a capital de sua republica rebelde.

Pelo celular, ele conversava sobre negociações de paz com um deputado em Moscou, a 1 600 quilômetros de distância. De repente, uma esquadrilha de aviões militares sobrevoou o acampamento e disparou seus mísseis, matando o checheno. “Dudaiev queixou-se do barulho dos aviões russos”, conta o deputado Konstantin Borovoi, o último interlocutor.

Para que a missão fosse bem-sucedida, um destacamento especial da espionagem militar russa, de posse do número da linha telefônica celular de Dudaiev, localizou, via satélite, a origem da chamada e informou ao quartel-general. As coordenadas foram repassadas a uma esquadrilha de aviões, que decolou de uma base aérea fora da Chechênia. Era a quinta tentativa russa de matar Dudaiev usando o mesmo método, mas em todas as anteriores o líder checheno acabou desligando cedo demais, a espionagem russa não conseguiu localizar a chamada e os aviões nem sequer chegaram a decolar.

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Desta vez, Dudaiev permeneceu quatro minutos ao telefone – tempo mais que suficiente para o Exército russo acertá-lo. Embora tenham recorrido à tecnologia para localizar seu inimigo, os aviões russos encerraram a missão com carnificina de sempre. Com o endereço em mãos, os pilotos despejaram uma saraivada de mísseis, destruindo o acampamento e matando, além do alvo principal, mais de 200 pessoas.

Boris Ieltsin (1931-2007) recusava-se a conversar pessoalmente com Dudaiev mesmo quando o encontro poderia ter evitado a guerra. Em 26 de abril, em visita à China, Ieltsin ouviu dos líderes chineses que a Chechênia é assunto interno da Rússia. Foi a mesma posição dos Estados Unidos.

 

(Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/afp/2005/03/08/ult34u120019 – Internacional – ÚLTIMAS NOTÍCIAS – MOSCOU, 8 mar (AFP) – 08/03/2005)

(Fonte: Veja, 1º de maio de 1996 – ANO 29 – Nº 18 – Edição 1442 – RÚSSIA – Pág: 47)

 

 

 

 

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