David Rockefeller, era um dos herdeiros da família que criou a Standard Oil, fundada 1870, maior petroleira da História

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Banqueiro e filantropo, ele era um dos herdeiros da família que criou a Standard Oil, fundada 1870, maior petroleira da História

 

David Rockefeller

O magnata americano figurou várias vezes a lista de bilionários da Forbes e representava uma era em que banqueiros importantes trabalhavam lado a lado de políticos (Foto: Divulgação)

 

David era neto do fundador do “clã” Rockefeller, John D. Rockefeller, considerado até hoje o homem mais rico da história dos Estados Unidos

Patriarca de uma das mais famosas e influentes dinastias

O bilionário filantropo David Rockefeller, o último de sua famosa família, patrono dos filantropos norte-americanos (Foto: Divulgação)

O bilionário filantropo David Rockefeller, o último de sua famosa família, patrono dos filantropos norte-americanos (Foto: Divulgação)

 

David Rockefeller (Nova York, 12 de junho de 1915 – Pocantico Hills, 20 de março de 2017), bilionário americano, ex-presidente do Chase Manhattan Corp e patriarca de uma das mais famosas e influentes dinastias americanas David Rockefeller era filho de John D. Rockefeller Jr., que desenvolveu o Rockefeller Center, em Nova York. Ele era o último neto vivo do magnata do petróleo John D. Rockefeller, fundador da Standard Oil.

Banqueiro, filantropo e conselheiro presidencial, o patriarca da família Rockefeller nasceu a 12 de junho de 1915, no local que hoje alberga o Museum of Modern Art (MoMa) de Nova Iorque, onde se localizava a mansão da família Rockefeller, cuja fortuna se alicerçou na exploração de petróleo e na banca.

O bilionário presidiu durante muitos anos o Chase Manhattan Bank, fundou a Comissão Trilateral – uma das organizações mais influentes do mundo – e atualmente se dedicava à filantropia – sendo dele a ideia de criar o famoso Rockefeller Center em Nova York.

Era o último neto vivo de John D. Rockefeller, fundador da Standard Oil, a maior petrolífera dos Estados Unidos no final do século XIX e início do século XX.

O multimilionário liderou entre 1969 e 1981 o banco Chase Manhattan, que foi vendido na década de 90 e veio a tornar-se parte do atual JPMorgan Chase, um dos principais bancos privados dos Estados Unidos.

Durante o período em que liderou o Chase Manhattan, Rockefeller cultivou uma vasta rede de relações próximas com governos e empresas multinacionais, tornando-se símbolo de uma era em que os donos de bancos corriam outros países para trabalhar com os políticos mais poderosos do mundo.

Rockefeller – considerado o bilionário mais velho do mundo – era o sexto filho de John D. Rockefeller Jr. e neto de John D. Rockefeller, cofundador da Standard Oil, criada em 1870, e considerada a maior empresa de petróleo da história.

Ele também personificava uma era em que banqueiros importantes trabalhavam lado a lado de políticos mais relevantes ainda.

Durante seu período como presidente do Chase, de 1969 a 1981, ele forjou relações tão próximas com governos e multinacionais que observadores diziam que o banco tinha sua própria política externa.

O magnata se envolveu em um incidente internacional em 1979, quando ele e seu amigo de longa data Henry Kissinger ajudaram a convencer o presidente americano da época, Jimmy Carter, a admitir a visita do xá iraniano aos Estados Unidos para o tratamento de um linfoma, o que precipitou a crise de reféns americanos no Irã.

Em 1979, Rockefeller esteve envolvido num incidente internacional, quando ele e o amigo de longa data Henry Kissinger convenceram o Presidente norte-americano Jimmy Carter a oferecer asilo temporário ao Xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi. A República Islâmica recusou acreditar que se tratasse de “um caso de urgência médica” e a manobra acabou por precipitar a crise de reféns na embaixada dos EUA em Teerão, que se estendeu por 13 meses.

No episódio, 52 americanos foram mantidos reféns por 444 dias após militantes islâmicos tomarem a embaixada americana em Teerã em apoio à Revolução Islâmica.

Segundo estimativas de março de 2017, sua fortuna, investimentos imobiliários e outros patrimônios eram estimados em US$ 3,3 bilhões pela revista “Forbes”. Rockefeller era um reconhecido filantropo em vida. Ele chegou a doar US$ 2 bilhões de seu patrimônio para organizações como o Museu de Arte Moderna de Nova York e a Universidade Rockefeller.

Com a morte de seus irmãos mais velhos, Rockefeller estava à frente de uma vasta rede de interesses familiares, tanto empresariais quanto filantrópicos, que vão da conservação ambiental às artes. Ele também comandou e foi o principal acionista do Chase Manhattan Bank (hoje JP Morgan Chase).

Para comemorar seu 100º aniversário em 2015, ele doou 4 mil quilômetros quadrados de terra a um parque nacional do Maine.

O Chase Manhattan foi comprado em 1996 pelo Chemical Bank of New York in 1996. Hoje, faz parte do JPMorgan Chase & Co.

David Rockerfeller (à esquerda) com Jean Chretien e John Whitehead em 2002 (Foto: REUTERS/JEFF CHRISTENSEN)

David Rockerfeller (à esquerda) com Jean Chretien e John Whitehead em 2002 (Foto: REUTERS/JEFF CHRISTENSEN)

HISTÓRIA E LAÇOS COM O BRASIL

Rockefeller nasceu em 1915 e sua vida foi descrita pela revista Forbes como “notável desde o início”. Ele foi criado em Nova York, em uma mansão de nove andares, com quadra de squash, ginásio e um órgão musical.

Estudou em Harvard e, mais tarde, na London School of Economics. A chegada à Inglaterra causou comoção e ele logo assumiu um papel importante na alta sociedade da cidade.

Quando começou a trabalhar no Chase Manhattan Bank, em abril de 1946, o sobrenome falou alto. “Ter o nome Rockefeller pode ser uma vantagem”, disse ele à Forbes, em 1972. “Mas também significa que as pessoas serão um pouco mais desconfiadas, um pouco mais cínicas. Significa que vão presumir que qualquer coisa que você atingir será o resultado do seu nome em vez de seu esforço próprio.”

David Rockefeller, em 1984, com Ronald Reagan, então presidente dos EUA - (Foto: AP)

David Rockefeller, em 1984, com Ronald Reagan, então presidente dos EUA – (Foto: AP)

 

Décadas depois, suas realizações no Chase já eram “indiscutíveis”, avalia a revista. “Rockefeller levou o banco, que tinha apenas nove filiais internacionais quando começou, a expandir para além da América. Viajar tornou-se sua rotina diária.” Durante 35 anos, visitou 103 países e circulou o mundo 200 vezes, segundo suas próprias estimativas no livro Memoirs. Até o momento em que se aposentou, em 1981, o Chase operava em 70 países.

Ao contrário de seu irmão Nelson (ex-governador de Nova York e ex-vice-presidente dos Estados Unidos), David nunca esteve no centro das atenções quando o assunto era política – com exceção de um breve período trabalhando como assessor do prefeito de Nova York, Fiorello Laguardia. Ele chegou até a recusar cargos no governo, quando o presidente Nixon queria que ele se tornasse secretário do Tesouro.

Quando deixou seu trabalho do banco, David dedicou-se a melhorar o monumento da família, o Rockefeller Center. Após dez anos no controle do edifício, ele e sua família venderam uma participação para a Mitsubishi por US$ 1,4 bilhão. Tudo com o objetivo de “estabilizar a fortuna da família”, como descreveu. A riqueza estimada dos Rockefeller, à época, era de US$ 10 bilhões — sendo que mais de um terço pertencia a David.

Em novembro de 2006, em entrevista à revista ‘Veja’, afirmou:

“Poucos sabem, mas viajo pela América Latina há sessenta anos. Vim ao Brasil pela primeira vez em 1948, com meu irmão Nelson. Ele foi o coordenador de Relações Interamericanas do presidente Franklin Roosevelt durante a II Guerra e, em 1944, tornou-se subsecretário de Estado para a América Latina.

Em razão desse trabalho, Nelson ficou amigo de vários brasileiros, especialmente Walter Moreira Salles, a quem tive a sorte de conhecer logo na primeira viagem. Desde o começo, fiquei encantado com a beleza do país e com a energia e o entusiasmo dos brasileiros. Minha experiência com o continente fez com que eu criasse a Americas Society e o Conselho das Américas, há 41 anos.

O papel de ambas as entidades é promover o entendimento no continente e fortalecer os laços entre os setores público e privado da região. O Brasil representa o mercado mais importante para investimentos na América Latina”.

Filantropia

Reconhecido filantropo e coleccionador de arte, o multimilionário doou milhões de dólares a instituições como a Universidade de Harvard, o MoMA e a Universidade Rockefeller, dedicada à investigação em ciências biomédicas, que o avô John D. Rockefeller fundou em 1901.

David Rockefeller é um dos multimilionários que se juntaram ao Giving Pledge, uma iniciativa lançada em 2010 pelo fundador da Microsoft Bill Gates e pelo magnata Warren Buffett para doarem pelo menos metade das fortunas, durante a sua vida ou no seu testamento, a causas de filantropia e mecenato.

O próprio Rockefeller criou várias organizações internacionais dedicadas à filantropia, como a Americas Society, a Comissão Trilateral (que promove a cooperação entre a América do Norte, Europa e o Japão), e a New York City Partnership, para ajudar a população mais pobre da cidade.

O norte-americano era o “patriarca” da família Rockefeller desde 2004 e, de acordo com a revista “Forbes”, tinha uma fortuna estimada em US$ 3,3 bilhões.

David Rockefeller morreu em 20 de março de 2017, aos 101 anos, na sua residência em Pocantico Hills, enquanto dormia em decorrência de falência cardíaca.

Ao longo da sua vida, Rockefeller foi submetido a sete transplantes de coração, o último dos quais em Setembro de 2016. Em 2002 publicou a sua biografia, Memoirs, e continuou a trabalhar todos os dias até depois de completar 90 anos.

(Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/03/1868052- MERCADO – 20/03/2017)

(Fonte: https://www.publico.pt/2017/03/20/mundo/noticia – MUNDO –  e  – 20 de Março de 2017)

(Fonte: http://oglobo.globo.com/economia – MERCADO/ POR O GLOBO – 20/03/2017)

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