D.A. Pennebaker, considerado um mestre do gênero documental, foi figura crucial para o chamado cinema direto, subgênero do documentário

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Diretor norte-americano, mestre dos documentários

 

D.A. Pennebaker, considerado um mestre do gênero documental e muito atento à música popular. (Foto: Mireya Acierto/Getty Images)

 

 

Fez documentários sobre Bob Dylan, David Bowie e o festival de música de Monterey. Recebeu um Oscar honorífico pelo longo percurso dedicado ao cinema documental.

 

 

Don Alan “D. A.” Pennebaker (Evanston, 15 de julho de 1925 – Sag Harbor, 1° de agosto de 2019), cineasta norte-americano, considerado um mestre do gênero documental e muito atento à música popular.

Nascido em julho de 1925 em Evanston (Illinois), Pennebaker, após dar os primeiros passos no cinema e dirigir vários documentários em curta metragem, participou de “Primary” (1960), um documentário muito influente sobre o confronto entre dois políticos americanos, John F. Kennedy e Hubert H. Humphrey, pela indicação democrata para concorrer à Casa Branca.

Após os seus primeiros passos no cinema e na direção de várias “curtas”, participou em “Primary” (1960), um influente documentário sobre o confronto entre dois políticos norte-americanos, John F. Kennedy e Hubert H. Humphrey, para a nomeação democrata na corrida à Casa Branca.

Também trabalharam em “Primary” Robert Drew, Richard Leacock e Albert Maysles, que junto a Pennebaker seriam alguns dos representantes máximos do cinema direto.

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Com a evolução da tecnologia, que permitiam câmaras e equipamentos de som cada vez mais leves, esses cineastas tentaram captar a realidade sem filtros, usando técnicas parecidas com as do jornalismo e sem empregar recursos artificiais ou estéticos, como a voz em off. O objetivo era refletir os fatos sem mediação e como se fossem “uma mosca na parede”, segundo a famosa frase de Leacock.

Pennebaker aplicou essas ideias especialmente para retratar a contracultura dos anos 60. “Monterey Pop”, centrada no primeiro macrofestival da era hippie, foi um trabalho exemplar à hora de levar ao cinema de maneira vibrante a utopia libertária e o espírito rebelde daqueles jovens.

Também é muito recordada a cena de Bob Dylan, no documentário “Don’t Look Back”, na qual o cantor vai mostrando à câmera cartazes com a letra de “Subterranean Homesick Blues”, ao mesmo tempo em que a canção é entoada.

O diretor americano, mestre do gênero documentário e que produziu filmes contando história de pessoas como Bill Clinton, Bob Dylan e David Bowie, foi figura crucial para o chamado cinema direto, subgênero do documentário que nos anos 60 tentou refletir a realidade da maneira mais objetiva possível, incluindo a espontaneidade e sem evitar no resultado final os erros técnicos e imperfeições.

O diretor recebeu em 2012 um Oscar Honorário pela longa e reconhecida trajetória, na qual sobressaem títulos de não ficção como “Don’t Look Back” (1967), “Monterey Pop” (1968), “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars (1973), sobre Bowie, “The War Room” (1993), “Down from the Mountain” (2000), “Elaine Stritch at Liberty” (2002) e “Kings of Pastry” (2009).

O diretor, que filmou documentários sobre Bob Dylan, David Bowie ou o Festival de Monterrey de 1968 foi uma figura central do designado “Direct Cinema”, um subgênero do documental que na década de 1960 tentou refletir a realidade da forma mais objetiva possível, incluindo a espontaneidade e sem omitir no resultado final os erros técnicos ou as imperfeições.

Em 2012, Pennebaker, natural de Evanston (Illinois), recebeu um Óscar honorífico pelo seu longo percurso, onde sobressaem documentários não ficcionais como “Bob Dylan: Dont Look Back” (1967), “Monterey Pop” (1968), “Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1973), “The War Room” (1993), “Down from the Mountain” (2000), “Elaine Stritch at Liberty” (2002) ou “Kings of Pastry” (2009).

Além da música, o cineasta também abordou outros temas, como a política em “The War Room”, sobre a campanha presidencial do ex-presidente americano Bill Clinton (1993-2001). O filme codirigido com Chris Hegedus, terceira esposa do diretor e com quem ele colaborou atrás das câmeras em várias ocasiões, rendeu a Pennebaker uma indicação ao Oscar de melhor documentário.

Pennebaker faleceu em 1° de agosto de 2019, aos 94 anos.

(Fonte: https://observador.pt/2019/08/04 – Agência Lusa – SOCIEDADE – 4/8/2019)

(Fonte: https://entretenimento.uol.com.br/noticias/efe/2019/08/03 – ENTRETENIMENTO / NOTÍCIAS / ENTRETÊ / Por (EFE) – Los Angeles (EUA), 3 ago 2019)

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