Arne Wilhelmsen, lançou a Royal Caribbean Cruises em 1969, transformando-a em uma das maiores operadoras de cruzeiros do mundo

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Fundador da Royal Caribbean Cruises, foi um visionário da indústria dos cruzeiros

 

 

Arne Wilhelmsen, Royal Caribbean Cruises

Fundador da Royal Caribbean Cruises, foi um visionário da indústria dos cruzeiros. (Crédito: DR /DIREITOS RESERVADOS)

 

 

Arne Whilhelmsen (Oslo, na Noruega, 15 de junho de 1929 – Palma de Maiorca, 11 de abril de 2020), fundador da Royal Caribbean Cruises Ltd. e estratega visionário da indústria moderna de cruzeiros, deixou uma frota de 61 navios-cruzeiro, incluindo os maiores do mundo. Wilhelmsen lançou a Royal Caribbean Cruises em 1969, transformando-a em uma das maiores operadoras de cruzeiros do mundo.

 

Wilhelmsen exerceu uma constante influência sobre a empresa desde a sua fundação, atuando por mais de três décadas no conselho de administração da empresa. Juntamente com o primeiro CEO da empresa, o falecido Edwin Stephan, Wilhelmsen viu o potencial para o recente setor de cruzeiros, que outros não viram.

 

Nascida em 15 de junho de 1929, em Oslo, na Noruega, Wilhelmsen obteve o seu MBA em Harvard Business School e trabalhou como assistente de fretamento da Norueguesa EB Lund & Co. e, mais tarde, como armador em Nova Iorque. Depois de se juntar ao negócio da família em 1954, tornou-se Presidente em 1961. Descendente de uma importante empresa de transporte norueguês – Anders Wilhelmsen & Co AS – passou a maior parte da sua vida no negócio da família, numa primeira fase como marinheiro.

 

Todos os que fazem, fizeram ou farão um cruzeiro devem-lhe a visão que “inventou” a indústria dos cruzeiros tal como a conhecemos. Muitos dos que fazem, fizeram ou farão um cruzeiro terão grande probabilidade de estar a experiência a sua visão em primeira mão.

 

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Afinal, o norueguês Arne Wilhelmsen foi um dos fundadores da Royal Caribbean Cruises Ltd. (RCL), uma empresa de cruzeiros que na sua órbita inclui quatro marcas globais, a Royal Caribbean International, a Celebrity Cruises, a Azamara e a Silversea Cruises – um total de 61 navios (mais 17 encomendados no final de 2019), com itinerários que passam por todos os continentes.

 

Foi também o comandante ao leme da companhia durante várias décadas, numa altura em que a indústria que ajudou a criar vive uma crise sem precedentes.

 

Symphony of the Seas, Harmony of the Seas e Allure of the Seas: são os três maiores navios de cruzeiro do mundo, todos parte da frota da Royal Caribbean Cruises. Um cenário que não estaria, remotamente, sequer, na cabeça de Arne Wilhelmsen quando, em 1968, se juntou ao hoteleiro de Miami Edwin Stephan e a outras duas empresas mercantes norueguesas para fundar a Royal Caribbean Cruise Line, numa altura em que os cruzeiros não eram a escolha popular para férias de luxo em que haveriam de tornar-se. Na verdade, fazer férias num navio era quase uma excentricidade à boleia dos velhos transatlânticos.

 

“Numa época em que o resto do mundo pensava que os cruzeiros eram um nicho apenas para navios transatlânticos antigos, Arne já vislumbrava o possível crescimento”, recordou Richard Fain, presidente e diretor-executivo da RCL. “Ele já tinha uma visão moderna da indústria de cruzeiros, quando a ‘indústria’ era uma dúzia de navios usados no total.” A sua primeira batalha foi precisamente a construção de navios originais, projetados especificamente para cruzeiros (férias, portanto, numa altura em que as férias se democratizavam) – ele próprio o mencionou.

“O meu desafio inicial era convencer os meus parceiros e a gerência em Miami a construir navios maiores e mais eficientes para fazer crescer a empresa” – e em climas quentes. Este não foi um pormenor: desviou o incipiente setor de Nova Iorque, tradicional centro do tráfego transatlântico, para Miami e, nesse processo, contribuiu para a afirmação da região como destino de ócio.

A sua principal visão: a construção de novos navios originais projetados exclusivamente para cruzeiros em climas quentes. O setor não cresceu em Nova Iorque, o tradicional centro de tráfego; mas sim em Miami, ajudando a própria região a crescer quando o público descobriu uma maneira totalmente nova de tirar férias.

 

Wilhelmsen viu o potencial da indústria dos cruzeiros tornar-se o segmento que mais cresce, no crescente setor de férias. Acreditando em economias de escala, recordou-se uma vez: “O meu desafio inicial era convencer os meus parceiros e a gerência em Miami a construir navios maiores e mais eficientes para fazer crescer a empresa“. Fiel à sua visão, a empresa agora navega com 61 navios em todos os sete continentes e sua frota possui os maiores navios de cruzeiro do mundo.

Quando fundou a RLC, Arne Wihlelmsen já tinha experiência no transporte marítimo. Nascido em Oslo, cresceu numa família proprietária de uma companhia de navegação e logo aos 18 anos foi para o mar, como marinheiro. Haveria de ingressar na Harvard Business School, para um MBA, e regressou à Noruega para o negócio familiar, cuja presidência assumiu entre 1961 e 1969.

Na RCL, pertenceu ao conselho de administração até 2003, altura em que se retirou, tendo sido substituído por um dos três filhos, para os quais transferiu a propriedade quase total da companhia antes de morrer. Na vida privada, gostava de golfe, caça, pesca e atividades ao ar livre, além de ter um profundo interesse pela língua, história e cultura japonesas. Dele se dizia ser descontraído e realista.

Arne Whilhelmsen faleceu em 11 de abril de 2020, aos 90 anos, em Palma de Maiorca.

“Arne foi uma presença constante e fonte de sabedoria no nosso conselho por décadas”, afirmou Fain. “E em 2003, quando estava pronto para reformar-se, foi sucedido no conselho da RCL  pelo seu filho, Alex, que levou o envolvimento da família Wilhelmsen a traçar o curso da nossa empresa na sexta década. Os nossos altos padrões como empresa, a nossa dedicação à excelência em operações e design e a nossa determinação em perseverar devem-se muito à visão de longo prazo de Arne, Alex e da família Wilhelmsen. Saudamos o nosso amigo e sentiremos muito a falta dele.”

(Fonte: https://www.cruzeiros.com.pt – ROYAL CARIBBEAN / por Nuno Ribeiro – 13 de abril de 2020)

(Fonte: https://www.publico.pt/2020/04/14/fugas/noticia – FUGAS / VIAGENS / por Andreia Marques Pereira – 14 de abril de 2020)

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